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Sociedade

Projeto curitibano promove inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Reconhecida mundialmente, a ASID começou buscando melhorias nas escolas especiais e hoje também auxilia pessoas com deficiência a se inserirem no mercado de trabalho

Foi o sonho de construir uma sociedade inclusiva que uniu Alexandre Amorim, Diego Hideo Tutumi e Luiz Hamilton Ribas, ainda na faculdade. Juntos eles deram início à ASID (Ação Social para a Igualdade das Diferenças), criada oficialmente em 2010, em Curitiba. A ideia inicial surgiu da experiência de vida de Amorim, que tem uma irmã, a Laura, com síndrome de Down e transtorno do espectro autista.

Depois de enfrentar uma série de dificuldades para encontrar uma escola que atendesse com qualidade a Laura, e ver o quanto outras famílias também passavam por esse problema, Amorim fez um projeto acadêmico, em 2008, para auxiliar essa parcela da população. A princípio, com vistas em sua cidade natal, mas com o desejo de ser ainda maior. Ele percebeu que sua história poderia levá-lo a ser um empreendedor social.

Impulso, o programa que toda iniciativa capaz de transformação social devia conhecer

Pouco tempo depois chegaram Tutumi e Ribas, para reforçar o time e levar a ASID em frente, oferecendo consultoria administrativa gratuita para escolas de ensino especiais. Desde a organização de processos internos até reformas na estrutura, eles se dedicaram à profissionalização das escolas para que elas atendessem melhor os alunos com deficiência e tivessem uma melhora na qualidade educacional. Os amigos também perceberam que muitas dessas instituições – governamentais ou filantrópicas – poderiam aprimorar ainda mais seu trabalho para conseguir acolher as milhares de crianças com deficiência que estavam em fila de espera na época.

Parceria com as empresas

No início foi preciso batalhar muito para conseguir viabilizar esses custos. “Foram 18 meses trabalhando sem ganhar nada, fazendo bicos em restaurantes, sinaleiros e arrumando computadores para manter o sonho vivo”, lembra Ribas. Os amigos então começaram a fazer propostas para pequenas e grandes empresas que poderiam se interessar pelo projeto e agregar parcerias que iriam custear o trabalho nas escolas. Foram 88 reuniões até aprimorarem as soluções e receberem o primeiro sim. Já o investimento social dessas empresas parceiras acontece principalmente por meio de campanhas, em que os funcionários ajudam nas reformas das escolas.

Inclusão no mercado de trabalho

Mas Amorim, Tutumi e Ribas queriam ir ainda mais longe com a ASID: eles queriam incluir as pessoas com deficiência no mercado de trabalho. E perceberam que não bastaria apenas fazer a ponte entre empresa e essas pessoas, mas sim, preparar os dois lados.

“Por isso atuamos com empresas realizando palestras, workshops e vivências que geram conhecimento e atitudes inclusivas nos colaboradores das empresas”, explica Ribas. “Ao mesmo tempo articulamos com instituições que atendem pessoas com deficiência para mapear vagas nas empresas, prospectar candidatos, fazer a inclusão e o acompanhamento”, diz.

O método é muito assertivo e gera o desenvolvimento dos colaboradores das empresas em diversas habilidades e competências, na mesma medida em que dá a oportunidade para uma pessoa com deficiência utilizar seu potencial no mercado de trabalho, desenvolvendo autonomia, independência e autoestima, segundo Ribas.

Reconhecimento

A ASID já recebeu dezenas de prêmios regionais, nacionais e até internacionais pelo trabalho inovador. Entre eles, o Prêmio Jovens Inspiradores, Empreendedor Social de Futuro, Yunus&Youth e YouthActionNet. Além de cursos, bolsas de estudo e mentorias, inclusive na Harvard Business School.

Para Ribas, isso tudo é só o início. Apesar de já terem expandido o projeto para escolas especiais de São Paulo, o trabalho ainda alcança menos de 3% das instituições para pessoas com deficiência no Brasil. “Nosso grande objetivo é impactar 10 milhões de pessoas até 2025, no Brasil e no mundo, pois sabemos que nosso trabalho é igualmente necessário em outras localidades”, conclui.

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