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Você acha que a religião é um fenômeno em declínio, que saiu de moda nas últimas décadas para nunca mais voltar? Se sim, estatísticas mostram que está enganado. Uma reportagem especial do jornal britânico The Guardian analisou alguns dados de pesquisas do Pew Research Center e concluiu que o mundo está se tornando cada vez mais religioso. Entenda o porquê a partir destes quatro pontos:

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  1. A proporção entre adeptos e não-adeptos de alguma religião
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Apesar de o ateísmo ou a indiferença quanto às religiões parecerem a posição dominante em alguns setores sociedade – como a maior parte da mídia -, o fato é que 84% da população mundial afirma seguir alguma religião. Entre eles, contam-se 2,3 bilhões de cristãos, 1,8 bilhão de muçulmanos e 1,1 bilhão de hindus. Quanto aos 16% restantes, a maioria deles não se identificam como ateus, mas como pessoas que creem na existência de Deus de alguma forma ou têm afinidade com alguma espiritualidade, mesmo sem se identificar como membros de uma religião organizada.

 

  1. A média de idade dos adeptos de alguma religião

Geralmente imaginamos que pessoas religiosas são mais velhas, praticamente ameaçadas de extinção, enquanto pessoas sem religião predominam entre a juventude. Os dados contradizem essa visão, que retrata mais a realidade de alguns países da Europa do que a do mundo. A média de idade da população global é de 28 anos. Duas das três maiores religiões têm uma média de idade menor entre seus adeptos: o islã (23 anos) e o hinduísmo (26 anos). A média entre os cristãos é de 30 anos de idade. As pessoas sem religião são, na verdade, um dos grupos com a média mais velha – 34 anos, a mesma do budismo e dois anos abaixo da do judaísmo.

 

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  1. O ritmo de crescimento dos grupos religiosos

O islã, a religião que mais cresce no mundo, tem um ritmo de crescimento superior ao dobro do ritmo da população mundial. Enquanto a população do mundo todo deve crescer 32% até 2060, estima-se que a população muçulmana cresça 70%. Mesmo os cristãos devem crescer mais do que a população global, aumentando 34% no mesmo período. Em 2060, os atuais 16% de pessoas sem religião em todo o mundo deve ser de 10%. O principal fator para esses cálculos, mais do que as conversões, é a taxa de fertilidade, que entre muçulmanos chega a 2,9 filhos por mulher.

 

  1. O ritmo de conversões

Ainda assim, pesquisas têm apontado uma alta taxa de conversão em muitos contextos. Nos Estados Unidos, 23% dos muçulmanos chegaram ao islã via conversão. Os refugiados conversos são uma das grandes forças do cristianismo europeu na atualidade. E até a China tem experimentado uma nova onda religiosa – há quem prediga que em 2030 ela terá a maior população cristã em todo o mundo.

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