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Pais e filhos

No processo de superação de uma doença, papel dos filhos é fundamental

No momento do enfrentamento de uma doença a família acaba assumindo um papel preponderante, especialmente os filhos, que se tornam verdadeiros aliados nessa batalha

Um ano depois de ser diagnosticada com câncer de mama, a professora de música Rosana Guzman pode comemorar a vitória sobre a doença, mas lembrar desse episódio em sua vida não é nada fácil. Sem perder a fé em momento algum desde que recebeu o diagnóstico, Rosana não deixou se abater, buscando forças para continuar lutando em todo momento. No momento do enfrentamento de uma doença a família acaba assumindo um papel preponderante, especialmente os filhos, que se tornam verdadeiros aliados nessa batalha.

Como explicar ao seu filho que você tem uma doença grave

Para Rosana, o incentivo de suas filhas Laura e Ellen, de quatro e sete anos, respectivamente fizeram toda a diferença. Detalhes do convívio com as meninas e que às vezes passavam despercebidos na correria do dia a dia, passaram a ser mais valorizados por ela. Além disso, o apoio do marido e amigos foram essenciais na luta da professora contra a enfermidade.

Para a psicóloga Gleice Justo quando um membro da família está passando por uma fase da vida que inclui o enfrentamento de uma doença, o apoio dos filhos e familiares é fundamental. “Aquele que vive a doença muitas vezes passa por fases que dizem respeito ao luto em relação à vida saudável. Neste processo estão as fases de negação, raiva, barganha, depressão e aceitação”, explica. “Quando essa pessoa se sente apoiada, o peso que a doença apresenta diante da vida pode se tornar mais ameno”, ressaltou a especialista em maternidade.

Diagnóstico e superação

Foi aos 32 anos que o diagnóstico de Rosana veio: o nódulo foi encontrado em um autoexame em maio de 2018. A batalha dela, como de tantas outras mulheres, se iniciou com um choque no primeiro momento. Logo a mudança na rotina familiar começou, com a alteração na dieta alimentar de todos. “Pouco antes da biópsia comecei a fazer o que eu podia em termos de cuidados com a saúde como: tomar muita água, dormir cedo e fazer exercícios físicos. Fiquei bastante cuidadosa com a alimentação, cortando 100% o uso do açúcar e também de qualquer derivado de animal”, lembra. As filhas pequenas se adaptaram.

O apoio das filhas também foi essencial no momento em que Rosana começou a perder os cabelos devido à quimioterapia. Ainda, em determinado momento do processo, ela teve uma complicação e precisou interromper o tratamento. A fraqueza e angustia diante daquela situação foram amenizados pela presença constante das meninas. “Fora os momentos que precisei ficar internada, me dediquei ao máximo para estar com elas. A maternidade nos ajuda em um momento como esse”, contou.

Mesmo muito novas, Laura e Ellen se tornaram um reforço para a mãe. A família toda passou por uma reestruturação em todos os aspectos e isso significou muito no tratamento. Num momento de angústia, Rosana enxergou nas filhas uma razão para continuar e conseguiu vencer o câncer. Segundo Gleice,  um aspecto fundamental dentro do processo de superação de uma doença é buscar olhar aquilo que existe de positivo em cada momento, quais podem ser os aprendizados de tudo aquilo que a família está passando, e o que pode ser tirado de útil para crescerem e amadurecerem juntos.

Dicas importantes 

Quando os filhos já são maiores, Gleice sugere que a participação seja mais efetiva, em todo o processo de tratamento. “Quando os filhos já podem acompanhar os pais, ir a consultas e mesmo internamentos, e facilitar o andamento da casa, é importante”. Ouvir aquilo que a pessoa que vive a doença tem a dizer pode ajudar muito também, principalmente quando se ouvido por alguém amado, de acordo com a psicóloga.  “É ser colo quando necessário e apoio no que se diz respeito às fases que a pessoa vai passar até chegar à aceitação da doença. Em alguns momentos será necessário ser firme para mostrar uma luz no fim do túnel, quando a pessoa, sozinha já não consegue mais enxergar”, aconselhou.

* Só em 2018 surgiram mais de 59 mil novos casos desse tipo de câncer, o mais comum entre as mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil.

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