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Helloquence/Unsplash
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Educação dos filhos

Até onde ir? Como os pais podem apoiar o filho no momento de buscar o primeiro emprego

É preciso saber traçar uma linha e não fazer pelo filho ou filha aquilo que ele ou ela deve fazer por si

Todo mundo sabe que o papel dos pais na vida dos filhos não acaba no final da adolescência. Assim como o período da escolha de uma profissão, o momento de encontrar o primeiro emprego também pode contar com o apoio dos pais. Contudo, é preciso saber traçar uma linha e não fazer pelo filho ou filha aquilo que ele ou ela deve fazer por si. O Sempre Família conversou com o psicólogo Marcos Meier sobre o assunto e trouxe cinco dicas para os pais lidarem com esse tema.

1. Fale sobre o mundo do trabalho desde a infância

É possível falar sobre esse assunto com os filhos desde pequenos. “Quando o seu filho ajuda a lavar a louça, você pode dizer a ele: ‘Puxa, filho, você está lavando muito bem a louça, está organizando tudo bem direitinho no escorredor. Você vai se dar muito bem quando for trabalhar numa empresa’. Por que dizer isso? Porque ele vai começar a se imaginar num emprego lá na frente”, afirma Meier.

“Muitas crianças e adolescentes não fazem nenhum tipo de tarefa em casa e nem se imaginam trabalhando um dia”, observa o psicólogo. “É por isso que vemos vários casos de adultos que não se esforçam no trabalho e que na primeira pressão pedem demissão e ficam dependendo financeiramente da mamãe. Esse tipo de coisa não pode acontecer”.

2. Delegue responsabilidades e tarefas ao longo da infância e da adolescência

A realização de tarefas em casa, como lavar a louça, organizar o quarto, cuidar do cachorro e varrer a casa, faz toda a diferença na postura que o seu filho terá lá na frente, quando entrar no mercado de trabalho. “Um filho que realiza várias atividades domésticas e tem responsabilidade em casa vai se dar muito bem em seu emprego, porque já criou o hábito de trabalhar”, diz Meier.

Além disso, a responsabilidade por trabalhos domésticos o ensina a receber críticas. “Quando esse moleque entra num emprego, vai saber lidar com as críticas e aprender a dar o seu melhor”, afirma o psicólogo. “Mas se o filho é um folgado em casa, que não faz absolutamente nada, e os pais não sabem exigir responsabilidade, ele vai aprender que os adultos têm que servi-lo. Na primeira crítica que receber no trabalho, vai estourar e discutir com a pessoa que o critica”.

3. Não faça tudo: isso é fundamental para encorajá-lo

Na hora de buscar o primeiro emprego, o protagonismo precisar ser do filho. “A principal atitude dos pais neste momento é a de dar fortalecimento ao filho, aumentando a confiança dele”, diz Meier. Segundo o psicólogo, isso implica saber até onde ir.

“Não leve o filho pela mãozinha até a sala de entrevista. Essa atitude pode até trazer conforto a uma filha ou um filho inseguro, mas transmite uma mensagem de: não confio em você o suficiente e tenho medo de que você se desempenhe mal. No máximo, uma carona e acabou. O resto o filho deve fazer sozinho”, orienta Meier.

4. Ajude-o a buscar os meios mais adequados para obter uma vaga

É importante pesquisar bem sobre como conseguir o emprego desejado antes de começar a dar passos nesse sentido. “Tem muito adolescente por aí indo de empresa em empresa entregando currículo para o porteiro lá na entrada. Muitas vezes esse currículo nem chega aonde deve chegar. A maioria das empresas hoje em dia recebem os currículos por sistemas online”, lembra Meier. “Ajude-o a buscar os melhores caminhos, incentive-o a fazer isso e depois tchau – deixe ele agir por contra própria”.

5. Coloque-se à disposição para auxiliá-lo a fazer um bom currículo

O currículo é uma ferramenta essencial no processo de conquistar a vaga desejada. Por isso, ele merece atenção especial e não há nada de errado em ajudar o seu filho com isso, desde que o protagonismo permaneça com ele. “Você pode revisar o currículo do seu filho ou pedir a uma pessoa com competência para isso. Tem muita gente que não sabe fazer currículo e está mandando pela internet achando que está abafando”, diz Meier.

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