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Pais e filhos

Por que adolescentes às vezes sentem vergonha dos pais

Se você é pai ou mãe de adolescentes, a qualquer momento pode ser surpreendido com essa indiferença

Quando uma criança está entrando na pré-adolescência, os pais precisam se preparar para uma série de transformações. Cada adolescente viverá essa fase da puberdade de uma maneira diferente e é bastante comum, por exemplo, que eles comecem a sentir vergonha de frequentar locais públicos junto com os pais, como a escola, as festas e até mesmo a igreja. E esse comportamento, por mais estranho que possa parecer, é considerado saudável por alguns especialistas.

Se você é pai ou mãe de adolescentes, a qualquer momento pode ser surpreendido com essa indiferença. Acontece que as mudanças fisiológicas e biológicas surgem a partir dos 12 anos de idade e, nessa fase, os hormônios do crescimento transformam o corpo e o cérebro. Isso tudo pode gerar algumas dificuldades para o adolescente.

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Além dessa fase de desenvolvimento, para a psicóloga Rafaela Teixeira, a cultura da família também é responsável por essa mudança de comportamento. “Isso também acontece quando há um choque de cultura muito grande. Às vezes, os pensamentos dos pais são muito diferentes da atualidade e os adolescentes se incomodam muito com isso”, observa.

E para completar essa diversidade de mudanças na vida do adolescente, ainda existe a preocupação de ser aceito no grupo social em que ele está inserido. Portanto, segundo Ivo Carraro, psicólogo do Centro Universitário Internacional Uninter, essa vergonha pode não ser exatamente dos pais, mas sim uma preocupação de serem malvistos pelos amigos diante de uma atenção excessiva.

“Nesse período, normalmente eles se afastam dos pais e se aproximam mais dos amigos”, lembra o especialista. “É algo saudável e os pais precisam compreender que é natural. Será para o crescimento dos adolescentes. Assim eles criam mais autonomia”, explica.

Tempo de mudanças e compreensão

As transformações biológicas são mais profundas e interferem bastante na vida do adolescente. “Até então, ele estava com a pele limpa e de repente começam a aparecer as espinhas”, diz Rafaela. “Isso vai causando certa angústia, porque ele não sabe quando essas transformações vão parar”.

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Durante o “estirão”, fase em que as “calças ficam mais curtas” e que ele fica mais desengonçado, por causa desse efeito da puberdade, a atenção dos pais precisa ser redobrada para que o adolescente também não se isole socialmente. “Essa passagem de criança para o adulto é muito delicada e os pais sempre serão as maiores referências dos filhos”, considera Carraro.

Nesse período cheio de novidades, segundo os especialistas, é fundamental que os pais tentem encontrar um lugar comum com o filho. Quem sabe pedir ajuda a ele para compreender algum assunto relacionado à tecnologia ou um esporte que seja desconhecido, mas que pareça interessante.

Uma dica é tentar aprender alguma coisa com ele, porque quando o adolescente tem algo a ensinar não sentirá vergonha. “Ele saberá que tem um papel a exercer”, orienta Rafaela. “Não criamos filhos para o mundo, criamos os filhos pra que eles construam e vivam no próprio mundo deles”, observa Carraro.

 

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