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Drew Hays/Unsplash
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Pais e filhos

Qualidade do vínculo afetivo entre mãe e filho é reflexo do apoio emocional durante a gestação

Conexão entre a mãe e o filho é uma construção e não algo inato, e por isso é importante que haja o cuidado com as emoções da mulher

Ser mãe é um privilégio – a ligação com um filho é tão forte que dificilmente supera outros laços afetivos. De acordo com Denise Machado Duran Gutierrez, psicóloga mestre em psicologia da saúde, doutora em saúde da mulher e da criança e professora da Universidade Federal do Amazonas, o vínculo materno pode começar antes mesmo da gestação, quando os pais idealizam o bebê, e permanece por toda a vida. Esta ligação é fundamental para o desenvolvimento psíquico, afetivo, social e cognitivo da criança e sua ausência pode provocar atrasos significativos nestas funções.

A psicóloga Renata Martins, especialista em terapia comportamental, explica que essa conexão com a mãe, seja a gravidez planejada ou não, é uma construção e não algo inato. Por isso, é importante que haja um cuidado com as emoções dessa mãe, que pode se sentir culpada por não sentir um amor incondicional logo após o nascimento do bebê. A frustração por não atender essa expectativa social pode provocar até depressão pós-parto. “Infelizmente as emoções maternas ainda são bastante negligenciadas, principalmente pelo argumento de que existe o instinto e que toda a mãe sabe o que fazer ou como deve se sentir. E na prática não é bem assim que funciona”, pontua.

Vínculo familiar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança

Na gestação, o vínculo materno é cultivado pelas interações da mãe com o bebê e pode ser afetado caso haja negligência ou impactos emocionais. Ela é a primeira referência que ele tem de mundo. Dentro da barriga, todo o ambiente e tudo o que acontece está ligado a mãe, por isso ao nascer, a criança reconhece apenas a mãe nos primeiros momentos. Por instinto de sobrevivência, o bebê a tem como a pessoa que pode dar mais segurança fisicamente e afetivamente. Quando esta conexão é estabelecida desde a gravidez, oferece “recursos emocionais para que ele explore outras pessoas com a certeza de que existe alguém que estará lá para atender suas necessidades”, ressalta Renata.

Já na infância, esclarece Denise, a criança se sente segura para aprender e conhecer o mundo. Renata observa que esta fase é a mais importante para a construção desse laço, pois ele servirá de base para futuras relações. Mesmo que alguém assuma a figura materna, a criança sente um impacto diferente. Na fase adulta, o laço afetivo permanece importante e, se tiver sido desenvolvido de maneira adequada, permite o afastamento saudável dos pais e promove autonomia, segundo Denise.

Vínculo materno se reflete no futuro

Os laços afetivos de um indivíduo influenciam os vínculos que serão desenvolvidos com seus próprios filhos. “Reeditamos nossas relações primárias com os pais a partir da nossa própria experiência. Repetimos mais o que for menos elaborado”, destaca Denise. Já Renata acrescenta que a maioria dos ensinamentos e valores transmitidos aos filhos na infância só farão sentido real na vida adulta.  “Tem que investir na criança esperando resultados a longo prazo na educação, emoção e afetividade. Quando o filho se torna adulto, existe uma maior proximidade e compreensão da figura materna”, finaliza.

Personalidade do filho influencia o vínculo com a mãe

A empresária Cirlene Rocio F. Fernandes, de 53 anos, é mãe de três filhos, com idades entre 21 e 36 anos. Ela vivenciou todas as etapas de crescimento dos filhos – o mais velho é casado, o do meio e a caçula ainda moram junto com ela e o marido. Cirlene garante que o vínculo é muito bom com todos, mas um é diferente do outro. A filha, por exemplo, é mais apegada e amiga, enquanto o outro filho é mais tímido e discreto em seus sentimentos. Apesar da distância, o mais velho, que mora em São Paulo, sempre está presente, seja pelas redes sociais ou nas visitas frequentes que faz à família.

Questionada se a ligação entre mãe e filhos muda conforme eles crescem, ela afirma que sim. “Cada fase tem seu tipo específico de vínculo. Na gestação e na infância eram totalmente dependentes, na adolescência e na fase adulta eles se tornam independentes. Mesmo assim as preocupações e cuidado com eles nunca muda. Sempre que precisar dou conselhos e pego no pé, independentemente da idade”, salienta.

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