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Tadeusz Lakota/Unsplash
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Pais e filhos

Que prejuízos as crianças têm quando os pais suprem a ausência com presentes

A melhor maneira de encarar essa realidade sem culpa é transformar o tempo que sobra, em momentos de qualidade aproveitados com os filhos e não em bens materiais

Os pais que tentam compensar sua ausência presenteando os filhos com coisas materiais não sabem os riscos que estão correndo. “Essa troca de atenção emocional por presentes gera uma série de consequências no desenvolvimento psicosocioemocional das crianças”, alerta a especialista em desenvolvimento humano, Rebeca Toyama.

Realmente, para alguns pais, ser presente na vida dos filhos é um grande desafio quando o trabalho ocupa a maior parte do tempo deles. Mas, embora seja complicada organizar-se para atender bem as tarefas laborais e a vida em família, a melhor maneira de encarar essa realidade sem culpa é transformar o tempo que sobra, em momentos de qualidade aproveitados com os filhos e não em bens materiais.

Quantidade de tempo ou tempo de qualidade: do que seus filhos mais precisam?

Isso porque, segundo Rebeca, essa essas moedas de trocas são bastante diferentes e, portanto, esse “pagamento” pode criar na criança um comportamento compulsivo, que faz com que ela entenda que toda vez que lhe falta algo, um bem material poderá suprir. Além disso, esse comportamento pode alterar a compreensão da criança sobre o mundo e as pessoas que estão ao seu redor.

O psicólogo do Centro Universitário Internacional Uninter, Ivo Carraro, alerta ainda para o fato esse hábito de alguns pais faz com que eles criem filhos frágeis diante dos apertos da vida. “A criança não saberá valorizar o que tem, porque não falta nada para ela”, explica. “Ela só quer na verdade se sentir segura e amparada pela família. Não cheia de bens que um dia não terão mais importância”, salienta.

Por isso, fazer algumas negociações, sobre em quais datas haverá presentes, quantas vezes por ano vão trocar de celular, e decidir o que é supérfluo ou não, é importante. “Fazer combinados, como determinar quatro datas apenas por ano para dar presentes, é importante para essa criança ter noção de limites”, explica o especialista.

Administrando vida profissional e familiar

Utilizar o tempo que se tem livre para dar afeto e atenção à família é essencial. A dica de Rebeca é criar momentos em que possa se desenvolver a intimidade com os filhos, pois isso permite exercitar afeto ao invés de trocas materiais. Mas como administrar a vida profissional, para se ter mais tempo com a família?

  • Saiba negociar prazos com seu gestor, seja realista e coerente com cronogramas, isso também ajuda evitar stress.
  • No trabalho seja objetivo, seus resultados não deveriam estar pautados em quantidade de tempo e sim em qualidade de entrega.
  • Saber colocar limites claros e negociar com os envolvidos de quem é sua prioridade nos diferentes momentos da semana e do dia, saiba respeitar o horário comercial e diferenciar os dias da semana, do final de semana.
  • Estar presente no aqui e agora, tanto nos momentos em família, quanto nos momentos profissionais. Isso quer dizer distância de aparelhos eletrônicos, enquanto está com os filhos, assim como é desejável que os pequenos que se desliguem quando estão com os pais. E assim, quando estiver no trabalho estará livre de culpa.

Tendo mais tempo de qualidade com os filhos

Rebeca traz também algumas sugestões de como os pais podem ter mais tempo de qualidade com os filhos:

  • Primeiramente, lembrar em qual dos seus papeis você figura é insubstituível e dar o devido valor a esse papel.
  • Não esquecer do autocuidado, alguém doente, cansado ou irritado não consegue ter qualidade em nenhum tipo de relação.
  • Converse com os filhos sobre o que eles gostariam de fazer com você, evite tentar adivinhar, a margem de erro é enorme.
  • Procure realizar atividades junto com seus filhos, assim você otimiza o tempo e ainda aproveita para ensinar e educar, além de aproveitar momentos incríveis. Lembre-se que precisa ser leve, sem cara de obrigação, fazer a lição de casa, lavar louça, arrumar a cama, cozinhar, por exemplo, são gestos possíveis.

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