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Pais e filhos

Você pode estar contribuindo para a autoimagem negativa do seu filho adolescente

Adolescentes com uma autoimagem positiva têm uma vida social e afetiva mais saudável, mas algumas atitudes dos pais podem estar colaborando com o contrário

Não é segredo para ninguém que a adolescência é um tempo de muitas mudanças. Mas não são somente os filhos que precisam encarar os desafios dessa nova fase. Para os pais, esse também é um momento que precisa de atenção. E uma das coisas mais difíceis para esses pais é ver os filhos tentando mudar aquilo que são para se encaixarem em algum grupo – um comportamento bem comum na adolescência.

Sabemos que é desolador ter que lidar, por exemplo, com o sentimento de ver sua filha, que sempre gostou de esportes e com quem você está constantemente insistindo para comer mais, se olhando no espelho e dizendo: “Eu estou horrível! Meu rosto está gordo!”, enquanto você simplesmente acha que ela é a menina mais linda do mundo. Ou então, quando você vê seu filho, que tem o coração mais compassivo que você já conheceu, juntando-se a alguns amigos da escola e fazendo bullying com alguém, só pelo fato de que isso o faz parecer mais divertido. Acontece que toda essa insegurança está relacionada a autoimagem que cada um deles está cultivando.

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Essa necessidade que eles têm de se encaixar em alguma tribo que admiram pode ser – consciente ou inconscientemente – incentivada por diversos fatores e pessoas: amigos, grupos religiosos, escola, publicidade, mídias sociais, livros, etc. Alguns desses incentivos são até bons, mas muitos não são e, por isso, acabam levando os adolescentes a alimentarem uma autoimagem negativa.

Infelizmente, sem perceber, os pais também podem contribuir para isso quando tomam – ou não – algumas atitudes em relação aos filhos. Confira quais são essas atitudes e, claro, faça de tudo para evitá-las:

1. Não conversar sobre as mídias ele está consumindo

Você já conversou com seu filho sobre algum comercial que ele tenha acabado de assistir ou então sobre o por que de ele estar checando obstinadamente as curtidas em seu perfil da rede social? Já prestou atenção nas músicas que ele ouve e conversou sobre as letras? E sobre os filmes e aquela série da Netflix que ele assiste toda semana? Ou ainda sobre o livro que ele ama?

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Sabemos que os adolescentes agem como se eles não se importassem com o que você pensa, mas converse com eles de qualquer maneira. Não dê sermões e nem fale “para” eles, mas sim “com” eles. Apenas dialoguem. Sua opinião é mais importante do que você pensa. Ajude seu filho a ver como a mídia está moldando a maneira como ele se vê.

2. Dizer ao seu filho quem ele é, em vez de ajudá-lo a descobrir isso sozinho

Seu filho adolescente não é uma versão mais jovem de você. Portanto, seu objetivo não é garantir que ele faça todas as coisas que você nunca fez. Ele é apenas ele mesmo, uma pessoa única. Uma das melhores coisas que você pode fazer pela autoimagem de seu filho é ajudá-lo a reconhecer seus interesses e talentos únicos e incentivá-lo a segui-los. Quando ele começar a ver seus próprios dons e usá-los de uma maneira que contribua positivamente para algo, terá uma noção maior de quem é e, mais ainda, da importância que ele tem para o todo.

3. Nunca pedir que ele se responsabilize por algo

Os pais costumam cair na armadilha de acreditar que o seu trabalho é facilitar a vida dos filhos. Claro, enquanto eles são crianças, apenas os deixem ser crianças. Faz parte da rotina dos pais fazer os pratos, cortar a grama, limpar a casa, lavar a roupa, enquanto as crianças ficam livres para brincar com os amigos, praticar esportes e fazer o dever de casa. Mas assumir algumas responsabilidades também é fundamental para que os filhos construam, aos poucos, uma autoimagem positiva.

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Exigir que eles assumam responsabilidades em casa é uma ótima maneira de acreditar que eles têm algo de valor para contribuir com o mundo. De primeira, eles não vão gostar e, provavelmente, vão reclamar e brigar com você por isso. Mas depois, sua capacidade de ajudar em casa lhe ensinará que ele também é capaz de contribuir positivamente em outros lugares. Ele sentirá o impacto disso quando for o único na faculdade que pode ensinar seus colegas de quarto a cozinhar e a lavar suas roupas, ou então quando for funcionário de uma empresa e souber como tomar iniciativas próprias.

Ao se envolver ativamente nessas situações com seu filho, você poderá ser uma influência positiva na construção da autoimagem dele e na compreensão de seu lugar no mundo.

 

Com informações de All Pro Dad

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