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Defesa da Vida

Morre a protagonista da legalização do aborto nos EUA que se tornou ativista pró-vida

Norma McCorvey admitiu ter mentido no caso judicial que descriminalizou a prática em todo o país, em 1973.

Morreu neste sábado (18/02), aos 69 anos, a ativista pró-vida Norma McCorvey, que em 1973 protagonizou o julgamento que levou à liberação do aborto nos Estados Unidos. No processo julgado pela Suprema Corte do país, conhecido como Roe vs. Wade, ela usou o pseudônimo de Jane Roe. Segundo a própria Norma, seu caso foi instrumentalizado por suas advogadas, Sarah Weddington e Linda Coffee, para reivindicar a invalidação de todas as leis estaduais em defesa da vida do nascituro. McCorvey, que nunca chegou a abortar, se tornou pró-vida mais tarde.

McCorvey tinha 22 anos e estava em sua terceira gravidez quando Coffee e Weddington procuravam algum caso que pudesse servir para pôr abaixo as leis que proibiam o aborto no Texas. Quando o processo chegou à Suprema Corte, o filho de McCorvey já tinha nascido e foi entregue para adoção. O “Wade” que figura no processo é Henry Wade, um procurador de Dallas, no Texas. Desde o julgamento, mais de 58 milhões de abortos já aconteceram nos Estados Unidos.

Há 40 anos uma mentira admitida legalizou o aborto nos EUA

McCorvey se converteu em 1995 e foi batizada em uma igreja evangélica. Desde então, ela passou a participar de organizações e manifestações pró-vida, inclusive uma na presença do presidente Barack Obama, na Universidade de Notre Dame em 2009. Ela também participou de documentários pró-vida e do filme Doonby, de 2011. Em 1998, tornou-se católica.

Como ativista pró-vida, ela afirmava que tinha sido coagida a mentir durante o processo, que considerava “o maior erro da sua vida”. “É possível dizer que toda a indústria do aborto está baseada em uma mentira”, disse ela em um vídeo veiculado em 2013. “Eu dedico todo o resto da minha vida a desfazer a lei que leva o meu nome”.

A advogada Weddington também admitiu que a acusação de estupro era falsa. “Minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu fiz isso porque pensei que tinha boas razões”, disse ela, em 1993, durante um discurso feito no Instituto de Ética da Educação, em Oklahoma, segundo o jornal local Tulsa World.

McCorvey de fato chegou a sofrer estupro, mas não no momento em que teve essa terceira gravidez. Ela foi abusada por um parente com o qual morava desde a adolescência até o seu casamento, aos 16 anos, com Elwood McCorvey. O casamento durou apenas dois anos.

A sua morte foi ocasionada por uma parada cardíaca. McCorvey morreu no asilo em que morava na cidade de Katy, no Texas.

 

Assista ao filme Blood Money, de 2013, um dos documentários que denunciam a indústria do aborto nos Estados Unidos e que conta com a participação de Norma McCorvey:

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