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Doto: Arquidiocese de Niterói/divulgação
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Religião

10 milagres brasileiros que levaram santos e beatos aos altares

Vários relatos de curas inexplicáveis acontecidas no Brasil já foram usados pelo Vaticano em processos de beatificação e canonização

O milagre que tornou possível a canonização de Madre Teresa de Calcutá, em setembro de 2016, aconteceu com o brasileiro Marcílio Haddad Andrino, que foi curado de oito abscessos no cérebro, em 2008, por intercessão da religiosa. Mas ele não é o primeiro brasileiro que experimentou alguma cura inexplicável utilizada em um processo de beatificação ou canonização.

Vários santos e beatos, brasileiros ou não, chegaram aos altares pela comprovação de algum milagre atribuído à sua intercessão e acontecido no Brasil. O Sempre Família selecionou dez histórias de milagres brasileiros usados em processos de beatificação e canonização pela Igreja Católica. Confira:

 

1. Beata Dulce dos Pobres

beata dulce

Em 2001, ao dar à luz o seu segundo filho, por parto normal, Cláudia Cristina dos Santos, de Malhador, em Sergipe, foi acometida por uma forte hemorragia que os médicos não conseguiam estancar. O médico responsável chegou a colocar compressas para conter o sangramento, e, num período de 18 horas, a paciente foi submetida a três cirurgias, sem sucesso, sendo desenganada. Um padre, José Almir, a visitou e pediu a intercessão da Irmã Dulce por ela. Logo ao voltar para casa, foi informado sobre a melhora do quadro de saúde de Cláudia, com a suspensão do sangramento. Ela foi conduzida logo depois para a UTI de um hospital em Aracaju, onde passou por mais uma cirurgia para retirada das compressas. Três dias depois recebeu alta.

 

2. Beata Assunta Marchetti

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Em 1994, o engenheiro Heraclides Teixeira Filho, então com 45 anos, sofreu um ataque cardíaco, em Porto Alegre. Foi socorrido imediatamente e internado no hospital; após um tratamento adequado recebeu alta. Dias depois, o fenômeno repetiu-se com maior gravidade ao ponto que foi necessária uma intervenção cardiológica, durante a qual aconteceu uma grave parada cardíaca que durou por mais de quinze minutos. A equipe médica fez o possível para reanimá-lo, mas não teve sucesso e deu-o por morto. Uma irmã da congregação de Madre Assunta, sabendo do caso, começou a rezar à religiosa pelo doente, na capela do hospital. Pouco depois, Heraclides começou a reagir, sem explicação médica.

 

3. Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (beatificação)

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Eloísa Rosa de Souza, de Imbituba, Santa Catarina, passou por um problema de saúde complexo na década de 1960: no sétimo mês de gestação, houve morte intra-uterina do feto e sua retenção por alguns meses. Aconteceu a tentativa de extração com instrumentos e revisão do útero, seguida de grande hemorragia e choque irreversível. Os médicos que a tratavam a desenganaram, dizendo que nenhum tratamento poderia alterar o seu quadro. O milagre aconteceu quando uma freira que trabalhava no hospital decidiu colocar o pedaço de uma roupa que havia sido usada por Madre Paulina sobre o peito de Eloísa. Subitamente, ela melhorou e os médicos constataram que ela havia sido completamente curada, sem explicação aparente.

4. Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (canonização)

Em 1992, Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco, no Acre, nasceu com má-formação cerebral, diagnosticada como meningoencefalocele occipital de grande porte. No quinto dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. Iza foi colocada em um balão de oxigênio, e a família instruída pelos médicos a chamar um padre para batizar o mais rápido possível a criança. Mas a avó da menina decidiu colocar uma imagem de madre Paulina na mão da neta. A criança sobreviveu e, no exame seguinte, foi constatado que ela não apresentava mais nenhum problema de saúde.

 

5. Beato Francisco de Paula Victor

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Quando Maria Isabel de Figueiredo se casou com José Maurício Silvério, eles dividiam o sonho de ter um filho. Por isso foi difícil, após anos de tentativas, aceitar as palavras da médica de que Isabel, que vive em Três Pontas, em Minas Gerais, não poderia engravidar. Ela já tinha uma das trompas obstruídas e perdeu a trompa saudável em uma gravidez tubária. Em 2009, participou de uma novena em honra ao Padre Victor e pediu a sua intercessão. Ela já tinha até entrado na fila para adotar um filho, mas, no ano seguinte, o impossível aconteceu: Isabel engravidou. A gestação transcorreu novamente e a criança nasceu sem qualquer problema.

 

6. Santa Gianna Beretta Molla (beatificação)

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Antes de se casar, a italiana Gianna, canonizada em 2004 por João Paulo II, queria ser missionária no Brasil, como seu irmão, Alberto Beretta, hoje em processo de beatificação. Talvez por isso os dois milagres que a levaram à canonização aconteceram no Brasil. O milagre da beatificação aconteceu em 1977, em Grajaú, no Maranhão, onde vivia o irmão de Santa Gianna. Lúcia Silva Cirilo havia dado à luz uma criança morta. Uma fístula reto-vaginal, resultado de uma complicação do parto, ameaçava-lhe a vida, quando uma irmã capuchinha pediu a intercessão da “irmã do Padre Alberto”. A cicatrização foi imediata e Lúcia – que sequer era católica, mas protestante – ficou curada.

7. Santa Gianna Beretta Molla (canonização)

Aos quatro meses de gestação, em 2000, a bolsa de Elisabete Comparini Arcolino se rompeu e ela precisou ser internada às pressas. No hospital, em Franca, em São Paulo, os médicos informaram que não havia como a criança sobreviver e anunciaram a necessidade de um aborto. Ela e o marido recusaram a opção. O então bispo da cidade, Diógenes Silva Matthes, que visitava o hospital por outro motivo, foi chamado ao quarto de Bete por uma amiga e pediu a intercessão da então Beata Gianna Beretta Molla. A gravidez continuou por mais quatro meses e a cesárea foi marcada. A previsão médica é que a bebê morreria imediatamente, sem choro. Caso nascesse viva, ficaria na UTI e se sobrevivesse teria uma vida vegetativa, com sequelas. A criança – que ganhou o nome de Gianna – nasceu completamente normal. Já Bete, por ter gerado uma criança sem o líquido amniótico, teve problemas com a placenta e permaneceu dois dias em coma, com hemorragia, mas saiu ilesa.

 

8. Beata Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica

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Ana Lúcia Meirelles Leite, de Caxambu, em Minas Gerais, descobriu que tinha um defeito congênito no coração quando foi submetida a exames médicos, logo após uma isquemia, em julho de 1995. Na véspera da cirurgia, a professora foi acometida de uma febre muito alta, que a impediu de realizar a operação, marcada para uma nova data. Ana pediu então a intercessão de Nhá Chica. Foram realizados novos exames que mostraram, surpreendentemente, que a abertura no coração havia fechado, sem necessidade de cirurgia.

 

9. Santo Antônio de Santana Galvão (canonização)

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Sandra Grossi de Almeida ficou grávida em 1999, depois de ter passado por três abortos espontâneos devido a um problema de má formação do útero. Os médicos não acreditavam que a gestação pudesse chegar ao fim. Seu útero era bicorne, com duas cavidades muito pequenas e assimétricas. Tal má-formação não pode ser corrigida por cirurgia, tornando impossível levar qualquer gestação até o fim. As previsões de complicação do parto eram péssimas, mas, mesmo assim, contrariando o prognóstico médico de que a gestação não chegaria ao quinto mês, Sandra rezava e tomava as pílulas de Frei Galvão durante toda a gestação. Na 32º semana, em 11 de dezembro, o parto cesariano foi realizado após a ruptura da bolsa, sem complicações. A criança, Enzo, nasceu com problemas respiratórios, mas já no dia seguinte não apresentava qualquer sinal de doença e foi liberada do hospital no dia 19.

 

10. Beata Bárbara Maix

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Em 1944, Onorino Ecker, que vivia no município gaúcho de Caxias do Sul e tinha apenas 4 anos, brincava com seus irmãos ao redor do fogo, quando aconteceu um acidente: ele caiu sobre uma fogueira, fazendo cair sobre ele uma panela de água fervente. O menino ficou com queimaduras de terceiro grau. Motivados por uma religiosa da congregação de Bárbara Maix, os familiares e a comunidade local uniram-se em oração, invocando a intercessão da madre. Quinze dias depois, o menino ficou curado, sem nenhuma marca. Ecker, hoje com 76 anos, vive em Santa Catarina.

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