Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
Eleições 2018

O que Rodrigo Maia pensa sobre religião, aborto e casamento gay

O presidente da Câmara, deputado federal pelo Rio de Janeiro desde 1999, é a aposta do Democratas para conquistar a presidência da República.

O Democratas (DEM) lançou oficialmente o seu pré-candidato à presidência da República no último dia 8 de março: trata-se de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados desde julho de 2016 e o primeiro na linha de sucessão à presidência da República, já que o Brasil, atualmente, não tem um vice-presidente.

O político, nascido em Santiago do Chile, mas de nacionalidade brasileira, é filho de Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro entre 1993 e 1997 e 2001 e 2009. Tem 47 anos e está na Câmara desde os 28 anos, sempre pelo Democratas (ex-PFL). Estudou economia, mas não concluiu a graduação. Ele é casado há 13 anos e tem cinco filhos – o caçula, Felipe, nasceu em janeiro deste ano.

Em mais esta matéria do Sempre Família sobre os pré-candidatos à presidência, você confere o que Maia pensa a respeito de temas relacionados à vida e à família.

 

Aborto

Maia considera que a legislação atual sobre o aborto é o suficiente, demonstrando-se contrário tanto à legalização da prática quanto a uma eventual mudança nos casos atualmente não penalizados pela legislação, como o aborto em caso de estupro. “A legislação brasileira já avançou em relação ao aborto e já atende, do meu ponto de vista, de forma correta o que precisa atender”, disse ao Roda Viva em 2016.

O que Geraldo Alckmin pensa sobre religião, aborto, casamento gay e drogas

“Recebi hoje na Presidência da Câmara a bancada feminina e manifestantes para tratar da questão do aborto. Deixei claro que não haverá retrocesso sobre o que já está consagrado pelo STF em relação ao aborto nos casos de estupro, anencéfalo, risco de vida para a mãe”, postou o parlamentar em sua página no Facebook em dezembro de 2017, em meio às controvérsias levantadas pela PEC 181/2015.

Em novembro de 2016, Maia criou uma comissão especial como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia abrir um precedente para descriminalizar o aborto realizado nos primeiros três meses de gestação. “Sempre que o Supremo legislar, nós vamos deliberar sobre o assunto”, disse o parlamentar. A comissão incluiu na PEC 181/2015 o tema da defesa da dignidade humana desde a concepção.

Casamento

Em 2016, ao Roda Viva, Maia afirmou ser contra o casamento homoafetivo. “Sou a favor da união civil”, especificou. “A união civil já está consagrada. A palavra ‘casamento’ é uma liturgia da Igreja. Não precisa desse confronto. É uma disputa que não acho necessária”, disse em 2017 ao programa Roberto d’Ávila, da Globo News.

Rodrigo Maia e o papa Francisco, em novembro de 2016 (foto: divulgação).
Rodrigo Maia e o papa Francisco, em novembro de 2016 (foto: divulgação).

Em maio de 2017, no Dia Internacional contra a Homofobia, ele recebeu no seu gabinete entidades ligadas a pautas LGBT e disse que a Câmara “estará aberta sempre para discutir todos os temas de interesse da sociedade”. “Sou de um partido de centro-direita, mas ser conservador não é ser reacionário e nem contra avanços de direitos”, escreveu ele no Facebook. Em outubro, ele voltou a receber grupos LGBT. Maia já foi até mesmo membro da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, mas diz que não se contradiz ao se opor ao casamento homoafetivo.

“Eu sou contra qualquer ato de preconceito, mas eu sou um político conservador. Ser um político conservador não significa que você não trabalhe pelas liberdades individuais. Aqueles que trabalham pelas liberdades têm suas convicções e eu tenho a minha”, explicou à CBN em 2012. “Eu sou contra o casamento gay, mas a favor da união civil. Sou contra a adoção [de crianças por casais homoafetivos]. É uma posição minha”.

Ideologia de gênero

Maia também se mostrou contrário à ideologia de gênero quando, em uma sessão solene para celebrar o Dia Nacional da Valorização da Família, em outubro de 2017, disse: “A Frente Parlamentar para a Vida e a Família tem um papel muito importante para o futuro do nosso país e de nossas crianças, principalmente neste momento em que vivemos um certo radicalismo, uma certa tentativa de transformar posições minoritárias, que todos nós respeitamos, em posições majoritárias e misturar o conceito de família, o respeito à família e o respeito ao casamento”.

“São questões que não estão em discussão. Quando uma pessoa mais velha toma uma decisão na sua vida, nós respeitamos a liberdade individual de cada um. Porém, quando uma criança nasce, é homem ou mulher”, afirmou Maia na ocasião. “A gente não pode abrir mão dos nossos valores, dos nossos princípios e daquilo que a gente acredita, mesmo que haja qualquer tipo de pressão”.

Drogas

Em 2016, Maia disse ao Roda Viva ser contrário à legalização da maconha. “Não podemos pensar em aumentar a arrecadação tributária às custas da saúde das pessoas. É no mínimo equivocada a afirmação de que a liberação dessa droga não trará impactos na área da saúde”, escreveu em sua página no Facebook no mesmo ano. “Defendo que sejam, sim, intensificadas as campanhas de conscientização”.

O que João Amoêdo pensa sobre aborto, drogas, casamento gay e desarmamento

Em outubro de 2017, ele criou uma comissão de juristas com o objetivo de elaborar um anteprojeto de lei sobre o combate ao tráfico de drogas e armas no país.

Religião

Justificando posturas como a oposição ao casamento homoafetivo, Maia foi enfático em entrevista à CBN em 2012: “Eu sou um político católico. Eu sou um político que pratica a fé católica. Eu sou um político que acredita nos princípios católicos”.

“Os valores vêm à frente da economia, porque é através dos valores que orientamos as nossas ações”, disse ainda. Maia faz com relativa frequência alusões à sua fé nas redes sociais – como uma saudação pela eleição do Papa Francisco em 2013 e mensagens de Páscoa explicitamente cristãs – e também apoia a cooperação entre igrejas e o Estado na superação de problemas sociais.

“A questão do crack deve ser encarada como um problema de saúde pública. Precisamos envolver as famílias no tratamento e oferecer a elas o suporte necessário. Ter a sociedade civil participando é imprescindível. Já existem bons exemplos de tratamento efetivo e humano feito por igrejas, por que não contar também com esse apoio?”, escreveu, por exemplo, em sua página no Facebook.

*****

Recomendamos também:

***

Curta nossa página no Facebook e siga-nos no Twitter.

1 Comentário
  1. Quando se trata de políticos, mais importante do que o discurso público são as entrelinhas. Ao dizer que o aborto “já avançou o suficiente”, ele tem o pressuposto de que o aborto legalizado é um avanço. Logo, creio que esse discurso pró-vida seja somente para ganhar votos. Até a Dilma já se declararou pró-vida antes das eleições, embora tenha agido de forma bem diferente depois de eleita.

    Deixo o alerta: prestem atenção na forma de se expressar do candidato, não só na mensagem em si.

Leia também