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A mãe enfrentou o diagnóstico sozinha. O pai sofreu a distância. A filha com Down foi a força dos dois

"Nós dois experimentamos algumas das coisas mais difíceis que já passamos, e fizemos isso separadamente. Mas agora estávamos juntos novamente e com aquele lindo presente em nossas mãos", disse a mãe

Muitas histórias de maternidade que contamos no Sempre Família são inspiradoras. A da norte-americana Hannah Lorain Seadschlag, de 26 anos, é certamente uma delas. Ela soube que estava grávida pouco antes de o marido Brian iniciar um treinamento intenso no exército dos Estados Unidos, que o deixaria incomunicável. Semanas depois do embarque dele, Hannah recebeu o resultado de alguns exames que diagnosticaram que seu bebê tinha síndrome de Down e se deu conta de que teria de passar por esse período sem o apoio do marido. Brian só retornaria rapidamente para casa no Natal daquele ano e definitivamente somente quando a criança já tivesse quatro meses de idade.

Quando Hannah recebeu o diagnóstico soube também que a gestação era de alto risco. Por isso, a recomendação médica foi de que ela abortasse, o que logo foi negado pela mãe. “Eu sangrei por cerca de 10 semanas e tive problemas de placenta”, disse Hannah em uma entrevista ao PopSugar. Não bastasse, com 20 semanas de gravidez em um novo exame, ela soube também que o bebê tinha problemas no coração. “Soube que ela tinha um buraco no coração e um dos ventrículos não estava se desenvolvendo. Fui mais uma vez encorajada a acabar com a minha gravidez por causa de tantas incógnitas”, lembrou Hannah.

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Sem o Brian por perto para dividir todos aquelas angústias, os meses que se seguiram até o Natal foram exaustivos para ela. Havia ainda a preocupação de como contar ao marido sobre o disgnóstico e toda a condição em que ela e o bebê se encontravam, sabendo que em breve ele retornaria e distante sofreria também. “Mas, quando chegou a hora, contei tudo o que aconteceu desde o dia em que ele deixou nossa casa. Primeiro falei sobre os problemas do coração de nosso filho e então expliquei sobre a síndrome de Down”, recordou. “Quando eu lhe dei a notícia, sua resposta foi tão doce, que foi como se tirasse um grande peso de minhas costas. Ele disse: ‘OK’, com uma grande tranquilidade. E eu lembrei a ele de que nosso filho não seria ‘normal’.  Neste momento Brian riu e me disse: ‘Bem, é claro que ela não será normal. Nenhum de nós é'”.

Após alguns meses, o filho tão esperado chegou ao mundo. Adaline nasceu forte e sem qualquer problema no coração. “Ele se curou no útero e, além de alguns problemas menores ao nascer, fomos abençoados com uma menina saudável”, disse Hannah, que ficou ainda uma semana com a filha na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda longe de Brian, as semanas que se seguiram foram intensas para as duas, mas olhando para trás, Hannah diz que elas foram de grande aprendizado sobre a maternidade.

“Meu conselho para qualquer mãe em uma situação semelhante é de que se permita sentir todos os sentimentos”, disse ela. “Chore quando precisar. Peça ajuda quando precisar. Se você tiver que ficar com raiva, fique. A maternidade faz com que você sinta coisas que você não sabia que podia. Não reprima seus sentimentos.” Sinta-os, reconheça o que eles são e siga em frente. Não deixe o medo roubar sua alegria”.

O retorno para casa e uma vida toda pela frente

Hannah e Adaline ainda esperaram mais quatro meses até que Brian finalmente saísse de seu treinamento e pudesse encontrá-las. “Esse momento será algo que eu nunca esquecerei. Ainda me lembro da maneira como o vento soprava naquela manhã e de como o sol brilhava no aeroporto. Mas também me lembro de me sentir assustada”, comentou Hannah.

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Fazia oito meses que o casal estivera junto e nesse tempo haviam se tornado duas pessoas bastante diferentes, segundo Hannah. “Nós dois experimentamos algumas das coisas mais difíceis que já passamos, e fizemos isso separadamente”. Mas agora que estavam juntos novamente e com aquele lindo presente em suas mãos, tudo foi curado. Não importava a condição de Adaline, ela era a perfeição para seus pais. “Olhamos para ela e vimos que era metade de nós. Metade de duas pessoas que realmente não se conheciam mais, mas que naquele momento relembraram seu amor um pelo outro”.

Os meses seguintes foram de adaptação do casal que tanto tempo ficou distante e da família que precisava compreender todas as nuances do cuidado com uma criança com síndrome de Down, mas também foram mágicos. “Ter seu marido afastado por tanto tempo muda você”, disse Hannah. “E é preciso muito trabalho, paciência e determinação para conhecer seu parceiro quando ele se torna mãe ou pai. Precisamos trabalhar muito por nossa família”.

 

Uma causa de vida

Hannah dirige um canal no Youtube, chamado “The Ups and Dows”, com outros pais que têm filhos com síndrome de Down. O objetivo é criar um espaço onde pessoas possam aprender sobre o assunto e compartilhem suas experiências. “Conhecer as famílias que estão passando pelo mesmo que vivi e ouvir que a vida de Adaline lhes dá esperança faz com que todos os dias ruins que passamos valham a pena”, finaliza.

 

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