Imunização

Vacina de Oxford contra Covid tem eficácia média de 70% e pode alcançar até 90%

    • Estadão Conteúdo
    • 23/11/2020 09:25
    A vacina de Oxford e da AstraZeneca teve eficácia média de 70% em testes clínicos realizados no Brasil e no Reino Unido.
    Funcionário supervisiona testes de embalagem para a produção em grande escala da vacina experimental da Universidade de Oxford/ AstraZeneca em fábrica na Itália.| Foto: VINCENZO PINTO/AFP

    O laboratório britânico AstraZeneca informou que a sua vacina contra a Covid-19, que está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, teve eficácia combinada em média de 70% em testes clínicos realizados no Brasil e no Reino Unido. Segundo a empresa, em algumas simulações, o imunizante mostrou 90% de eficácia. A eficácia variou de 62% a 90%, dependendo da dosagem administrada, disseram AstraZeneca e Oxford.

    A AstraZeneca disse que não houve casos graves de segurança relacionados à vacina e que ela foi "bem tolerada" em diferentes regimes de dosagem. De acordo com as informações da farmacêutica, não foram relatadas hospitalizações em quem recebeu a vacina. Os testes clínicos de estágio final da vacina continuam nos Estados Unidos, Japão, Rússia, África do Sul, Quênia e América Latina.

    A farmacêutica anunciou que vai buscar autorização de uso emergencial do imunizante junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para distribuir a vacina em países de baixa renda e preparar submissões regulatórias para autoridades em países que têm programas de aprovação antecipada.

    "A empresa está progredindo rapidamente na fabricação com uma capacidade de até 3 bilhões de doses da vacina em 2021 em uma base contínua, enquanto aguarda a aprovação regulamentar", afirmou a AstraZeneca.

    No Brasil, o imunizante AstraZeneca/Oxford é a principal aposta do governo federal, entre as várias candidatas em desenvolvimento. O país tem um acordo com a farmacêutica e com a universidade que garante acesso a 100 milhões de doses. A expectativa do governo federal é de que a produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comece em 2021.

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