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Crédito: Wikimedia.
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Religião

O que é Quaresma e por que cristãos fazem penitência nesse período

Entenda o motivo pelo qual a Quarta-feira de Cinzas marca o início de um período intenso de jejum, oração e obras de caridade para milhões de fiéis

A quarta-feira de cinzas marca o início da Quaresma, um período de 40 dias que vem antes da Páscoa no calendário cristão. É um tempo de oração, penitência e caridade, tripé que se baseia no ensinamento dado por Jesus no capítulo 6 do Evangelho de Mateus.

Observando a Quaresma, os cristãos rememoram o sacrifício de Jesus Cristo, que se recolheu no deserto, jejuando por 40 dias ao iniciar a sua vida pública e submetendo-se à tentação.

Por que 40?

O número 40 é muito significativo para a tradição judaico-cristã. O dilúvio narrado em Gênesis, quando Noé construiu a sua arca, aconteceu depois de 40 dias de chuva. Quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, tirando-os da escravidão, eles peregrinaram por 40 anos no deserto até alcançar a terra prometida por Deus. Antes de receber os dez mandamentos, o próprio Moisés jejuou por 40 dias.

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As Igrejas do Oriente contam os 40 dias de forma diferente das do Ocidente. Estas excluem os domingos – por ser sempre celebrado como o dia da ressurreição de Jesus – enquanto aquelas os incluem. Por isso, a Quaresma começa em dias diferentes. Nas Igrejas do Oriente, ela começa na segunda-feira da 7ª semana antes da Páscoa e termina na sexta-feira, 9 dias antes da Páscoa.

Por que se fazem renúncias na Quaresma?

Poucos cristãos jejuam durante toda a Quaresma, como Jesus fez no deserto. A maioria dos fiéis das Igrejas que observam a Quaresma jejuam somente na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

A disciplina quaresmal da Igreja católica, por exemplo, prescreve o jejum para esses dois dias. Não é necessário abster-se totalmente de alimento: a Igreja recomenda nesses dias que se faça uma refeição completa e mais dois pequenos lanches que, juntos, não sejam equivalentes a uma refeição inteira. A isso, nesses dois dias, acrescenta-se a abstinência de carne de animais de sangue quente. Menores de 18 anos, idosos, doentes, gestantes e lactantes estão dispensados do jejum nesses dias.

Até mesmo algumas pessoas que não frequentam alguma Igreja optam por renunciar durante esse período a algum vício particular, como a sua comida favorita, o álcool ou o cigarro.

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O jejum tem vários sentidos que se sobrepõem. Trata-se de fazer um sacrifício como forma de oração e de boa disposição diante de Deus; de uma prática de autodisciplina, que exercita a vontade para poder aplicá-la bem, vivendo uma liberdade mais plena; e de uma renúncia em favor do próximo, compartilhando com os necessitados tanto a condição de fome quanto a comida a que renunciamos.

O jejum em outras religiões

Todo ano, muitos do 1,6 bilhão de muçulmanos do mundo observam o Ramadã, o período de jejum, oração e esmola.

Os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé recebeu a parte final de uma série de revelações de Deus, que se tornaram o Corão, durante o nono mês do calendário islâmico, o mês do Ramadã. Os fiéis marcam esse mês, o mais sagrado do ano, com práticas de abnegação e purificação.

Os que observam o jejum se abstêm de qualquer comida ou bebida – bem como de cigarro e sexo – entre o nascer e o pôr-do-sol durante o mês.

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Os judeus praticam o jejum durante o Dia do Perdão, o Yom Kippur. Do pôr-do-sol de um dia ao pôr-do-sol de outro dia, eles não comem nem bebem nada.

Como os cristãos celebram a Quarta-feira de Cinzas?

Na Igreja Católica, bem como na Igreja Anglicana, há nesse dia uma celebração especial na qual os fiéis recebem em suas testas uma cruz de cinzas como símbolo de morte e penitência.

O rito é acompanhado da frase “Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

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As cinzas são feitas a partir dos ramos abençoados na celebração do Domingo de Ramos, o domingo anterior à Páscoa, do ano anterior.

As cinzas lembram que a morte é uma realidade que espera a todos: que a nossa natureza humana é frágil, mas foi criada orientada para Deus, sem o qual não somos mais do que pó. Por isso, lembram a urgência da conversão, de orientar a vida para a comunhão com Deus, sem a qual nem a vida nem a morte têm sentido.

Ao serem impostas em forma de cruz, lembram que pela salvação obtida por Cristo na cruz o cristão foi batizado, isto é, morreu para o mundo e nasceu para uma vida nova.

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6 Comentários
  1. Caso você seja protestante, logo afirmo que é Cristã, o próprio conteúdo já mais diz que outras religiões já seguem as tradições parecidas, como os próprios irmãos de fé o judaísmo onde muito de nossos cultos são de origem judaica, não no mesmo formato. De graças a Deus a tradição, pois hoje, temos uma Bíblia e sabemos que Jesus existiu e seus ensinamentos e conteúdos foram conservados. Cuidado ao protestar, pois depois de Lutero já existem milhares de igreja q ao ler um versículo ou não concordar com algo montam uma igreja por muitas vezes sem fundamento primário do Cristianismo. Se vc procurar um pouquinho vai vê que existem várias teologias dá prosperidade, teologias milagres enfim até vc mesmo vai questionar, oq é isso? Agora se vc Não for protestante, respeito sua opinião, mas somos um país Laico, amém começo minha queremos hoje

  2. Paz de Cristo Giselle! Me perdoe por discordar, mas Quaresma não é invenção de seitas, nem mesmo resultou da cisma, e sequer tem relação com o Imperador Constantino que se fundou alguma coisa foi o Império Romano do Oriente, sendo que a Quaresma da maneira como a praticamos hoje data de 350 D.C. e qualquer enciclopédia honesta data a morte de Constantino 13 anos antes. A Páscoa era a celebração em memória de Cristo praticada semanalmente pelos cristãos primitivos, e o culto cristão resultou desse hábito, foi no século IV que a Igreja de Pedro, Igreja esta que foi responsável pela transmissão do cristianismo até nós chegarmos aqui no site da gazeta, Igreja que inspirada no valor simbólico como muito bem informa a matéria, elaborou um período mais longo para reflexão, confissão e jejum, e que vamos e convenhamos, é uma prática muito saudável.

    • Maurício, respeito seus argumentos….nada contra a sua pessoa, qdo se expõe algo que qq um pode ver, temos todo direito de expor a nossa opinião, seja ela Boa ou ruim, certo???,
      Eu, por exemplo não gosto de religião ( tenho meus motivos), sou ciente através de muitas leituras o ressurgimento da católica, da forma como o imperador Constantino se desdobrou para conseguir seus objetivos para ser impettfrador e manter a paz em Roma…. de como fez para calar a boca de quem adentrasse em seu caminho, queimou muitos bergaminhos sobre o verdadeiro jesus, e da reforma completa que fez para colocar em pratica o novo testamento conforme seus projetos…
      Ou seja… tem muita coisa suja escondida em baixo do tapete que o mundo jamais vai saber….

      • A reciproca e verdadeira Bobio. Todavia nao e uma questao de opiniao e sim de raciocinio logico.

        Sendo Constantino tao poderoso ao ponto de calçar os alicerces da Igreja Catolica quanto a ciencia de seus biografos, por cargas dagua ele nao foi capaz no auge do seu imperio chegar a um denominador comum em relaçao ao periodo da Quaresma, Quiça do ressurgimento da Igreja Catolica.

        Confesso minha ignorancia, mas nao vejo ele idolatrado na minha Igreja e tao pouco fora dela, a cidade de Istambul nao me deixa mentir.

        Nao vou recordar os versiculos de Mateus, mas neles Jesus dizia, pelo fruto conhece o homem.

        Na biografia mais rapida a mao a respeito de Constantino sublinharia o Edito de Milao, atitude louvavel que aboliu a perseguiçao aos cristaos.

        Sinceramente meu comentario nao teve pretençao de ser bom ou ruim, porem acredito que ha um desvio de foco.

        Para voce conhecer melhor o intimo de Constantino sugiro ler o Principe, para entender o intimo da Quaresma sugiro Mateus, Lucas e Paulo.

        Peço perdao pela impertinencia e pela falta de pontuaçao no meu texto, mas volto a repetir; a pratica da Quaresma e um exercicio muito saudavel.

  3. Quaresma é uma invenção das seitas Romana e Ortodoxa resultantes do cisma da Igreja Católica fundada por Constantino e Teodósio. A Quaresma nada te a ver com o cristianismo original e a mensagem de Jesus, que não é de penitência nem de ascetismo e muito menos de puritanismo legalista, mas de alegria, pois Jesus Cristo pagou todos os pecados da humanidade na cruz, venceu a morte e nos deu vida plena tudo isso de graça!

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