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Entretenimento

Sete famílias inesquecíveis do cinema

 O cinema vive retratando situações familiares, mas algumas histórias de pais e filhos se destacam e conquistam o gosto popular por décadas. Relembre algumas.

 

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Família von Trapp (A Noviça Rebelde, 1965)

Em 1938, os sete filhos do viúvo capitão von Trapp, um oficial da marinha, recebem Maria (Julie Andrews), uma jovem que estuda para se tornar freira e é enviada por suas superioras para trabalhar temporariamente como governanta na casa dos Trapp. Acontece que Maria conquista todos com sua bondade, paciência e musicalidade. O capitão apaixona-se por ela, os dois casam-se e, como família, enfrentam juntos o drama da ocupação nazista em sua terra, a Áustria. O filme, lançado em 1965, foi inspirado no livro de memórias The Story of the Trapp Family Singers, escrito pela verdadeira Maria von Trapp.

Os Trapp exemplificam muito bem a falta que a figura materna pode fazer a uma família. A chegada da amável Maria é uma novidade singela que transforma o coração do capitão e a rotina dos filhos, até então educados na mais rígida disciplina militar.

 

 

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Família Pêra (Os Incríveis, 2004)

Nos tempos de glória dos super-heróis, quando eles salvavam o mundo todos os dias e eram adorados pelo público, o Senhor Incrível (Beto Pêra) e a Mulher-Elástico (Helena Pêra) se casaram. Anos depois, uma crise envolvendo os prejuízos causados pelos super-heróis fez com que todos eles saíssem da ativa e se misturassem à população comum. É nesse mundo que Beto e Helena Pêra tentam criar seus três filhos, Flecha, Violeta e Zezé – todos dotados de superpoderes. No entanto, toda a aparente normalidade na vida da família muda quando um antigo e amargurado fã do Senhor Incrível resolve eliminar todos os heróis do passado.

A família Pêra vive diversas situações muito comuns no dia a dia de muitas famílias atuais, como a dificuldade em superar a timidez da adolescente Violeta, o ciúme da Mulher-Elástico, a crise de meia idade do Sr. Incrível etc. A mensagem final mostra como uma família unida é capaz de superar muitos desafios, desde inimigos perversos até dramas emocionais.

 

 

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Família Baker (Doze é Demais, 2003)

A família Baker do filme Doze é Demais é inspirada numa família real, retratada no livro Cheaper by the Dozen (A Dúzia é Mais Barato), de Frank B. Gilbreth Jr. e Ernestine Gilbreth Carey, no qual contam as múltiplas aventuras e dramas de se ter doze filhos. A família ganhou vida nos cinemas no formato de comédia e teve Steve Martin no papel de pai da família. A história mostra que ele e sua esposa, desde que se casaram, sonhavam com uma família grande, de oito filhos. Mas o destino lhes preparou algumas surpresas e esse número subiu para doze.

Nos cinemas, a família Baker ajuda a desmontar a ideia de que filhos são problemas e que, portanto, “quanto menos melhor”. Embora uma família grande tenha implicações – por exemplo, no conforto que se pode oferecer –, a chegada de cada novo filho resulta na multiplicação do afeto, da ajuda mútua e do sentimento de união entre os irmãos. Naturalmente, impõe também um desafio aos pais: amar todos os filhos e tratá-los com o mesmo carinho, independentemente de suas personalidades.

 

 

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Família North-Beardsley (Os Seus, os Meus, os Nossos, 2005)

Consegue imaginar uma família com 18 filhos? Pois é o que acontece quando Frank Beardsley (Dennis Quaid) e Helen North (Rene Russo) resolvem se casar, 30 anos depois de terem namorado. Ambos são viúvos. Ele teve oito filhos. Ela, dez. O grande desafio retratado no filme é fazer com que grupos muito diferentes de crianças e adolescentes sejam capazes de conviver em paz. Enquanto os filhos de Frank são disciplinados e ordeiros, a turma de Helen não quer saber de regras. O casal tem de usar a criatividade para fazer todos trabalharem (e viverem) juntos, como família.

 

 

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Família do Rei Leão (O Rei Leão, 1994 e O Rei Leão 2, 1998)

Se considerado o segundo filme, o sucesso da Disney nos anos 90 mostra três gerações de uma mesma família de leões. No primeiro e mais famoso dos filmes a mensagem do “ciclo sem fim” é mais evidente, mas em todos eles constam referências às tradições, costumes e responsabilidades passados de pai para filho, bem como o delicado tema da morte de um ente querido.

A árvore genealógica começa com o rei Mufasa, pai de Simba, que por sua vez casa-se com a amiga de infância, Nala. Dessa união nasce Kiara, a herdeira da Pedra do Rei, que acaba se envolvendo com Kovu, parente de Scar, irmão de Mufasa.

 

 

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Famílias Flintstone e Rubble (Os Flintstones, 1994)

A família pré-histórica que fez a alegria de gerações com os desenhos animados da Hanna-Barbera ganhou uma versão cinematográfica em 1994. Com um enredo relativamente fiel ao dos desenhos, o filme tem o mérito de passar uma mensagem bastante positiva sobre o valor da amizade entre famílias, no caso, os Flintstones e os Rubbles.

No enredo, o ingênuo Fred Flintstone, que trabalha junto com seu amigo Barney Rubble numa pedreira, é usado como bode expiatório numa fraude envolvendo a empresa em que trabalha. A situação deixa Fred temporariamente rico, o que o faz mudar de comportamento e se afastar de Barney. Acompanham a tudo isso as esposas Vilma Flintstone e Betty Rubble, além dos pequenos Pedrita Flintstone e Bambam Rubble. No fim, as famílias precisam exercitar sua humildade, pedir perdão e se unir novamente para saírem da confusão na qual todos acabam envolvidos.

 

 

'The Addams Family'

Família Addams (A Família Addams, 1991)

Os personagens criados na década de 30 pelo cartunista norte-americano Charles Addams estrearam em tirinhas publicadas em revistas e jornais. No decorrer dos anos, o sucesso da família que conseguia ser sinistra e hilária ao mesmo tempo só cresceu. Ganhou uma série de tevê nos anos 60 e o primeiro filme em 1991, com astros como Raul Júlia e Angelica Houston nos papéis de Gomez e Mortícia Addams, o casal da família. Viviam também na mansão Addams o Tio Fester (ou Tio Chico), a Vovó (cujo nome não é mencionado), os irmãos Pugsley e Wednesday, o mordomo Lurch, o primo It e uma mão desmembrada do corpo, chamada apenas de “mãozinha” em algumas versões.

Embora “estranhos” seja o adjetivo mínimo a ser usado para os Addams, o amor entre Mortícia e Gomez é inabalável, e, ao seu modo, todos na casa se tratam com o carinho típico de famílias felizes.

 

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