Afetividade

Dependência emocional: por que acontece e quais os perigos

  • Por Equipe Sempre Família
  • 11/01/2017 14:03
  • Atualizado em 04/09/2020 às 18:28
A dependência emocional faz com que muitos permaneçam em relacionamentos conflituosos, até mesmo sob violência psicológica ou física.
A dependência emocional faz com que muitos permaneçam em relacionamentos conflituosos, até mesmo sob violência psicológica ou física.| Foto: Unsplash/Bruno Emmanuelle

O que acontece quando o afeto vivido entre o casal, a relação que começa amorosamente, se transforma em uma dependência afetiva, uma necessidade de estar com o outro para não nos sentirmos sozinhos ou fracassados em nossa vida social?

A dependência emocional é um tipo de apego excessivo a outra pessoa. Pode-se dar em qualquer relação humana, inclusive entre um casal. De fato, é aí que mais frequentemente acontece esse padrão de dependência. O site colombiano Hacer Familia publicou uma lista com as causas da dependência emocional e também com algumas dicas sobre como agir caso você perceba que está vivendo isso em seu relacionamento. Confira:

As causas

  1. A dependência surge da necessidade de ser amado. Mas se buscamos o que há por trás dessa necessidade, encontraremos uma baixa autoestima. Aquele que ama pouco a si mesmo necessita que os outros o amem para sentir-se digno de amor. Ter um parceiro é a maior prova, para si mesmo, de que se é digno de amor. O parceiro é alguém que não é da família de origem, que não teria motivo para me amar, mas que me ama porque escolheu isso. Não há nada de errado aí, exceto quando a própria aceitação de si mesmo se baseia nisso – é quando se verifica o problema.
  2. A dependência emocional se torna um labirinto, uma prisão da qual é difícil sair porque frequentemente é confundida com o amor verdadeiro que possamos ter pela outra pessoa. O amor deve se basear em uma escolha livre e não em uma necessidade de estima. Quando aparece a dependência emocional, em muitos casos o amor se destrói e as consequências são negativas para os dois.
  3. A dependência emocional se alimenta de convencionalismos sociais e culturais. Vivemos em uma sociedade que nos bombardeia com a ideia de que ter um parceiro é necessário para ser feliz. Quando se chega a certa idade, estar solteiro não é bem visto socialmente: ser um solteirão ou uma solteirona é sinônimo de fracasso. Socialmente insistem que ter um par é sinônimo de êxito e felicidade.

    Assim, a dependência emocional nos mantém em relações que não funcionam. Ela faz com que muitos permaneçam em relacionamentos que não lhes fazem felizes, o que gera um mal-estar emocional significativo. Além disso, contribui para a inércia diante de problemas como a violência física ou psicológica.

Como agir

  1. É muito importante mudar a nossa mentalidade e deixar de insistir com amigos ou parentes solteiros para que encontrem um parceiro.
  2. Os meios de comunicação têm um papel muito importante, transmitindo valores culturais e histórias de amor que não se baseiem na dependência.
  3. Cada um deve analisar os seus valores e princípios, aquelas crenças tão fortemente arraigadas a respeito dos relacionamentos. Se for o seu caso, reflita: por que você não consegue se aceitar sem ter um parceiro?
  4. Não se trata de nos separarmos do parceiro na primeira complicação, mas sim de aprender a reconhecer a dependência emocional e passar a amar sem depender.
  5. Porém, se reconhecemos que a relação em que estamos não nos faz bem, existindo alguma modalidade de violência psicológica ou física, é preciso reunir forças para dar um fim ao relacionamento.
Deixe sua opinião

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.