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Bispo recusa participar de evento pró-vida que convidou defensora da pena de morte

Pela primeira vez em 40 anos, o bispo de Little Rock não participará da Marcha pela Vida de sua cidade.

Foto: Diocese de Little Rock
Foto: Diocese de Little Rock

Manifestações contra o aborto ocorrem em numerosas cidades dos Estados Unidos no mês de janeiro. Neste ano, os eventos marcam ainda o 45º aniversário da legalização do aborto no país. Mas o bispo da Diocese de Little Rock, Anthony Taylor, decidiu não participar da Marcha pela Vida da sua cidade, que é a capital e a maior cidade do estado do Arkansas.

Leia também: O papa Francisco e a pena de morte: uma revolução?

O motivo é que a entidade que organiza o evento, a Arkansas Right to Life, convidou como oradora principal da marcha a procuradora-geral do Arkansas, Leslie Rutledge, que, embora seja ativa na militância contra o aborto, é uma notória defensora da pena de morte – ou, nas palavras de Taylor, “é uma pessoa que tem boas credenciais antiaborto, mas por outro lado não é uma apropriada oradora pró-vida”.

“Ela trabalhou incansavelmente no ano passado para garantir que quatro criminosos que não ofereciam mais nenhuma ameaça à sociedade fossem executados”, argumentou o bispo em uma carta aos fiéis da diocese publicada na quarta-feira (17/01). “Vocês devem se lembrar de que a Diocese de Little Rock se foi bastante enfática em apelar por clemência para esses quatro homens, mas em cada passo encontramos a oposição da procuradora-geral”.

Leslie Rutdlege, procuradora-geral do Arkansas.
Leslie Rutdlege, procuradora-geral do Arkansas.

“Por essa razão, pedi à Arkansas Right to Life que convidasse um orador principal mais apropriado, apontando que de outra maneira eu não poderia participar em um evento que se supõe ser pró-vida. Mas a organização se recusou”, escreveu Taylor.

“Como vocês sabem, a Igreja ensina uma consistente ética da vida segundo a qual toda vida humana e toda dignidade humana deve ser protegida desde o primeiro momento da concepção até a sua morte natural e em cada estágio entre esses dois pontos”, afirmou o bispo. “Isso significa, entre outras coisas, que toda vida tem uma dignidade intrínseca dada por Deus. Também as pessoas que foram condenadas à morte possuem essa dignidade, e é por isso que a pena capital deve ser abolida”.

Primeira vez

A Arkansas Right to Life promove a Marcha pela Vida na cidade há 40 anos. Esta é a primeira vez que o bispo diocesano não participará do evento, marcado para o domingo (21/01). O próprio Taylor participou todos os anos desde que assumiu o serviço episcopal na diocese, em 2008.

Taylor convida os fiéis a participarem das duas Missas pela Vida que acontecerão na catedral da cidade no domingo e da vigília de adoração eucarística que durará toda a noite de sábado para domingo, bem como dos Nove Dias pela Vida, uma campanha promovida pela Comissão para Atividades Pró-Vida da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.

“Obrigado pela compreensão. Espero ver tantos de vocês quanto possível na catedral neste domingo, para que rezemos pelo fim do aborto neste país e pela proteção de toda vida humana desde o primeiro momento de sua concepção até a sua morte natural”, conclui o bispo em sua carta.

Reação

A organização do evento enviou uma declaração à Catholic News Agency reagindo à decisão do bispo. “A Arkansas Right to Life é uma organização monotemática dedicada a buscar proteger a vida de crianças nascituras inocentes”, diz o texto. A organização espera que todos que compartilhem dessa visão “apoiem e participem da marcha, a despeito de outros pontos de vista sobre os quais a Arkansas Right to Life não se posiciona”.

Ledell Lee, momentos antes de sua execução.
Ledell Lee, momentos antes de sua execução.

Já o jornal Arkansas Times pediu uma declaração da procuradora-geral. “Espero ser a oradora principal da Marcha pela Vida deste ano e encorajar todos os interessados em proteger a santidade da vida dos nascituros a participar”, respondeu Rutledge.

Os quatro homens que haviam recebido a condenação à pena de morte, todos por homicídio, foram executados entre os dias 20 e 27 de abril de 2017, a despeito dos pedidos de clemência. Desde 2005, o estado não havia executado nenhuma pessoa até a aplicação da pena ao primeiro dos quatro, Ledell Lee. Ele estava preso desde 1995 aguardando a execução, em uma solitária, com contato social extremamente limitado. Ele pediu como última refeição a eucaristia.

Com informações do Arkansas Catholic.

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