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Veja quando os inchaços preocupam no pós-parto e podem indicar trombose

  • Por Adriano Justino
  • 12/01/2021 09:50
Vômitos não são preocupantes, mas inchaços merecem atenção, principalmente se forem em um membro só.
Vômitos não são preocupantes, mas inchaços merecem atenção, principalmente se forem em um membro só.| Foto: Unsplash

Se é no começo da gravidez que os vômitos ocorrem com maior frequência, é mais ao fim dela que os inchaços aparecem com intensidade. Só que ambos podem permanecer após o nascimento do bebê. Mas quando inchaços e vômitos são problemáticos neste período?

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Apesar de serem muito comuns após o parto, os inchaços não podem ser considerados uma patologia, e algumas mulheres os terão mais, outras menos, diz Roseli Nomura, membro da Comissão Nacional Especializada em assistência ao abortamento, parto e puerpério da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

“Em geral eles desaparecem em de três a quatro semanas após o parto e são decorrentes de um reequilíbrio da dinâmica dos fluidos corporais: há um maior acúmulo de água no tecido que a gente chama extravacular, mas que não é um problema, a não ser haja alguma doença pré-existente”, diz.

Os inchaços preocupam neste período quando muito intensos, localizados em apenas um membro, ou quando apresentam vermelhidão e dor, diz a ginecologista e obstetra Mariana Drechmer Romanowski, do Hospital Santa Cruz. “Isso levanta a suspeita de trombose e deve ser investigado, especialmente no período de puerpério, seis semanas após o parto”, diz ela.

Se a mulher tiver uma doença no coração, aí o inchaço vai ser sim um problema importante, podendo significar até uma propensão à trombose. “Um inchaço em uma das pernas somente é muito grave, então tudo depende de cada caso”, diz Roseli.

Vômitos persistentes

Após o parto, os vômitos não são comuns, apenas em mulheres que passaram por uma cesariana mais complicada. “Raramente eles persistem, e quando persistem pode significar algum problema como uma gastrite, ou pelo uso de algum medicamento ou uma alimentação que não foi bem aceita, mas não caracteriza uma patologia específica”, diz Roseli.

Segundo Mariana, quando há vômitos é preciso analisar a hidratação da mãe, se a parte dos eletrólitos está normal. “Em casos muito graves pode-se pensar em questões cerebrais. Um edema cerebral pode fazer vômito, infecção de meningite, paciente que teve analgesia, anestesia nas costas, por exemplo, mas é menos comum. E essas são alterações geralmente mais próximas no pós-parto, mais imediato”, diz ela.

Coração acelerado

Batimentos mais rápidos do coração podem indicar algo também nessa fase após o nascimento do bebê, mas principalmente que a mãe pode estar hipotensa ou desidratada e ainda indicar ou estado de ansiedade, ou mesmo de privação de sono, diz Mariana. Se esta batedeira for esporádica, diz Roseli, não é um problema, mas se for persistente e frequente, podem representar alguma complicação. “Se a pessoa cada dia tem uma arritmia cardíaca aí precisa procurar uma assistência médica para uma avaliação”, diz ela.

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