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Religião

Novo documento do Vaticano reforça que sacerdócio é proibido para homossexuais

Texto também traz orientações sobre como devem ser as consultas a respeito do caráter do seminarista

A Congregação para o Clero, organismo do Vaticano responsável por diáconos, padres e seminaristas, publicou nesta quarta-feira (07/12) um novo documento, no qual reforça a proibição do sacerdócio aos homossexuais. Intitulado “O dom da vocação presbiteral – Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, o texto é uma versão atualizada das diretrizes para a formação de seminaristas. O último documento desse tipo datava de 1970.

O texto, de aproximadamente 100 páginas, reafirma em determinado trecho que não devem ser admitidos no seminário homens que “praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiam a chamada cultura gay”, como já orientava um documento de 2005.

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Pede-se ainda que os seminaristas tenham alguma formação a respeito da proteção dos menores, sendo informados a respeito de realidades como o tráfico de menores e o abuso sexual de menores ou adultos vulneráveis.

Há também orientações sobre as consultas a respeito da idoneidade do seminarista (etapa chamada de escrutínios) que antecedem sua admissão à ordenação. Especifica-se que devem ser consultados o reitor do seminário, o pároco da paróquia de origem do seminarista e a comunidade junto da qual o seminarista desenvolveu o seu serviço pastoral. O documento explicita que é útil “o parecer de algumas senhoras que conheçam o candidato, integrando na avaliação o ‘olhar’ e o juízo feminino”.

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Para o cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, as palavras-chave que sintetizam o documento são humanidade, espiritualidade e discernimento. “Penso que jamais poderemos insistir o suficiente para destacar a necessidade de que os seminaristas sejam acompanhados num processo de crescimento que faça deles pessoas humanamente mais equilibradas, serenas e estáveis”, disse, em uma entrevista publicada no jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

“Só assim será possível haver sacerdotes com um trato amável, autênticos, leais, interiormente livres, afetivamente estáveis, capazes de tecerem relações interpessoais pacíficas e viver os conselhos evangélicos sem rigidez, nem hipocrisia ou lacunas”, completou Stella.

Leia a íntegra do documento.

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1 Comentário
  1. Tudo é muito claro para alguns e sombra para outros. Mas que diabos deseja o Catolicismo com gente sem sexualidade? Teria sido Jesus um assexuado e apenas galante de Maria Madalena? Afinal, a santidade e competência de ajuda para o RELIGAR pertence a quem? Danem-se os conceitos sobre sexualidade que não define quem é ético, casto, santo ou qualquer outra condição. Sem esta de voto de castidade ou encobrir a sexualidade de todos, muitas vezes, gente de bem!

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