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Educação dos filhos

Ao ver filmes de super-heróis, crianças assimilam a violência, mas não o altruísmo, diz estudo

O entretenimento a que as crianças estão expostas é tão violento para essa idade que é difícil assimilar qualquer outra coisa.

Nos filmes, nos quadrinhos e nos desenhos, os super-heróis são os mocinhos, lutando contra os vilões para defender o mundo. É para ser algo bom quando o Super-Homem derrota uma ameaça monstruosa ou quando o Homem-Aranha usa a sua teia para prender um ladrão de banco. Porém, um novo estudo deve desapontar os pais que esperam que seus filhos aprendam a defender os indefesos assistindo a filmes de super-heróis: pesquisadores da Brigham Young University descobriram que as crianças que veem essas histórias assimilam a agressão, mas não o altruísmo.

O estudo, que envolveu 240 crianças e foi publicado no Journal of Abnormal Psychology, diz que crianças de quatro anos que assistem a uma luta em um filme lembram da violência, mas não do motivo pelo qual ela aconteceu.

O estudo mediu a agressividade perguntando aos pais de crianças de quatro anos a respeito de comportamentos como socos, chutes, beliscões e puxões de cabelo. Esses dados foram cruzados com a frequência de contato com filmes de super-heróis e com o quanto as crianças se identificavam com os personagens. Considerou-se ainda se a criança costumava agir em defesa de outras crianças, seja de modo agressivo, seja de modo não-agressivo – pedindo para que o agressor parasse de intimidar um amiguinho ou algo assim.

A conclusão foi que as crianças que assimilaram conteúdo sobre super-heróis eram mais agressivas, mas não eram mais propensas a defender outras crianças do que aquelas que não consumiam produtos de super-heróis.

Só 10% das crianças admiram seu herói favorito porque “ele salva as pessoas”

Os pesquisadores perceberam que, embora alguns pais demonstrem preocupação com a violência retratada nos filmes e desenhos, a maioria diz que gosta de super-heróis porque “ensinam meu filho a defender quem está em perigo e a ser bondoso”. “Mas não é isso que está acontecendo”, diz Sarah Coyne, a autora principal do estudo.

O estudo ainda ouviu as crianças a respeito do que elas acham dos super-heróis. Apenas 10% delas disseram que admiravam o seu herói favorito porque, entre outras coisas, “ele salva as pessoas”. 20% falaram de habilidades agressivas do herói: “Ele pode esmagar e destruir qualquer coisa sem se importar”, por exemplo. Uma criança disse que o Capitão América era o seu favorito porque “ele pode matar”. Os outros 70% falaram de habilidades neutras, como a força ou a capacidade de voar.

“Acredito que você possa falar da cultura de super-heróis com as crianças de um modo muito positivo”, diz Coyne. “Os super-heróis são defensores sob vários aspectos. Mas o entretenimento a que as crianças estão expostas é tão violento para essa idade que é difícil assimilar qualquer outra coisa”, afirma ela.

Não é a primeira vez que Coyne dirige um estudo sobre o impacto da cultura pop nos pequenos. Em 2016, ela guiou uma pesquisa que concluiu que meninas mais expostas a produtos das Princesas Disney eram mais propensas a se limitar a estereótipos.

Tanto nesse caso como no dos super-heróis, a sugestão da pesquisadora é que as crianças tenham contato com uma diversidade de atividades e produtos midiáticos, de forma que nenhum deles seja dominante. Basta que os super-heróis sejam mais um entre vários interesses. Coyne recomenda ainda que os pais conversem com as crianças sobre as mensagens que os filmes transmitem.

Com informações de Deseret News.

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