Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook
Pais e filhos

A menina que reconheceu a voz do pai ao nascer e a importância de conversar com o bebê na barriga

Falar com o bebê a partir dos dois meses de gravidez é essencial para criar vínculos, transmitir amor, segurança e até acalmar o pequeno após seu nascimento

Depois de um parto difícil e muita ansiedade, os pais da pequena Antonella Vilela receberam a notícia de que sua filha estava bem e confirmaram isso de um jeito inusitado. Ao colocarem a bebê no colo da mãe e conversarem com ela, a garotinha virou o rosto na direção do pai, sorriu e encheu de alegria a sala de parto.

Por que o colo é essencial para o desenvolvimento do bebê

A cena foi registrada por uma enfermeira em Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro, e inspirou centenas de pessoas que viram a foto nas redes sociais. “Com certeza ela reconheceu sua voz”, afirmou uma usuária. “Isso que é amor”, completou outra.

Foto: Reprodução/Facebook
Os bebês reconhecem a voz dos pais. Foto: Reprodução/Facebook

Em sua página no Instagram, Flávio Vilela conta que conversou com a filha do mesmo jeito que interagia com ela durante a gestação e aquela teria sido a maneira de a garotinha corresponder o carinho. “Eu sempre falava para ela que a amava, que papai estava ali e que iria ser o melhor pai do mundo!”, escreveu. Então, “quando ela nasceu, olha como foi que ela me retribuiu: com esse sorriso mais que gostoso”.

Segundo a pediatra Cassia Regina Guimarães – professora do curso de Medicina do câmpus Londrina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) –, a imagem pode sim, demonstrar que a criança reconheceu a voz do pai. “A audição é um dos primeiros sentidos que se desenvolve e cerca de 60% a 70% dos fonemas que falamos chegam ao bebê, principalmente os sons mais graves”, afirma.

“A audição é um dos primeiros sentidos que se desenvolve e cerca de 60% a 70% dos fonemas que falamos chegam ao bebê, principalmente os sons mais graves”, afirma a pediatra.

Com isso,  é possível “conversar com a barriga” a partir dos dois meses de gravidez para fortalecer o vínculo com o o bebê, transmitir amor, segurança e tranquilizar o pequeno antes e após seu nascimento. “É muito comum, inclusive, vermos um neném chorar e, no momento em que a mãe ou o pai falam com ele, o bebê se acalma”, relata a especialista, que cita o caso da família carioca como um exemplo disso. “Faz sentido a Antonella reagir e procurar o som da voz do pai”.

Mas ela não sorriu… 

Foto: Reprodução/Facebook
Antonella nasceu dia 11 de agosto. Foto: Reprodução/Facebook

No entanto, a pediatra garante que a expressão facial apresentada pela menina não é o que todos imaginam. “Esse ‘sorriso’ não é de interação social, mas apenas um reflexo”, afirma Cassia. De acordo com ela, a verdadeira expressão de alegria ao interagir com alguém só aparece cerca de um mês e meio após o nascimento da criança e evolui, aos poucos, até chegar à gargalhada por volta do terceiro mês.

Mesmo assim, o reflexo da pequena Antonella foi uma excelente demonstração de que ela nasceu saudável e sorrirá muito durante sua vida. O parto aconteceu no dia 11 de agosto no Hospital Naval Marcilio Dias, e a menina nasceu com 3,125 kg e 49 centímetros.  Ela foi “um presente enviado pelo meu Senhor”, garantiu a mãe Tarsila Rosa nas redes sociais.

***

Recomendamos também:

Newsletter Estilo de Vida

Aqui os valores fazem parte da notícia

Clique e leia
Leia também