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Pais e filhos

Meu filho está em um namoro tóxico, e agora?

Os pais podem ajudar nos relacionamentos de seus filhos com amizade, respeito e bons exemplos

Ciúme excessivo, brigas constantes e afastamento da família e dos amigos são alguns sinais de um relacionamento tóxico. A situação — que afeta moças e rapazes —, faz com que a vítima perca sua individualidade em nome do parceiro e precisa do apoio e atenção dos pais para ser superada. No entanto, não adianta reunir argumentos e preparar um discurso gigante para convencer seu filho a terminar essa relação e recuperar a autoestima. Para ajudá-lo, é preciso construir um vínculo com ele baseado na amizade, respeito e em bons exemplos dentro de casa.

7 sinais que mostram que seu filho está em um namoro tóxico

De acordo com o conselheiro familiar José Santos, especialista em relacionamentos pela Universidade Andrews, nos Estados Unidos, grande parte dos jovens que se envolvem em namoros tóxicos não tiveram um relacionamento mais próximo com seus pais. “Isso porque o pai e a mãe não passavam muito tempo em casa ou porque estavam emocionalmente distantes ao ficar sempre no celular, no computador, televisão, e outros entretenimento, por exemplo”.

Além disso, o padrão de comportamento que os filhos visualizam no relacionamento dos pais e avós também influencia na escolha de um companheiro futuramente e na maneira de agir com essa pessoa. “Nossos filhos aprendem pelo exemplo. Então, se eu tratar bem minha esposa e valorizá-la, minha filha verá isso e procurará um marido com mesmo perfil”, explica. “Ela terá um parâmetro positivo para seguir na vida adulta”, garante.

“Nossos filhos aprendem pelo exemplo. Então, se eu tratar bem minha esposa e a valorizar, minha filha verá isso e procurará um marido que cuide dela”.

Por isso, o primeiro passo para ajudar nos relacionamentos amorosos dos filhos é verificar a própria relação e identificar pontos negativos que precisam ser corrigidos. “Cerca de 95% dos problemas enfrentados pelos casais têm relação com comportamentos adquiridos em sua família. Ou seja, é necessário curar primeiro os pais para, depois, ajudar os filhos”, aponta Santos.

Segundo ele, isso pode ocorrer com pequenas mudanças comportamentais no dia a dia — como agradecer e elogiar mais — e também com o auxílio de um terapeuta para definir o padrão que foi transmitido às crianças. “Aí você saberá porque seus filhos estão reagindo assim e poderá ajuda-los”.

Pixabay
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Conserte-se primeiro

Após buscar correção para as falhas no casamento, é necessário sentar com o jovem que está em um relacionamento abusivo e conversar abertamente com ele. “Só que, para isso, os pais precisam ter um vínculo muito forte com o filho, e muitos terão que reconstruir esse laço aos poucos”, pontua o especialista.

No caso de pais ausentes, por exemplo, a orientação é reconhecer esse erro e pedir perdão. “Perdoar é a chave para o recomeço. Então, para se reconectar com seu filho, diga que falhou por estar muito envolvido com o trabalho, por exemplo, e fale das suas emoções”. Essa transparência reabrirá um canal de comunicação na família e dará espaço para que pais e filhos passem mais tempo juntos em atividades em casa e passeios.

Também é importante que os pais demonstrem amor pelos filhos com palavras de incentivo e ações. “Construa uma identidade positiva neles ao valorizar e elogiar o que fazem”, orienta Santos, que também incentiva o preparo de um prato especial para o filho ou de um encontro diferente em família. “Saiba o que ele gosta e dedique tempo para isso”.

“Construa uma identidade positiva nos filhos ao valorizar e elogiar o que fazem”

Esses detalhes fazem parte do cotidiano da auxiliar administrativa Karina Mendes, de 37 anos, e do supervisor de operações Ronaldo Marquat, 38. Pais de uma adolescente, eles decidiram separar um momento em família toda semana para ouvir a garota e conversar a respeito das conquistas e dificuldades dela. “Isso nos fortalece como família”, afirma o casal, que têm abertura, inclusive, para falar a respeito de namoro com a filha. “Nossa relação é de muita amizade e temos um convívio muito próximo em casa, na rua e na igreja. Por isso, sabemos que ela vai procurar um bom companheiro quando chegar a hora”, garante a mãe.

Para o conselheiro familiar, esse convívio é essencial para a construção da autoestima dos filhos e ainda os protege de relações abusivas, compulsões e escolhas inconsequentes. “A presença dos pais dá propósito à vida dos filhos, então eles não precisarão preencher nenhum vazio com compulsões e relacionamentos ruins. Saberão o que é amor e buscarão pessoas que os amem de verdade”, finaliza.

 

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