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Cuidados com o lar

Como manter a casa organizada com a chegada de um bebê

É normal que nos primeiros meses as coisas fiquem um pouco fora de lugar, por isso, entender que a casa não precisa estar perfeitamente arrumada e aplicar algumas técnicas de organização pode ajudar os pais nessa fase

Em meio às alegrias e emoções que envolvem a chegada de um bebê à família, tem uma coisa que é capaz de tirar a paz de qualquer mãe: a inevitável bagunça que se instaura na casa nos primeiros meses após o nascimento daquele filho. Parece impossível conciliar os cuidados com o bebê, o descanso – que nessa fase é ainda mais fundamental – e a arrumação da casa. Mas, então, o que fazer?

5 truques para ensinar seus filhos a serem mais organizados

Primeiramente, é importante que os pais compreendam que, uma vez que a prioridade está nos cuidados e no acolhimento do bebê, é natural que algumas coisas acabem ficando um pouco de lado. Segundo a personal organizer e fundadora da empresa Organizar Transforma, Nalini Grinkraut, para que isso não passe a atormentar a rotina dos pais nesses primeiros meses, a orientação principal é não criar a expectativa de que a casa será como nas revistas, com tudo perfeitamente organizado, porque isso é garantia de frustração.

“Uma vez que você tem pessoas morando na casa, ela tem circulação, as coisas se movimentam. Não é estático. Você vai ter momentos em que as coisas vão estar fora do lugar”, explica a personal organizer. “A organização tem que ser uma ferramenta que vai te ajudar a ter uma vida mais prática, mais ordenada, mais simples. É possível sim ter uma casa organizada, mas ter a pretensão que a sua casa vai ser como as de revista. Isso é irreal”.

Invista nas estratégias

Então, para que a família consiga manter a casa organizada – na medida do possível –, Nalini sugere duas estratégias. A primeira delas é envolver todas as pessoas da casa nas atividades domésticas. Para isso, é preciso que tudo seja combinado em comum acordo, assim todos saberão quais são as suas responsabilidades e as tarefas não irão sobrecarregar ninguém. A segunda sugestão é procurar delimitar os espaços da casa de forma clara. Normalmente, quando um bebê chega, ele acaba tomando conta dos diversos cômodos da casa e isso gera uma sensação ainda maior de bagunça. Os brinquedos dos filhos mais velhos ficam em um espaço, já os brinquedos dos menores ficam em outro quarto e tudo acaba disperso pela casa. “Não tem problema que esses itens circulem, mas é muito importante que eles tenham local definido e um espaço próprio para eles, para que todo mundo saiba onde devem ser guardados ao final do dia ou depois do uso”, orienta Nalini.

A especialista ainda elencou quais são os três pilares que podem facilitar a sua vida na hora de pensar na organização da casa:

Planejar: a organização deve ser feita de forma pensada, estudada e planejada. Isso fará com que a disposição dos objetos faça sentido aos usuários dando praticidade e eficiência no dia a dia.

Filtrar: para que a organização seja verdadeiramente eficiente, o ideal é mantermos apenas aquilo que usamos. Os excessos prejudicam muito a visualização do que temos e a manutenção dos espaços. Filtre o que realmente é necessário e o que você gosta de ter em casa.

Manter: a manutenção precisa ser feita diariamente. É como escovar os dentes, não tem muita saída. Você come e, consequentemente, precisa escovar os dentes. Criar o hábito de devolver as coisas para o lugar é uma das maiores chaves para que a organização seja duradoura.

Organização exterior x Organização interior

Ter a consciência que a organização externa também está relacionada à nossa organização interior pode ser um incentivo a mais para investir nas técnicas sugeridas. “Quando você começa a organizar o ambiente externo você também começa a se organizar internamente”, afirma Nalini. É por isso que a falta de organização pode impactar até mesmo na convivência familiar. Primeiro porque a desordem aumenta o nível de estresse e de ansiedade, gerando, inclusive, problemas financeiros. “Você acaba comprando coisa que não precisa”, ressalta.

Dentro de um lar, as diferentes percepções com relação a organização podem gerar alguns conflitos. É muito comum, por exemplo, vermos casais onde um é mais organizado que o outro. “Por isso, é tão importante trazer a organização junto com combinados de responsabilidade e sempre entender o lado do outro, para não cobrar aquilo que não faça sentido para ele”, afirma a especialista. Na convivência familiar entre adultos e crianças é importante que haja essa ferramenta de escuta do outro, que irá contribuir na definição daquilo que cada um poderá fazer para ter um ambiente familiar mais harmônico e para que todos possam usufruir dos benefícios que a organização traz para uma casa.

Como incentivar o hábito da organização nas crianças?

Fazer com que as crianças – que, naturalmente, amam uma bagunça – criem o hábito de organizar as próprias coisas não é tarefa fácil, mas algumas dicas práticas podem ajudar:

1. Seja o exemplo. Quando a criança vê os pais organizando as próprias coisas, ela já começa a entender e aprender aquilo que é importante ser feito.

2. Incentive esse hábito desde pequeno. Quando a criança já está andando, ela já começa a ter uma noção do mundo. Por isso, você pode incentivar algumas pequenas tarefas e, conforme ela vai crescendo e criando mais autonomia, você coloca tarefas maiores. Faça com que ela participe das atividades de casa sempre de acordo com sua idade.

3. Faça combinados. Por exemplo: “Essa semana o combinado é que você limpe a mesa toda vez que sair da cozinha. E o seu irmão vai colocar a roupa suja no cesto”.

4. Incorpore isso no dia a dia. As tarefas não podem estar sempre fora da rotina. Arrumar a cama, por exemplo, não é um evento especial para fazer apenas quando tem visita. Deve ser algo natural na rotina diária.

5. Não trate a organização como uma coisa pesada, trate como algo leve e gostoso. Você pode colocar música para que as crianças se divirtam enquanto fazem as tarefas, isso pode fazer parte da brincadeira. Na hora de guardar os brinquedos, por exemplo, eles podem brincar de acertar o cesto. Desta forma, você envolve as crianças nas tarefas e ainda faz disso algo divertido.

6. Tenha paciência e persistência. É normal que às vezes as crianças não queiram fazer as tarefas e reclamem por isso. Nesses momentos, é importante saber que o que você está fazendo é o melhor para ele e que aquele ensinamento é uma algo que ele vai levar para a vida toda. Envolva-o aos poucos, sempre com combinados, de uma forma leve e tendo persistência para que isso se mantenha na sua casa.

 

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