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Arquivo Pessoal/Ralide Mourão
Arquivo Pessoal/Ralide Mourão
Casamento e Compromisso

Professor pede namorada em casamento mesmo após morte cerebral dela

Casal fazia planos de se casar no fim do ano e, diante do estado de saúde da namorada, Ralide Mourão decidiu pedir permissão aos pais dela e realizar o sonho dos dois

Ralide Mourão, de 30 anos, e Ana Grazielle da Silva, de 18, namoravam há quatro meses e faziam planos para se casar no fim de 2019, mas um acidente sofrido por ela em casa, no fim de janeiro, acabou mudando o planejamento do casal. Uma estrutura do banheiro desmoronou sobre Ana Grazielle enquanto tomava banho e ela foi internada. Diante da gravidade da situação, Ralide decidiu manter o compromisso que firmaram e a pediu em casamento na UTI.

O casal se conheceu na escola em que Ralide e a mãe de Ana Grazielle trabalham e há dois anos eram amigos, até que começaram a namorar. “Todos os finais de tarde ela ia ajudar a mãe. Estávamos todos os dias juntos e planejávamos casar no final de 2019. Quando o acidente aconteceu, a primeira pessoa que ela pediu para chamarem foi eu”, contou Ralide ao Sempre Família.

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Ana Grazielle foi levada ao pronto-socorro ainda consciente, com machucados no braço, pernas e cabeça. Mas foi preciso realizar um procedimento no braço esquerdo e ali a jovem teve três paradas cardíacas. Alguns dias depois Ralide foi informado que ela havia tido morte encefálica. Foi então que ele decidiu prosseguir com os planos que o casal tinha de noivar.

Segundo ele, a intenção de se casar ainda neste ano ainda não tinha sido apresentada à família da Ana Grazielle. Por isso, quando o estado dela se agravou, Ralide pediu permissão aos pais da namorada para noivarem, ali mesmo no hospital. “Fui para lá com um pastor para abençoar o momento e levei a música que já tínhamos escolhido para a cerimônia, a Rosa Azul, da banda Novo Som”, contou.

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Ralide explicou que colocou um fone no ouvido dela e outro nele, para que pudessem ouvir juntos a música que gostavam. “Ao ouvir a música eu sentir seu coração acelerar. Isso foi uma prova de sua resposta ‘sim’, naquele momento em que fiz o pedido e escutamos a música”, lembrou ele. Como Ana Grazielle não podia usar objetos de metal no hospital, foi colocado no dedo dela uma fita para representar a aliança.

Mas, infelizmente, durante a produção dessa matéria, Ana Grazielle acabou morrendo. Foi na sexta-feira, 8 de fevereiro, após nove dias na UTI do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no Acre. Os planos de Ralide daqui para frente incluem estar mais próximo da família da noiva. “Eles me adotaram como um filho, porque viam minha dedicação e esforço para que houvesse uma linda história de amor, acima de tudo”, explicou.

Outra decisão tomada por ele é na área espiritual. “Quero buscar mais a Deus e deixar ele me guiar para que eu possa realizar e tomar as decisões corretas em minha vida”, disse. “Acredito que ela cuidará de mim lá de cima”, finalizou.

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