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Pais e filhos

Como melhorar a comunicação com seu filho

Tempo de qualidade com as crianças e o estabelecimento de uma rotina familiar com horários pré-estabelecidos para refeições e brincadeiras são algumas dicas para estreitar o vínculo dentro de casa

O relógio marca 18 horas e logo pai, mãe e filhos estão reunidos em casa. No entanto, as crianças vão direto mexer no celular, computador ou assistir televisão, enquanto a mãe se esforça para organizar tarefas domésticas depois de um longo dia de trabalho e o pai tenta finalizar algumas atividades. Aos poucos, cada um prepara o próprio lanche na cozinha e apenas algumas perguntas e respostas bem objetivas quebram o silêncio do ambiente até a hora de dormir. O que deveria ser uma noite com a família reunida não passa de um encontro trivial entre pessoas sozinhas.

10 medidas para os pais não caírem em contradição na frente dos filhos

A situação descrita acima pode até parecer exagerada, mas, segundo a psicopedagoga Elenice Monteiro, cenas assim acontecem cada vez mais, principalmente quando pais não dedicam tempo de qualidade à família, deixam crianças e adolescentes livres para usar aparelhos eletrônicos quando quiserem, e passam semanas sem conversar, de verdade, dentro de casa. “Aos poucos, essa falta de comunicação faz com que os filhos comecem a se isolar, evitem falar com os pais e tenham pressa no momento de realizar alguma tarefa com eles”, afirma.

Além disso, a especialista explica que os filhos podem tentar compensar a falta de contato com os pais de outras formas que interferem em seu desenvolvimento e até na segurança. “Acabam se envolvendo com jogos violentos, redes sociais, e isso os coloca em contato com pessoas que nem sempre têm boas intenções”, alerta. “Sem contar que o exagero no uso dos dispositivos eletrônicos pode causar alienação na fala e no comportamento, prejudicando a socialização dessa criança com pessoas reais”.

Por isso, a psicopedagoga garante que é necessário diminuir o tempo que as crianças e adolescentes passam em contato com as telas e utilizar esse período sem o uso da tecnologia para fortalecer o vínculo familiar. “Aí vale aproveitar o horário das refeições para falar com os filhos, ter um momento de leitura com eles, desfrutar do fim de semana juntos e brincar”, aconselha.

Foto: Arquivo Pessoal/Flávia Lamarques
Arquivo Pessoal/Flávia Lamarques

E foram essas dicas que a professora Flávia Lamarques e o pintor Ianco Rodrigo da Silva decidiram colocar em prática com a filha de sete anos. Segundo o casal, a rotina apertada de trabalho durante a semana e o cansaço nos dias de folga faziam com que eles não passassem muito tempo reunidos, e a pequena Emanuela sentia falta desse contato. “Teve até um dia em que ela chegou e disse: ‘Faz tempo que não saímos em família, só nós três’. Aquilo nos desmontou”.

O que fazer?

O casal, então, decidiu organizar ao menos um passeio por mês e organizar a rotina dentro de casa para aproveitar, ao máximo, o tempo com sua pequena. “Agora a gente vai ao parque, ao shopping, faz piquenique e sempre brincamos de bola, casinha, esconde-esconde, boneca ou massinha”, conta a curitibana, que também janta em família e separa alguns minutos diariamente para ler com a filha. “Na hora de dormir, nós três sentamos na cama dela, contamos uma história da Bíblia, oramos e cantamos duas músicas que são tradição da nossa família”, afirma.

Foto: Arquivo Pessoal/Flávia Lamarques
Arquivo Pessoal/Flávia Lamarques

Esses momentos, de acordo com o casal, são essenciais para estreitar os laços em casa e ainda mostram à menina que ela é importante e pode confiar nos pais. “Claro que algumas vezes a Emanuela tem medo de falar o que fez, porque foi algo errado e terá consequências, mas conversamos e ela acaba falando”.

Além disso, todos se esforçam para controlar o uso dos aparelhos eletrônicos quando estão juntos e até aproveitam alguns momentos em frente da TV, por exemplo, para se aproximarem. “É o desenho ‘em família’, como ela mesma diz”, relata Flávia.

De acordo com Elenice, essa estratégia de usar a tecnologia a favor dos vínculos dentro de casa é excelente e também prova que os dispositivos da atualidade não precisam ser sempre vilões. “Basta usá-los de maneira correta, com um sentido e objetivo definido”, explica. “Assim, a hora de assistir a um filme, por exemplo, se tornará mais um momento de interação e união entre vocês”.

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