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Pais e filhos

Pedir perdão aos filhos não é fraqueza e fortalece a relação familiar

O ato de pedir perdão estreita os laços familiares e aumenta ainda mais a confiança que a criança tem nos pais

Basta o filho levantar a voz ou brigar com o irmãozinho para que os pais ordenem que ele peça desculpas. Essa atitude é importante para o desenvolvimento emocional da criança e a prepara, desde cedo, para os conflitos que enfrentará no futuro. No entanto, é difícil ensinar o filho a ser perdoador se os pais não fazem isso em casa. “Crianças aprendem com tudo que observam. Isso inclui palavras, ações e também a falta delas”, afirma a psicóloga Svitlana Samoylenko.

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Por isso, segundo a especialista, é necessário que pai e mãe também peçam perdão aos filhos quando reagirem com raiva, prometerem algo e não cumprirem, se atrasarem para buscá-los na escola ou derem mau exemplo de alguma forma. “É essencial que os filhos saibam dizer ‘me perdoe’ e ‘eu te perdoo’, mas somente vão aprender isso ouvindo e falando”, pontua a especialista.

Além de ajudar no aprendizado, o ato de pedir perdão também estreita laços familiares e aumenta ainda mais a confiança que a criança tem nos pais. “Percebi isso de forma muito forte porque, depois que pedi desculpa à minha filha de sete anos, ficamos mais próximos”, relata o contador Adelino Venancio, de 40 anos.

O perdão deve ser expressado com palavras. Foto: Pixabay
O perdão deve ser expressado com palavras. Foto: Pixabay

Morador de Curitiba, ele estava em um evento com a família em maio deste ano quando perdeu a paciência com a menina. “A Livia começou a brigar com o irmão mais novo por causa de lugar e eu fui bem duro com ela”, conta o pai, que viu as lágrimas da garota e percebeu que havia exagerado. “Aquilo partiu meu coração. Então, assim que chegamos em casa, nós conversamos e eu pedi perdão. Ela me deu um abraço, um beijo e falou que me amava”.

De acordo com a psicóloga Svitlana, essa atitude fortalece as relações familiares e é fundamental para a saúde emocional da criança. Portanto, precisa ocorrer sempre que os pais perceberem que “pisaram na bola”. “Nós erramos frequentemente, não é verdade? Então, por que não aproveitamos cada um desses erros para, junto com nossos filhos, aprendermos a pedir e dar perdão?”, sugere.

“É essencial que os filhos saibam dizer ‘me perdoe’ e ‘eu te perdoo’, mas somente vão aprender isso ouvindo e falando”.

Sem medo de assumir os erros

O problema é que nem todos têm facilidade para assumir suas falhas e alguns pais acreditam que precisam ser perfeitos em tudo. “Consequentemente, acham que não podem errar ou assumir seus erros”, aponta a especialista, que também vê adultos darem presentes ou tomarem atitudes como limpar o quarto dos filhos como forma de pedir perdão sem a necessidade de conversar. “Fazer algo bom aos filhos é sempre bem-vindo, mas expressar o pedido de perdão em palavras faz parte do processo de aprendizagem sem deixar dúvidas”, afirma.

Outros adultos ainda enxergam o ato de perdoar como sinônimo de fraqueza e muitos apresentam dificuldade de expressar esse sentimento devido a traumas que carregam da infância. “Talvez alguém nunca pediu perdão por um mal que lhe fez e ele guarde essa mágoa ou rancor”, aponta a terapeuta.

Para esses casos, Svitlana orienta o indivíduo a procurar ajuda e corrigir esse problema antes que a mesma dificuldade seja transmitida aos filhos. “Reflita profundamente sobre os ‘porquês’ daquilo, leia livros, busque informações e procure ajuda profissional, se precisar”. Depois de obter o perdão que procura, a pessoa poderá praticar a mesma atitude no ambiente familiar, “rompendo a cadeia de mágoa e garantindo que a próxima geração viva livre dela”.

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Isso também vale para quem não têm mais os filhos dentro de casa, como a secretária escolar aposentada Creusa Lima da Costa. Ao descobrir que o filho de 27 anos a culpava pelos fracassos e problemas emocionais devido à maneira que foi educado na infância, ela sentou com ele e pediu perdão. “Eu pensava que estava fazendo o melhor, então ele me perdoou e nossa relação agora é maravilhosa”, garante a paranaense, que percebeu grande diferença na relação familiar e incentiva outros pais a tomarem a mesma decisão.

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