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Foto: Terra Britto
Foto: Terra Britto
Pais e filhos

Em coral só de mães, mulheres se fortalecem mutuamente e reforçam vínculos com seus bebês

Há 10 anos, o Materna em Canto transforma a vida das mães que estão passando pelas dificuldades do puerpério

Quem canta seus males espanta. Esse ditado pode muito bem definir o trabalho realizado por Isadora Canto. Tendo música até no nome, ela é a fundadora do Materna em Canto, um projeto que existe há dez anos em São Paulo e nasceu durante o período do puerpério de sua segunda gravidez. “Me sentia sozinha e como sou formada em canto popular, decidi juntar algumas amigas e começar a cantar”, conta ela.

Durante o puerpério, período que pode chegar a até oito semanas após o parto, o corpo da mulher passa por diversas transformações físicas e também emocionais, para retornar ao estado que tinha antes da gravidez. E é nesse período que muitas mães sentem uma profunda solidão. Ter com quem desabafar, rir e até chorar, sem deixar o bebê de lado, é importante nesse período.

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O grupo começou justamente para que Isadora e suas amigas pudessem se distrair batendo papo e cantando. A ideia era simplesmente não se sentir só. E aos poucos o projeto tomou proporções inesperadas. “Começamos a ser chamadas para cantar em festinhas e chegamos ao Festival Natura Musical”, lembra Isadora. Hoje elas fazem apresentações em eventos especiais e contam com uma maior produção, mas o objetivo se mantém:  fortalecer vínculos por meio da música, cantando com o seu bebê e para ele.

O Materna em Canto conta hoje com 30 mulheres e o grupo vai se reciclando. Algumas mães vão embora por causa do retorno ao trabalho e outras logo chegam. Podem entrar mães gestantes ou com filhos de até dois anos, porque o fortalecimento de vínculos entre mãe e filho é fundamental. Uma vez dentro do grupo, a mãe pode continuar participando do projeto mesmo quando os filhos ultrapassarem os dois anos.

Mudança de vida

É o caso de Rosângela Alves, que há 10 anos canta no coral com seus filhos Gabriel, que hoje tem dez anos, e Heloísa, de oito, que são bastante ativos no grupo. Ela conheceu o coral no consultório de sua obstetra e foi convidada por Isadora a participar. Mal sabia ela que aquele grupo de mulheres mudaria sua vida completamente. “Depois da minha consulta naquele dia fui vê-las ensaiar e fiquei encantada com a música e a conversa delas sobre o puerpério”, lembra Rosângela.

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A empresária, que tinha dificuldade de se expressar e era calada e pouco participativa, encontrou a sua expressão com a ajuda da música. “O Materna me mostrou uma arte em que eu era espectadora e hoje sou protagonista. Me transformou em vários sentidos”, comemora.

Laís Bonfá Miura também teve a vida transformada pelo Materna em Canto há dois anos. Ela era headhunter – recrutadora de talentos profissionais – e tinha como hobby o teatro musical, mas com a chegada da filha parou com todas as suas atividades. “Pausei a carreira e deixei meu hobby. A maternidade é linda, mas tem também suas sombras, e eu passava manhãs e tardes sozinha com o bebê amamentando”, conta.

Quando conheceu o Materna em Canto, as transformações em sua vida começaram. Ali ela encontrou um lugar de acolhimento e encorajamento mútuo. Em algumas semanas, os dias de ensaio eram os mais esperados, porque Laís saía de lá de alma lavada. “Naquele lugar eu poderia fazer o que mais amo com quem mais amo”, definiu.

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Hoje Laís trabalha como produtora do Materna em Canto e diz que se encontrou profissionalmente também. Agora ela enxerga mais propósito no que faz e se diz uma mãe muito melhor por conta das mulheres que encontrou no coral. “Quando a gente é feliz, a maternidade é mais leve”, define.

Já para a veterinária Camila Souza Torelli, o Materna em Canto mudou suas prioridades. Ela ouvia sobre o grupo por meio de outras mães e quando engravidou de seu segundo filho, se inscreveu para os testes. Foi selecionada e, desde então, já são quatro anos compartilhando experiência e soltando a voz junto com as grandes amigas que fez no grupo. “Cantar é algo de que sempre gostei, mas poder fazer isso com meus filhos é algo único! O vínculo construído é muito especial”, diz.

Camila conta ainda que foi se sentindo mais livre e confiante durante os anos no coral, o que a ajudou, diz ela, a libertar a mulher que nasceu depois que ela se tornou mãe. Até a escolha do emprego em que está agora foi feita de maneira a permitir que ela possa estar nos ensaios.

Repertório e apresentações

No repertório das apresentações estão músicas brasileiras bastante conhecidas e também outras tantas de autoria da própria Isadora, que além de maestrina e especialista em voz feminina, é compositora. Ela inclusive tem dois CDs gravados: o Vida de Bebê, indicado ao Grammy Latino em 2007, e o Vida de Criança – e está preparando o terceiro.

 

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