Foto: arquivo pessoal/divulgação| Foto:

Sabe aqueles dias em que dá vontade de deixar tudo para trás e seguir pelo país sem um rumo definido? De viajar conhecendo belezas naturais e fazer novos amigos em cada parada? Pois um casal de Valinhos, em São Paulo, decidiu fazer aquilo que é o sonho de muita gente, e há pouco mais de um ano está na estrada com suas bicicletas. Renato Casacio, de 33 anos, e Natália Mourão, de 27, já percorreram 3 mil quilômetros e estão agora na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

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Os dois já percorreram quatro estados em suas bicicletas: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, além de São Paulo que foi o início de tudo. Ao G1 eles contaram que pedalam diariamente, em média, 45 quilômetros. Mas o casal já chegou a passar três dias direto na estrada. “É uma satisfação poder se deslocar, ainda mais por uma distância tão grande, só com a força das próprias pernas, sem precisar de uma gota de combustível”, conta Renato.

Dentre os desafios de uma aventura como esta, encontrar lugar para acampar é o mais complicado. Há também a precária situação das estradas que em alguns pontos como o Mato Grosso, por onde a dupla passou a caminho da Chapada dos Guimarães, são ruins, sem acostamento e com uma quantidade grande de caminhões passando a todo momento. “Essas questões causam bastante estresse”, avalia Renato.

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Sustento

Uma viagem assim, além de exigir uma boa organização, ainda requer dinheiro para poder se manter na estrada, é claro. É preciso comer, fazer a manutenção das bicicletas e, vez ou outra, quando passam mais semanas em uma cidade pagar por um quarto de hotel, já que fica complicado dormir na barraca de camping. Nessas horas a música de Renato é que dá conta do recado.

Em uma carreta junto a sua bicicleta ele leva alguns instrumentos musicais, junto às panelas e alguns mantimentos. Além disso, a hospitalidade da população das cidades por onde passam também ajuda a manter a aventura. Renato e Natália contam que quando contam que são ciclistas, há até quem dê a eles descontos nos estabelecimentos. “ E geralmente acampamos em postos e restaurantes de beira de estrada. Quase todos têm banho e raramente cobram”, relatam.

Destino final

Quando saíram para essa aventura, os dois não previram um destino final e nem mesmo a data limite para retornarem a Valinhos. Renato já tinha a viagem planejada quando conheceu a esposa e ela nunca tinha pedalado antes. Renato diz que Natália, engenheira ambiental por formação, abraçou a ideia com coragem.

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Ainda, pelo caminho, além de tanta beleza natural e amigos que os ajudaram, o casal aumentou o grupo ao adotar um gatinho chamado Caju, que foi encontrado à beira da estrada, na saída de Rondonópolis, no Mato Grosso. “Colocamos ele dentro da capa do violão e resolvemos levá-lo. Agora, ele tem um lugar apropriado para viajar e é como se fosse da família”, finaliza Natália.

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