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Setembro Amarelo: “termômetro das emoções” combate ansiedade e depressão entre alunos de universidade

Ao entrar em sala de aula, os alunos têm a oportunidade de colocar em um recipiente uma bolinha colorida que represente seu sentimento naquele momento

Cada estudante encara a rotina da vida universitária à sua maneira. Alguns tiram esse novo desafio de letra, mas outros carregam dificuldades específicas durante toda essa jornada. Por isso, o Centro Acadêmico de Psicologia do câmpus Londrina, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desenvolveu o “termômetro das emoções” – um projeto que pretende ajudar os recém-ingressos e até mesmo os veteranos a encontrar meios de superação de dificuldades como a ansiedade e a depressão, de forma lúdica.

Nossas convicções: a dignidade da pessoa humana

Todas as turmas do campus já aderiram à causa. “Durante esse mês, alunos e professores devem participar dessa iniciativa. O termômetro das emoções terá a principal função de medir o nível de alegria e tristeza no ambiente educacional”, explica Marcos Garcia, coordenador do curso de Psicologia. Segundo ele, conforme os dados forem coletados, algumas ações serão criadas pela comunidade estudantil e  desenvolvidas ao longo do ano. “O projeto nasceu para conscientizar os alunos sobre a campanha de prevenção ao suicídio, ‘Setembro Amarelo'”, diz.

Ainda que seja um tabu, para Garcia esse assunto é extremamente necessário, porque as pessoas precisam expressar seus sentimentos. “Só assim elas vão reconhecer as próprias emoções”, diz. E em pouco tempo de aplicação o projeto já conquistou os alunos. “O autoconhecimento é fundamental. Nada promove no dia a dia a ideia de você parar e se auto avaliar e olhar para si é muito difícil. Por isso, o termômetro força as pessoas a parar e refletir sobre seus sentimentos”, considera.

Como funciona o termômetro das emoções

Quando o aluno chega à sala de aula tem a oportunidade de depositar no recipiente criado pela aluna de psicologia Mariana Zagui, uma bolinha colorida que corresponde ao seu sentimento naquele momento. Para a felicidade a cor é a amarela; para a ansiedade, a vermelha; já para a apatia a cor é a roxa; a tranquilidade é representada pela verde e, por fim, a tristeza é azul.

O afeto como arma de combate ao suicídio entre jovens

O feedback da ação é imediatamente dado pelo professor e pelos colegas. E de acordo com Garcia, a cor vermelha costuma predominar dentre todas as emoções, desde que projeto começou. “No fim das aulas recolhemos os termômetros distribuídos nas salas e realizamos a contagem de quantas bolinhas foram colocadas para cada sentimento“, diz Thais Donaton, uma das alunas envolvidas no projeto.

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A londrinense, que está no oitavo período do curso, espera ajudar muita gente com o projeto. “Acredito que o termômetro das emoções tem potencial de ser a principal estratégia para os estudantes reconhecerem e buscarem ajuda especializada”.

“Era um dever do curso de psicologia colocar em prática, dentro da universidade, aquilo que ensinamos aos alunos, que é cuidar do outro e respeitar a vida”, reitera Garcia. Na universidade já existe, por exemplo, uma oficina semanal de relaxamento, que integra uma das ações do PUC Empática. “Essa é apenas uma das práticas de humanização que acontece dentro da instituição. Agora, o termômetro das emoções se tornou mais um aliado para manter os alunos engajados e conscientes”, finaliza o psicólogo.

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