Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Divulgação
Divulgação
Defesa da Vida

Pioneira, casa oferece atividades de acompanhamento a mulheres no pós-parto

Casa Rudá abrirá suas portas no segundo semestre deste ano, na Região Metropolitana de Curitiba, com a proposta de acolher mães durante o delicado momento do pós-parto

Foi a experiência como doula no parto de um dos netos, há quatro anos, que fez com que a artista plástica paranaense, Lucia Misael, de 66 anos, tivesse o desejo de criar um ambiente em que as mães pudessem encontrar acolhimento e apoio, no pós-parto. O sonho tomou forma e a partir do segundo semestre deste ano, a Casa Rudá entrará em funcionamento, na Região Metropolitana de Curitiba.

Ser doula nunca esteve nos planos de Lucia. Mas quando a filha Fernanda optou por um parto humanizado e pediu que a mãe a ajudasse a receber o filho que vinha ao mundo, todo o entendimento dela em relação ao que é ser mulher, se transformou.  “Não tenho como descrever aquele dia, mas foi ali que adquiri a consciência de que queria lidar com a maternidade, o nascer e o respeito com mães e bebês”, diz ela. Lucia passou a fazer cursos para adquirir conhecimento sobre esses temas e viu o quanto era deficitário o acompanhamento às mães no delicado momento do pós-parto.

Existe um momento ‘perfeito’ para ser mãe?

A partir dessa constatação começaram a sair os primeiros traços da Casa Rudá, que será apresentada em um evento no dia 25 de maio, em Curitiba. No dia, a psicoterapeuta argentina e autora do livro A Maternidade e o encontro com a própria sombra, Laura Gutman, falará sobre a maternidade, o puerpério (como também é conhecido o período do pós-parto) e a relação entre pais e filhos. Os temas são os norteadores de todo o trabalho a ser desenvolvido pela Rudá. “Nosso objetivo é acolher e atender mães e bebês, dando a eles suporte para que desenvolvam seu relacionamento”, comenta Lucia.

Para isso, uma equipe multidisciplinar com pediatras, psicólogos, psiquiatras, advogados e artistas, está se formando. Juntos, eles buscarão trazer à tona toda a complexidade que envolve a maternidade e o pós-parto. “É preciso acolher e apoiar as mães e suas famílias. Ou seja, estar onde tudo começa. Quanto todos os olhares se voltam para o bebê, é importante dar luz e cuidado a quem cuida”, explica Lucia.

O apoio à mulher no puerpério

Com a maternidade, uma série de sentimentos e emoções conflitantes passam a fazer parte da vida da mulher. Principalmente no pré e pós-parto, quando toda a compreensão que ela tem de seu mudo se altera, uma rede de apoio é necessária. Se durante a gestação ela é quem recebe boa parte dos cuidados especiais, em poucos meses o foco de atenção das pessoas que a cercam se volta ao bebê. Ela está em uma multidão, mas sozinha.

Laura Gutman explica que esse momento de solidão é encarado pela mulher das mais variadas maneiras. E tudo isso tem ligação com a infância que ela teve. “Ao longo da minha carreira desenvolvi um termo que chamo ‘biografia humana’, justamente para resgatar a vivência da criança que fomos, sem qualquer julgamento ou opinião”, diz. “É evidente que em todas as nossas experiências futuras – à medida que não tenhamos consciência suficiente sobre a nossa realidade emocional infantil – vão vibrar os reflexos da nossa infância”.

Em coral só de mães, mulheres se fortalecem mutuamente e reforçam vínculos com seus bebês

E é nessa busca pela essência de quem aquela nova mãe é, e do que deseja transmitir ao filho que acaba de chegar, que a Casa Rudá terá forte atuação. “Aqui seremos um lugar de conhecimento e reflexão, uma rede apoio para a escuta empática, para não se sentir só”, observa Lucia. “O puerpério é um momento de profundo conhecimento de si mesmo. É o período em que a mulher se encontra com sua própria sombra”.

Ter na família, em amigos e mesmo especialistas, uma rede em que possa buscar apoio permanente, não só ajudará a nova mãe – seja do primeiro ou do quarto filho – a se firmar em sua condição, como terá impacto na criação daquela criança. “Uma rede de apoio é indispensável. Uma tribo é absolutamente necessária para criar os filhos”, afirma Laura, que reforça a importância de a mulher se compreender em sua existência, para criar laços fortes de afetividade.  “Temos que abordar a totalidade da biografia humana de uma mulher para compreender os laços afetivos gerados e que recursos ela tem hoje para criar vínculos”, finaliza.

* O pré-lançamento da Casa Rudá e a palestra com Laura Gutman acontecem no dia 25 de maio, das 10 às 17 horas,  no auditório da FAE Business School, em Curitiba. Ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla e haverá tradução simultânea com fones de ouvido.

 

***

Recomendamos também

***

Curta nossa página no Facebook e siga-no no Twitter.

Leia também