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Eleições 2018

Por que os brasileiros querem um presidente de família pobre e que creia em Deus

Pesquisa recente do Ibope mostrou que a população dá grande importância aos valores cristãos e aos líderes que viveram na pobreza

Uma pesquisa encomendada ao Ibope, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e divulgada no último dia 13, mostrou que para 86% dos brasileiros é importante que o próximo presidente da república acredite em Deus. Para 67%, essa qualidade chega a ser imprescindível e para outros 19% essa é uma questão parcialmente necessária.

A pesquisa também apontou que outro desejo do brasileiro é ver no poder alguém que seja de família humilde. Pouco mais da metade dos entrevistados (52%) disseram que preferem – totalmente ou em parte – que o candidato tenha origem pobre.

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Para os analistas ouvidos pelo Sempre Família essas respostas têm relação direta com a relevância que o brasileiro dá aos valores cristãos e à honestidade.

De acordo com o filósofo Carlos Ramalhete, a maioria da população entende que para ser honesto é imprescindível que o indivíduo creia em Deus. “É que a verdade – ou antes a verdade com V maiúsculo –  é divina para o cristão, e vivemos num país de maioria cristã e de cultura fundamentalmente católica”, explica. Para ele, a ideia de uma honestidade kantiana, que tem nela mesma a sua recompensa, é algo alheio à mentalidade do brasileiro, que percebe a honestidade como uma forma de ligação com a divindade.

 

Origem humilde

Já o desejo por ver no poder alguém que seja “gente como a gente”, que venha de família pobre, da base da sociedade ou que tenha chegado ao sucesso pelo caminho das pedras, é algo natural dentro da ciência e história política de todos os países, explica o professor Masimo Della Justina, professor de Ciências Políticas e Econômicas na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). “Ele é entendido pela população como aquele que sabe de fato do que o povo precisa. É o pensamento de que ‘um de nós’ chegou lá”, diz. “A população quer ver alguém com quem ela se identifique e não alguém que tenha apenas uma noção teórica do que é ser pobre”, completa Ramalhete.

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Apesar disso, destaca o Della Justina, o que se percebe no cenário atual é que muitas dessas pessoas que almejam no futuro o país sendo governado por alguém de origem humilde, são as mesmas que se irritaram com o ex-presidente Lula – um exemplo de político proveniente de família pobre. “O eleitor está cansado de ver gente abastada e que se abastou ainda mais depois que chegou à vida pública. Mas também se ressentiu quando viu alguém que saiu da base, foi ao poder e que ficou rico”, explica. Ainda assim, de acordo com Della Justina, a população prefere aquele que seja pobre, tendo a esperança de que o próximo eleito não se corrompa diante das propostas de corrupção.

 

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