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Virtudes e Valores

Quem tenta agradar aos outros o tempo todo não vive a própria vida

Por trás da vontade de agradar, existe a necessidade de ser aceito pelos outros, e esse comportamento pode nascer ainda na infância

Tem gente que aprende desde cedo que agradar é a melhor maneira de evitar conflitos. São pessoas movidas a recompensas – como sorrisos e elogios – e que, dificilmente, vão se envolver em discussões. Não que agradar alguém seja ruim (quem é que não gosta de ganhar um presente ou ter companhia para jantar no restaurante preferido?), mas querer fazer isso o tempo todo é que é pode se tornar um problema.

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“A grande questão é que por trás dessa vontade de agradar, existe, também, a necessidade de ser aceito pelos outros”, diz o psicólogo Marcos Meier, e é aí que “mora o perigo”. Segundo ele, quem age dessa forma acaba deixando de lado os próprios desejos para viver uma vida que não é sua. “Pessoas com esse padrão de comportamento tendem a aceitar fazer coisas que não gostam só para não desapontar quem está por perto”, explica.

E isso vale tanto no ambiente de trabalho – quando você se obriga a almoçar “todo santo dia” com aquele pessoal da equipe que não tem nada a ver com você, quanto em casa ou com os amigos – quando você insiste em ir ao estádio de futebol nos fins de semana mesmo odiando esportes, por exemplo. “Com o passar do tempo, essa pessoa percebe que está inserida em um ambiente cheio de coisas que não gosta de fazer e sufocada por vontades que não são dela – o que gera ansiedade e estresse, podendo, inclusive, levar a doenças mais sérias”, afirma Meier.

“A grande questão é que por trás dessa vontade de agradar, existe, também, a necessidade de ser aceito pelos outros”

Mas o que leva alguém a se tornar uma “agradadora de gente”? Para o psicólogo, a personalidade, nesses casos, também conta (há quem desenvolva naturalmente uma postura mais tímida e passiva), mas, de modo geral, esse tipo de comportamento começa ainda na infância. “Quando as crianças têm pais muito exigentes, ou mesmo manipuladores, elas morrem de medo de desagradá-los porque sabem que a bronca será grande”, explica. “Então, acabam achando uma forma de sobrevier não fazendo nada de errado e tentando agradá-los de toda forma possível”.

Quem cresce dessa forma acaba levando o padrão para a vida adulta: prefere evitar conflitos, mente para não ferir e acaba por “engolir sapo” o tempo todo. Ainda segundo Marcos Meier, para descobrir se você é um “agradador de gente”, o melhor a fazer é observar o próprio comportamento. “Se você tem dificuldade em dizer não mesmo quando sabe que a situação vai te prejudicar, cede na maior parte do tempo e não consegue discordar das outras pessoas mesmo tendo razão, é sinal de que algo está errado”, indica.

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