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Pais e filhos

Mulheres se reinventam e mudam o rumo profissional após a maternidade

Conheça a história de mães que decidiram abrir seu próprio negócio para ficar mais perto dos filhos e se realizar profissionalmente

Carla Bastos Dias, especial para o Sempre Família

A maternidade é um momento intenso de transformações na vida da nova família que se forma. Para as mães, as mudanças são ainda mais profundas e as levam, inclusive, a repensar a vida como um todo. Foi o que aconteceu com Simone Galbier, 29. Graduada em administração, com a carreira em ascensão na área de coprocessamento e sustentabilidade, tudo mudou após se tornar mãe há dois anos.

De um lado, o emprego estável em uma ótima empresa e uma vida financeira tranquila. Do outro, a pequena Helena. “Ela criou uma nova pessoa dentro de mim. Antes eu pensava em colocá-la na escola assim que voltasse da licença-maternidade”, conta. “Mas durante a convivência com ela, li muito sobre o afeto dos filhos. Então percebi o quanto minhas decisões fariam a diferença na vida daquele bebê que eu amava de doer o coração”, lembra.

Pioneira, casa oferece atividades de acompanhamento a mulheres no pós-parto

Simone começou a procurar alternativas para ficar perto da filha sem sobrecarregar o marido financeiramente e surgiu o Mamãe Urso Café, no bairro Tarumã, em Curitiba. A ideia apareceu ao passar as tardes em uma cafeteria durante a licença-maternidade. E a vontade de ter um espaço voltado para pais e filhos foi reforçada depois de ser obrigada a trocar Helena em cima de um balcão de carnes, devido à ausência de fraldário em uma panificadora.

Mas tomar esta decisão não foi fácil – além dos amigos e de alguns familiares acharem uma loucura deixar o emprego, a administradora teve que ressignificar seus próprios conceitos. Para ela, foi difícil pensar que, após estudar a vida toda e construir uma carreira, iria largar tudo. Mas com o apoio do marido, ela seguiu com a ideia. “Ele sabia que a Helena era o foco e abraçou a causa junto comigo e me ajudou muito”, afirma. Realizada com seu próprio negócio e perto da filha, Simone busca proporcionar um ambiente acolhedor para seus clientes. No futuro, a empresária pretende levar o seu “Pedacinho de casa com cheirinho de café” para outros bairros e cidades.

Existe um momento ‘perfeito’ para ser mãe?

Ser mãe também mudou os rumos de vida da publicitária Grasiela Camargo, que mora no Rio de Janeiro. Após ficar desempregada ela decidiu investir no sonho da filha, que é apaixonada por teatro, e surgiu o Clubinho. O site de bilheteria digital é especializado em programas infantis e oferece descontos de até 81% em atrações por todo país. O objetivo de oferecer eventos de qualidade com preço justo para toda família já atraiu mais de 28 mil clientes em sete anos.

Outro exemplo de reinvenção é o da nutricionista Marianna Lima, que não voltou ao trabalho na área da saúde pública após a licença-maternidade e investiu no seu negócio próprio. Ela viu nas mudanças do corpo após a gravidez uma oportunidade para empreender e criou a Amor de Leite. A marca se dedica às mães que buscam lingeries bonitas, confortáveis e práticas para amamentar. Com dois anos de mercado, a Amor de Leite atende gestantes e puérperas de todo o Brasil com a venda de produtos como sutiãs e roupas para amamentação.

Consultora orienta a testar o produto ou serviço antes de apostar tudo no negócio

A consultora do Sebrae-PR Márcia Giubertoni explica que muitas vezes as atividades profissionais não permitem que as mães dediquem o tempo que gostariam aos seus filhos e empreender é uma das alternativas para ficar mais perto da família. Com o mundo digital e as mídias sociais, novas oportunidades surgiram com horários flexíveis, pequenos investimentos e até com a possibilidade de trabalhar em casa.

Para ter seu próprio negócio, Márcia orienta pensar em algo que a mãe já faz e que possa ser uma oportunidade ou pesquisar sobre as tendências de consumo. Se não tiver segurança e estiver com medo de arriscar, a consultora aconselha buscar informações em locais como um coworking, na associação comercial do seu município ou no próprio Sebrae. Outra sugestão da especialista é testar a ideia em pequenas versões que exijam o mínimo de recursos. “Assim é possível verificar a aceitação do produto ou serviço, fazer melhorias, corrigir o projeto até chegar ao resultado final e de fato abrir o negócio”, destaca.

Para quem pensa em ter seu próprio empreendimento, mas não sabe nem por onde começar, Márcia indica participar do Start, seminário realizado pelo Sebrae-PR. O evento abrange conteúdos como tendências de consumo e validação de ideias, além de proporcionar mentoria com empresários. Mais informações no site http://www.sebraepr.com.br/.

 

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