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Educação dos filhos

Crianças que crescem em ambiente de afeto desenvolvem melhor a espontaneidade

Pais que dialogam e demonstram amor e afeto transmitem para os filhos que essa é a forma correta de tratar as pessoas

Você sabia que uma criança que cresce em um ambiente de afeto pode desenvolver melhor a espontaneidade e outras potencialidades? “Ela passará a ser mais segura em relação aos seus sentimentos e não projetará nos outros as suas mazelas emocionais”, explicou a psicóloga Lara Danieli Texeira ao Sempre Família.

Segundo a especialista, pais que dialogam e demonstram amor e cuidado transmitem para os filhos que essa é a forma correta de tratar as pessoas. “Um casal que planeja junto os sonhos da família e inclui os filhos nesses momentos gera um ambiente acolhedor, de respeito e aceitação”, revela Lara. Com isso, a criança também se sente mais aberta para externalizar seus sentimentos – algo fundamental para o seu amadurecimento psicológico.

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“Uma criança que tem seus sentimentos desmerecidos ou tratados com indiferença é prejudicada na sua autoestima. Ela cresce com problemas de relacionamento e busca formas não saudáveis de compensar essa indiferença”, afirma a psicóloga. “É comum ver adultos que não foram ouvidos por seus pais e se tornaram pessoas abusivas com seus parceiros, ou então, que são abusadas”.

“Não se ama sem comunicar”

Mas então, qual seria a chave para esse amor transcender dentro de casa? Para a psicóloga Lara, a chave é o diálogo. “Não se ama sem comunicar, seja de forma verbal ou não verbal. Por isso, a criança precisa ser ouvida pelos pais, o homem precisa ouvir a mulher e vice-versa”. Em casos de dificuldade de comunicação entre o casal, o melhor é evitar discussões em frente aos filhos. “Quando o filho pede algo, sempre diga que irá consultar a outra parte e que juntos irão tomar uma decisão. Isso mostra para a criança que os pais conversam e se relacionam, sem deixar de lado a opinião do outro”, afirma.

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Vale lembrar, também, que a escola não é a responsável por educar os filhos e que nenhum presente substitui a presença física dos pais. “O amor precisa ser vivenciado diariamente e ele vem dos pequenos gestos”. Entretanto, é importante estar consciente de que a vivência do amor em uma família não impede alguns desentendimentos. Se o casal perceber que essas desavenças estão se tornando frequentes demais, a psicóloga sugere a terapia de casal, pois ela ajuda no desenvolvimento da comunicação e respeito entre os dois.

Medida certa

Mas atenção, criar com afeto não significa não impor limites, pondera o psicólogo Bruno Mader, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Nesses casos, o “não” também é bem-vindo e deve ser usado como moderador. “Dar limites também é prezar pelo desenvolvimento saudável da criança. Não quer dizer que você ama menos o seu filho. Muito pelo contrário, os pais justamente vão deixar a criança frágil e mimada quando, em vez de corrigir, suavizam a situação”, disse.

Ainda segundo Mader, o afeto expressado pelos pais precisa ser condizente com a idade da criança. “Não adianta você tratar uma criança de oito anos como uma de três. Também não dá para dar comida na boca de uma criança de 10 anos, por exemplo. O ideal é externar os sentimentos, mas respeitando a autonomia do seu filho”, orienta.

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