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Crédito: Bigstock.
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Comportamento

Como avaliar o desenvolvimento de uma criança pelos desenhos que ela faz

Aprenda a identificar a evolução cognitiva, fase por fase, observando as características dos traços no papel

Para as crianças, desenhar não é só um passatempo que as mantém entretidas, mas uma das formas mais importantes de se expressar na infância. Aos pais, as características do desenho podem servir como sinais para acompanhar o desenvolvimento cognitivo adequado em cada fase da vida. 

Confira abaixo quais são os elementos esperados em desenhos feitos por crianças que seguem o ritmo de desenvolvimento padrão. Os parâmetros constam na apostila sobre Aprendizagem e Neurodiversidade do Instituto ABCD, organização que trabalha com pesquisas sobre transtornos de aprendizagem.

1 a 2 anos de idade

Nessa idade a criança ainda não tem consciência de que o risco é a consequência de seu movimento com o lápis. Ela não olha para aquilo que faz, experimenta segurar o lápis de diferentes maneiras, às vezes com a mão esquerda, às vezes com a direita, e costuma movimentar o corpo todo enquanto faz o desenho. Faz linhas verticais ou horizontais bem abertas em movimentos de vai e vem.

A partir dos 2 anos

A criança descobre a relação entre o gesto que faz e o traço que aparece, e isso a alegra. Ela passa olhar o que faz e varia cores intencionalmente. Começa a fazer figuras fechadas, especialmente em formas circulares ou espiraladas.

A partir dos 3 anos

Passa mais tempo desenhando e tenta representar intencionalmente objetos que vê, distribui melhor os traços pelo papel, descreve verbalmente o que fez e anuncia o que fará. Passa a tentar representar a figura humana com imagens circulares associadas a linhas verticais. A cabeça dessas figuras geralmente é maior do que o restante do corpo.

Dos 4 aos 6 anos

Descobre a relação entre o desenho, o pensamento e a realidade. A representação da figura humana evolui, constando agora mais elementos e detalhes, como dedos e cabelo. Desenha vários objetos diferentes, soltos pelo papel, que nem sempre têm uma relação graficamente clara, mas podem ser subjetivamente relacionadas para a criança. A escolha das cores passa a ter relação com emoções vividas no momento.

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