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Religião

O que leva um pastor com família estruturada a cair em depressão e até tentar suicídio?

Vídeo produzido por missão evangélica devido ao Setembro Amarelo traz o relato de pastores que tiveram depressão e hoje estão curados

Muitas missões evangélicas atuam diretamente no tratamento de pessoas em depressão ou que sofrem com algum vício. Por conta disso, ouvir histórias dramáticas de muito sofrimento acaba se tornando comum na rotina de pastores. Esse sentimento, porém, também pode surgir na vida deles e não é tão incomum como pode parecer. De acordo com pesquisas realizadas nos Estados Unidos, 47% dos pastores já tiveram depressão ou Síndrome de Burnout, que é causada por atividades extenuantes.

Mas o que leva um pastor com ministério aprovado por membros da igreja, família estruturada e um futuro promissor a chegar a um quadro de depressão ou até cogitar tirar a própria vida? A resposta pode estar na perda da essência do ofício espiritual. “Alguns passaram a ser coachings, palestrantes motivacionais e gestores institucionais, lutando para alcançar resultados financeiros e crescimento quantitativo em suas denominações, sendo exigidos como profissionais da fé”, explica um minidocumentário produzido pela Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus (MEVAM), de Santa Catarina, e que tem feito sucesso em redes evangélicas.

Pastores têm sido perseguidos e até mortos por traficantes no México

O vídeo foi lançado há poucas semanas, por conta do “Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio. Nele, o MEVAM apresenta algumas estatísticas relacionadas ao tema e a experiência de três líderes que sempre atuaram com afinco no trabalho de aconselhamento de pessoas em depressão, mas que passaram por um período em que viveram de perto a doença. “Fui diagnosticado com Síndrome do Pânico, mesmo estando à frente de um trabalho para recuperar pessoas com dificuldades em lidar com a própria vida”, conta o pastor Ulisses Ricardo.

Ricardo explica que um dos piores sentimentos com o qual ele lidou durante todo o processo de cura da Síndrome do Pânico, foi a decepção que sentia dele mesmo. E foi preciso reconhecer que estava doente, para que buscasse a ajuda de um terapeuta e até mesmo o tratamento com remédios. “Quantas vezes eu queimei cartelas de remédios na casa de recuperação e agora eu estava na mesma situação. Mas foi preciso”, conta ele no vídeo.  “Não se faça Deus diante de homens nesse momento, mas seja homem diante de deus”, recomenda.

Da mesma maneira, Jackson de Aquino, também pastor, teve de lidar com a Síndrome da Fadiga Crônica, diagnosticada pelo médico. Ele conta que não tinha força física, espiritual e nem emocional para viver seus dias e relata no vídeo que hoje entende porque muitos optam por tirar a vida. “ É uma dor emocional tão densa, que parece que a gente consegue tocar. Mas como dói em vários lugares, a gente não consegue explicar especificamente”, diz. Jackson conta que perdeu a referência de quem era e entrou em crise existencial. “Antes eu tinha prazer em ler e estudar, e agora não mais. Eu sabia quem eram as pessoas com quem eu trabalhava, mas eu não conhecia a mim mesmo”, explica.

Assista ao vídeo:

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