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Pais e filhos

5 países que facilitam a conciliação entre trabalho e família

Muitos países já se deram conta de que a eficiência no trabalho não está relacionada a rigidez das regras e horários, mas sim na conciliação com as necessidades da vida familiar

Com a chegada dos filhos, uma grande preocupação bate à porta de muitas famílias: como conciliar o trabalho e a vida familiar? Ao mesmo tempo que o trabalho contribui para o bem e o sustento do lar, ele pode se tornar um empecilho no tempo necessário para o cuidado da família. E essa não é uma preocupação somente dos pais com filhos pequenos, mas também daquelas pessoas que precisam cuidar de um parente doente ou idoso, por exemplo.

Tanto uma esfera quanto a outra exigem muitas responsabilidades e a falta de políticas públicas que conciliem as duas realidades causa desgastes para os pais que, naturalmente, não só querem como precisam se dedicar bem às duas coisas.

Conciliação entre família e trabalho: uma pauta que precisa estar em foco

Um estudo realizado em 2001 na Universidade do Sul da Flórida revelou que a falta de medidas que favoreçam a conciliação entre trabalho e família gera nos trabalhadores um menor compromisso com a empresa, além da alta intenção de abandonar o trabalho. Trabalhadores com melhores possibilidades de conciliação, por outro lado, manifestavam justamente o contrário: maior compromisso com a empresa e menor intenção de deixar o emprego.

Entre as medidas mais comuns facilitadoras da relação trabalho-família estão as licenças-maternidade e paternidade (com garantia de estabilidade no trabalho), flexibilidade nos horários de trabalho e acesso a creches e instituições de ensino para os filhos. Mas muitos países levaram essas medidas a outros níveis e hoje veem o resultado positivo: trabalhadores eficientes e famílias felizes.

Noruega

Na Noruega, a licença-parental regulamentada por lei é de 46 semanas, que podem ser utilizadas tanto pela mãe quanto pelo pai, desde que o pai use pelo menos 12 semanas e a mãe 9. A remuneração para ambos permanece a mesma, mas também é possível tirar 56 semanas de licença recebendo 80% do salário. Além disso, nos três primeiros anos de vida da criança, as mães podem colocar os seus filhos na escola ou optar por ficar com eles casa. Se ela escolher a segunda opção, receberá o valor que o estado pagaria pela creche da criança (em torno de 5 mil euros por ano).

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A flexibilidade de horário também é uma realidade bem comum no país. Por trabalharem somente 7h30 por dia (o horário de almoço não passa de 30 minutos), o expediente normal termina por volta das 16h, o que facilita a logística com as crianças em atividades na escola e também fora, como cursos e treinos esportivos. O governo norueguês ainda concede às famílias uma ajuda econômica de 125 euros por filho até a maioridade. Se algum filho ficar hospitalizado, os pais recebem seis meses de licença remunerada. Ao longo do ano, também é possível tirar 20 dias (ao todo) para ficar com as crianças se estiverem doentes.

Suécia

A licença-maternidade na Suécia é de 240 dias e os pais podem tirar até 70 dias. Com medidas muito parecidas com as da Noruega, a Suécia é um dos países que mais facilitam a conciliação trabalho-família. Com horários de trabalho flexíveis, os suecos chegam até mesmo a olhar com maus olhos os pais que vão para o trabalho enquanto o filho está doente em casa. O país também oferece licença remunerada por doença na família.

Dinamarca

Na Dinamarca, a licença-parental também é partilhada. Nas duas primeiras semanas após o nascimento do bebê, os pais são incentivados a ficarem juntos em casa com o filho. Depois disso, eles têm cerca de oito meses que podem dividir como quiserem.

Portugal

Assim como no Brasil, a licença-maternidade em Portugal é de 120 dias. A licença-paternidade, porém, é de 35 dias. O regime de horário flexível também está disponível no país para pais com filhos menores de 12 anos ou com alguma deficiência ou doença crônica. Prevista no Código de Trabalho português, a medida dá ao trabalhador a opção de escolher os horários de início e fim de seu trabalho diário.

Polônia

Com licenças remuneradas de 140 dias para as mães e 14 para os pais, nos últimos anos a Polônia implementou uma medida de conciliação trabalho-família que também visa combater a crise de natalidade. O país oferece 500 zloty por mês – o equivalente a 115 euros – às famílias com, pelo menos, dois filhos. Desta forma, as despesas com cada filho ficam reduzidas à metade. Outra iniciativa polonesa foi a eliminação gradativa do comércio aos domingos para que os pais passem mais tempo com suas famílias.

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