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Retrato oficial feito para a cerimônia de canonização. (foto: divulgação)
Retrato oficial feito para a cerimônia de canonização. (foto: divulgação)
Religião

10 coisas que você não sabia sobre Madre Teresa de Calcutá

Considerada uma das grandes figuras do século XX, Madre Teresa foi canonizada em setembro de 2016.

Canonizada em setembro de 2016, Madre Teresa de Calcutá foi uma das maiores figuras do século XX e se tornou conhecida pelo seu compromisso com os mais pobres entre os pobres. O rosto da religiosa albanesa, fundadora das Missionárias da Caridade e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979, era conhecido no mundo inteiro durante as últimas décadas do século passado. Sua longa e intensa vida – ela morreu em 1997 aos 87 anos –, no entanto, guarda inúmeros episódios que testemunham a grandeza da pequena Teresa. Confira dez coisas que você ainda não sabia sobre ela:

 

  1. Sua família era rica

A família de Madre Teresa era abastada, ao menos segundo os padrões da sua cidade natal, Skopje, na Macedônia. Seus pais eram proprietários de duas casas e havia um ditado local que dizia: “Tão generoso quanto os Bojaxhiu” – o sobrenome da família.

 

  1. Ela saiu de casa aos 18 e nunca mais viu a família

Agnes – o nome de Madre Teresa antes da profissão religiosa – saiu de casa aos 18 anos para estudar inglês em Rathfarnham, na Irlanda. Lá, ingressou na congregação das irmãs de Nossa Senhora de Loreto. Desde então, nunca mais viu sua mãe, Dranafile, e sua irmã, mesmo tendo vivido até os 87 anos. Seu pai, Nikollë, morreu quando ela tinha oito anos.

 

  1. Ela assegurava total liberdade de crença aos doentes que atendia

Ao ser perguntada se convertia as pessoas, Madre Teresa respondeu: “Sim: eu converto você para que você seja um hindu melhor, ou um muçulmano melhor, ou um protestante melhor, ou um católico melhor, ou um sikh melhor, ou um budista melhor”. As irmãs de sua congregação aprendiam até mesmo a realizar os rituais funerais de outras religiões para executá-los quando algum doente morria, de acordo com a crença de cada um.

 

  1. O hábito que escolheu para a sua congregação é uma roupa comum indiana

O hábito adotado por Madre Teresa não é nada mais do que um sari, a veste típica de uma mulher indiana. A irmã Gertrude, a primeira religiosa a seguir Teresa, levou um choque ao vê-la pela primeira vez vestida assim, em 1949: “Madre Teresa, minha superiora, estava agora vestida como qualquer pobre bengalesa, num simples sari de algodão com três listras azuis”. A madre comprava os saris normalmente, a preço de banana, em lojas da Índia. Havia versões com listras verdes, vermelhas ou azuis – escolheu o azul por ser a cor associada à Virgem Maria.

 

  1. Ela juntava o que podia para os pobres onde quer que estivesse

Quando viajava, Madre Teresa sempre guardava os alimentos servidos no avião – e ainda pedia mais aos comissários de bordo – para destiná-los depois a pessoas pobres. Não era raro, além disso, que as pessoas lhe ofertassem dinheiro para as suas obras quando a encontravam em um voo. Certa vez, o copiloto do avião avisou que Madre Teresa estava a bordo e passou com o quepe na mão recolhendo doações. Conseguiu mais de seiscentos dólares – enquanto Teresa dormia.

 

  1. Mas às vezes recusava doações, quando achava que não eram convenientes para os doentes

Em 1988, Madre Teresa visitou a localidade italiana de Porto Santo Stefano. Em razão da visita, um rico industrial tinha manifestado a intenção de presentear à Madre Teresa a sua mansão para acolher doentes de aids. Ele até tinha as chaves na mão para entregá-las à freira. Quando o pároco do local – o hoje cardeal Angelo Comastri – lhe falou da proposta, Teresa hesitou, dizendo: “Eu preciso rezar, tenho que pensar sobre isso. Não sei se é bom trazer os doentes de aids a um lugar de grande turismo. E se eles fossem rejeitados? Sofreriam duas vezes!” Ela acabou recusando a oferta.

 

  1. Ela não fundou só uma congregação

A família espiritual constituída por Madre Teresa não conta apenas com religiosas de vida ativa, cuja fundação oficial remonta a 1950. Ela fundou também um ramo masculino ativo (1963), um movimento de colaboradores – que admite até fiéis de outras religiões – (1969), um ramo feminino contemplativo (1976), um movimento para sacerdotes diocesanos (1982), uma congregação sacerdotal (1984), um movimento leigo (1984) e um ramo masculino contemplativo (1993).

 

  1. O dia mais feliz da sua vida foi quando João Paulo II a visitou em Calcutá

O dia 3 de fevereiro de 1986 foi, segundo Madre Teresa, o mais feliz da sua vida. Foi nesse dia que o lar Nirmal Hriday (Sagrado Coração), em Calcutá, onde ela morava e atendia indigentes e moribundos, recebeu a visita do papa João Paulo II. Durante a meia hora em que esteve ali, o papa, visivelmente emocionado, abençoou os doentes – e também quatro defuntos – e ajudou as irmãs a alimentar os pobres. “Foi uma coisa maravilhosa para as pessoas, porque o seu toque é o toque de Cristo”, disse Teresa. A casa abrigava na época 86 enfermos.

 

  1. O principal prêmio que ela ganhou foi o Nobel da Paz, mas não foi o único

Madre Teresa recebeu 124 honorificências durante a sua vida. Entre as principais, estão o Prêmio da Paz Papa João XXIII, entregue pelo papa Paulo VI (1971), o Prêmio Templeton (1972), o Prêmio Ceres Medal, da FAO (1976), o Prêmio Nobel da Paz (1979), o Bharat Ratna, o principal prêmio civil indiano (1980), e a Medalha Presidencial da Liberdade, dos EUA (1985).

 

  1. A sua congregação foi a primeira a conseguir atuar na União Soviética

“A senhora vai aonde eu não posso ir!”, disse João Paulo II a Madre Teresa, quando ela lhe pediu um conselho a respeito da ideia de entrar na União Soviética. Há alguns grupos católicos tradicionalistas que criticam os últimos papas por não terem realizado a consagração da Rússia ao Coração de Maria, como Nossa Senhora teria pedido em Fátima, mas o fato é que, no dia anterior à celebração em que João Paulo II consagrou o mundo a Nossa Senhora – 25 de março de 1984 – Madre Teresa tinha dado o seu jeito com a Rússia. Na Catedral ortodoxa da Anunciação, em pleno Kremlin, um bispo e um padre enviados por ela celebraram escondidos a missa e realizaram uma oração de consagração ao Coração de Maria. O papa soube, com muita alegria, no dia seguinte. Quatro anos depois, Madre Teresa conseguiu realizar uma fundação no país.

 

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11 Comentários
  1. O “altruísmo” de Madre Teresa de Calcutá:
    1) Madre Teresa abriu 517 missões para acolher pobres e doentes em mais de 100 países. Porém, mesmo com milhões de dólares arrecadados pela congregação, muitas dessas missões seriam insalubres, apontam os pesquisadores, baseados em testemunhos de médicos que visitaram algumas delas.
    2) Ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, Madre Teresa declarou: “Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje em dia é o aborto, porque é uma guerra direta, uma morte direta – um assassinato direto por parte da própria mãe”. Tal declaração sem dúvida desagradou pessoas que defendem o aborto em caso de gestações indesejadas.
    3) por considerar que a dor seria uma forma de partilhar o sofrimento de Cristo e, dessa forma, colaborar com a redenção da humanidade, Madre Teresa tinha ressalvas quanto ao uso de analgésicos, mesmo em casos de dor intensa causada por doenças terminais.
    4) No livro The Missionary Position Christopher Hitchens demonstra que Madre Teresa se soltava da sua religião e circulava pelo cenário político mundial apoiando e promovendo déspotas e vigaristas conhecidos em troca de doações para sua missão.
    5) em 2003, o Vaticano reconheceu um suposto milagre dela na cura de um tumor de uma mulher na Índia. Foi amplamente divulgado tanto pelo marido quanto por médicos da mulher que o problema que a afligia não era um tumor e sim um cisto e que a cura havia ocorrido pelo tratamento médico convencional, fato que não interrompeu o Vaticano de continuar com o processo de beatificação.

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