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A capacidade de argumentação é uma competência muito valorizada, sobretudo em processos seletivos e em alguns ambientes de trabalho. E é uma capacidade que não se improvisa. Por isso, ensinar os filhos a argumentar é algo que faz a diferença em seu processo educacional, além de ajudá-los a estar abertos ao diálogo, à busca da verdade e ao respeito às outras pessoas.

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Ainda que algumas crianças tenham mais facilidade do que outras para lidar com as palavras, a capacidade de argumentação está ao alcance de todas, se bem trabalhada. A argumentação está a serviço da resolução pacífica dos conflitos, contra as arbitrariedades e totalitarismos: os “porque sim” e os “porque eu estou mandando”. É claro que aí entra também o exemplo dos pais. Mas, além disso, confira estas sete dicas para ajudar os seus filhos – e até você mesmo – a desenvolver uma boa capacidade de argumentação:

1) Saber com clareza qual é a nossa postura. Parece óbvio, mas não é. Se queremos saber como nos comunicar, precisamos saber o que queremos dizer. É um passo indispensável.

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2) Determinar as mensagens chave. É preciso entender quais são os pontos fundamentais do nosso discurso, aqueles em torno dos quais é possível estruturar todo o resto. Para isso, é importante ter em conta qual é o objetivo do debate.

3) Colocar por escrito. Escrever as principais ideias que queremos transmitir ajuda a organizá-las e entender a sua ordem lógica e a sua prioridade. O discurso será assim mais coerente, sem contradições e mais sólido.

4) Ouvir com atenção. Para poder entrar verdadeiramente em um diálogo, o mais importante é escutar os nossos interlocutores. É preciso entender bem a sua postura para escolher os argumentos mais adequados – e não ficar tentando responder questionamentos que o interlocutor não levanta.

5) Usar dados e exemplos. Números, estatísticas e exemplos concretos dão credibilidade ao discurso, sempre que extraídos de fontes confiáveis. É bom não apenas recorrer a esses elementos para sustentar um discurso já pré-concebido, mas olhar para eles atentamente de modo a formar a nossa própria postura.

6) Utilizar uma linguagem respeitosa. Falar com irritação, fazer ofensas e dar palavras de ordem só provoca distanciamento: é um tiro no pé se realmente queremos que a nossa mensagem chegue ao interlocutor. Se formos sinceramente afetuosos, simples e respeitosos, nosso interlocutor estará mais disposto a nos ouvir.

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7) Usar uma linguagem gestual adequada. Boa parte da nossa comunicação é não-verbal. A credibilidade, a afetuosidade, o desejo de diálogo e o respeito sincero ao outro, se manifestarão também em nossos gestos, olhares e posturas corporais.

 

Com informações de Hacer Familia

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