Proteção contra variantes

CDC americano indica que usar duas máscaras reduz 96,5% a transmissão do coronavírus

    • Equipe Sempre Família com Estadão Conteúdo
    • 10/02/2021 16:06
    Novas recomendações do órgão norte-americano visam aumentar a proteção contra a disseminação do coronavírus e as variantes
    Novas recomendações do órgão norte-americano visam aumentar a proteção contra a disseminação do coronavírus e as variantes| Foto: Bigstock

    O Centro de Controle de Doenças nos Estados Unidos, sigla CDC em inglês, atualizou as recomendações sobre o uso da máscara contra a disseminação do coronavírus – e das variantes – nesta quarta-feira (10). Com base nos resultados de um estudo do instituto, o uso de duas máscaras, uma de polipropileno e outra com tecido tradicional por cima, ainda que uma das pessoas esteja contaminada, reduz o risco de transmissão do vírus em 96,5%.

    Efeito importante também foi visto entre pessoas que usam apenas uma máscara, desde que ela esteja bem ajustada ao rosto, sem escapes de ar pelas laterais ou nas partes superiores e inferiores do item. Neste caso, a proteção é de 40%, de acordo com informações do canal de notícias norte-americano CNBC.

    Se apenas uma pessoa estiver usando duas máscaras, os itens bloqueiam cerca de 80% das partículas. O benefício aumenta de acordo com a quantidade de pessoas que adotam esses cuidados. Os achados foram divulgados pela diretora do CDC Rochelle P. Walensky durante uma coletiva da Casa Branca nesta quarta-feira (10), de acordo com informações do jornal The New York Times.

    No site, o órgão atualizou as recomendações para que as pessoas optem por modelos de máscaras com múltiplas camadas ou duas máscaras – uma de polipropileno, como os itens descartáveis, e outra de tecido, por cima.

    "A segunda máscara deve pressionar as bordas da máscara interna contra a sua face. Confirme se você pode ver e respirar facilmente", destacam os profissionais do CDC na publicação.

    Siga o Sempre Família no Instagram!

    Orientações

    O CDC também traz uma lista de o que fazer, e o que não fazer, com relação ao item de proteção:

    Fazer:

    • Escolha uma máscara que forneça um ajuste ao nariz, com um suporte em metal;
    • Esses ajustes em metal previnem que o ar saia pelo topo da máscara;
    • Ao usar uma máscara descartável ou de pano, inclua um adaptador que deixe o item bem ajustado ao rosto;
    • Confirme se a máscara está bem ajustada ao nariz, ao redor da boca e no queixo;
    • Procure por escapes de ar colocando as mãos ao redor das bordas da máscara;
    • Certifique-se que o ar não está entrando pela área superior da máscara ou pelas laterais;
    • Se a máscara estiver bem ajustada, você sentirá um ar morno vindo da frente do item, e verá o material da máscara enchendo e desinflando, conforme a respiração.

    Não fazer:

    • Não use duas máscaras descartáveis em conjunto. Máscaras descartáveis não se ajustam de forma justa ao rosto, e usar mais de uma não vai melhorar o ajuste;
    • Não use uma máscara N95, ou PFF2 (itens profissionais), com outras máscaras. Usar apenas uma N95/PFF2 é suficiente.

    Proteção contra as variantes

    Durante a coletiva desta quarta-feira, a diretora do CDC, Rochelle Walensky, disse que os estudos realizados pelo instituto comprovaram a maior eficácia do uso de máscaras sobrepostas contra as variantes do vírus. "As máscaras funcionam melhor quando têm um bom ajuste e são usadas corretamente", afirmou a cientista.

    Conselheiro de saúde do governo Joe Biden, o infectologista Anthony Fauci, que também participou da coletiva, disse que a variante britânica é a que mais preocupa. Ele ponderou, contudo, que as vacinas que já estão sendo administradas nos Estados Unidos são eficazes contra essas novas cepas do coronavírus. O país já autorizou o uso emergencial do imunizante da Moderna e do desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech.

    De acordo com Walensky, entre 1% e 4% dos casos de coronavírus no país são decorrentes da variante britânica. Na estimativa de Fauci, a mutação identificada no Reino Unido se tornará dominante em território americano no final de março.

    Walensky disse que o número de novos casos, mortes e hospitalizações por Covid-19 continuou a diminuir nos últimos sete dias, mas ainda é "muito alto". Ela defendeu que não é hora de retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais como o transporte público.

    O coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia, Jeff Zients por sua vez, reforçou que o governo continua tomando medidas para aumentar o fornecimento de vacinas, principalmente para farmácias e centros comunitários.

    Deixe sua opinião

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.