Vida a dois

Intimidade emocional é tão importante quanto a física para um relacionamento duradouro

  • PorRossana Bittencourt, especial para o Sempre Família
  • 30/10/2020 16:54
Um casamento saudável está diretamente relacionado à intimidade emocional tanto quando a física.
Compartilhar momentos, sentimentos, dificuldades e conquistas é o ideal para quem quer uma relação estável e duradoura.| Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

Um casamento saudável está diretamente relacionado à intimidade do casal. Tanto física quanto emocional. Conhecer e respeitar o outro é fundamental para que uma relação dê certo e, muitas vezes, a intimidade é construída ao longo do tempo. Há casos, por outro lado, em que a conexão se dá logo de cara, assim como existem casais que estão juntos há anos e não passam do estágio inicial de intimidade.

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Compartilhar momentos, sentimentos, dificuldades e conquistas é o ideal para quem quer uma relação estável e duradoura, de acordo com Samarah Perszel de Freitas, especialista em terapia familiar sistêmica. A psicóloga ainda diz que existem casais que precisam fazer tudo juntos e há quem necessite de momentos individuais. “Nenhum modelo é melhor que o outro”, ressalta.

“Se estou em uma relação é importante que eu queira conhecer o outro. Não superficialmente, mas saber o que agrada, aflige o outro e ter uma troca”, ensina Samarah. Não é necessário abrir tudo ou conversar sobre todos os detalhes da vida e do dia com o parceiro, mas ter essa possibilidade é o que faz a relação evoluir.

Desafio

A conexão emocional entre os casais diminuiu muito atualmente, afirma a psicóloga Odette Amaral Bácaro. Para ela, muita gente fica no relacionamento pelos filhos, pela sociedade e pela família extensa. “Conhecer uma pessoa é algo desafiador”, avalia. Um relacionamento com intimidade pressupõe conversas sinceras, trocas de olhares e toque físico. Há, ainda, abertura para expor o que acontece, os anseios, expectativas e vulnerabilidades.

A intimidade puramente física não é suficiente para manter uma relação, orienta Odette. “Ela é mais fácil mas não cria vínculos nem sustenta relações amorosas estáveis”, diz a psicóloga. Para ela, pode-se dividir a intimidade em tipos: a intelectual, uma espécie de encontro de mentes, a experiencial, uma proximidade que traz sincronia, a sexual, caracterizada pelo sexo propriamente dito, e a emocional, que engloba confiança e respeito. “Ignorar a intimidade emocional deixa o casamento frio e tedioso, aí as pessoas se afastam”, esclarece.

Solução

Para aqueles casais que acreditam ter perdido parte dessa conexão emocional, Odette enfatiza: normalmente tem solução. “Resgatar o respeito mútuo, aproveitar melhor o tempo juntos, compartilhar memórias, experiências, ter uma comunicação positiva faz com que a intimidade seja retomada”. E essa ligação é tão ou mais importante do que a conexão física.

Compartilhar as coisas boas e as ruins é o alicerce do relacionamento, defende Samarah. “Essa questão mais afetiva constrói a base sólida. O sexo é a cereja do bolo. Muitas vezes o casal vem pra terapia por problemas no sexo, mas a realidade é outra. É dificuldade em conversar sobre a vida”, alerta. A terapeuta ainda dá uma dica importante: conhecer a si próprio, muitas vezes, é a maior dificuldade. Quando a pessoa está bem consigo mesma e sabe o que quer, a relação fica muito mais fácil.

Odete também dá uma orientação valiosa: mostrar para o outro que ele é importante e que o relacionamento é importante. Seja por meio de conversas, gestos de carinho ou tempo de qualidade. Priorizar o relacionamento, muitas vezes, é o segredo do sucesso.

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