Além de observar localização e espaço, o imóvel deve ser adequado à idade dos moradores, principalmente no caso de crianças e idosos.| Foto: Bigstock
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Ao iniciar a busca por um imóvel, é comum pensar no valor que a família tem para investir, no número de quartos que a residência precisa oferecer e também na localização ideal – próxima da escola em que os filhos serão matriculados e também com fácil acesso para o trabalho. No entanto, esses não são os únicos fatores que precisam ser observados na hora da compra.

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De acordo com o consultor de imóveis Nilson Lopes de Araújo, que atua há 40 anos no setor imobiliário, aspectos como a idade dos membros da família também devem ser levados em consideração no momento da escolha, pois isso influenciará na segurança e bem-estar dos moradores. “Se tiver um idoso na família, por exemplo, será necessário evitar escadas ou procurar um imóvel com quarto na parte de baixo”, alerta o especialista, ao citar também adaptações que facilitam a mobilidade, como instalação de rampas de acesso ou elevador.

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Só que essa preocupação precisa existir bem antes de o indivíduo apresentar dificuldades de locomoção. Segundo o médico especialista em saúde do idoso, Gilberto Berguio Martin, pessoas na faixa etária dos 50 anos que estão procurando imóveis já precisam ter esse cuidado. “Afinal, em 10 ou 15 anos, eles também estarão envelhecidos e perderão funcionalidade muscular devido à idade”, afirma. Por isso, “devem pensar, desde já, na prevenção de uma queda, que é o pior desfecho para a saúde da pessoa idosa”, alerta o geriatra.

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Famílias com crianças

Também é importante levar em consideração a idade dos filhos, pois os universitários morarão por pouco tempo com seus pais, enquanto as crianças precisarão de espaço por muitos anos e terão energia de sobra para gastar. “Então, quem tem filhos pequenos deve procurar um imóvel com algum local para atividades de lazer”, orienta a pediatra Bianca Cesário Cavichiollo. “E o que sempre indico é o contato com a natureza”.

Nesses casos, a família pode optar por uma residência com quintal, uma chácara ou por condomínios com área comum. “Com certeza, a criança se beneficiará muito das atividades ao ar livre!”, garante a médica, ao reforçar a necessidade de o espaço oferecer segurança. “Prefira uma casa sem muitas escadas, sem sacadas abertas e sem lajes altas, onde a criança possa subir e cair”, alerta. “Ah! E se tiver piscina, ela deve estar coberta ou cercada”.

Para completar os cuidados, o corretor de imóveis Nilson Lopes cita a importância de observar a posição da residência – para saber se ela receberá luz solar pela manhã ou à tarde – e também a tranquilidade da região escolhida, que pode ser verificada conversando com futuros vizinhos. “E, claro, tenha em mente o valor que você quer investir e mais de uma opção de bairro, pois isso aumenta a quantidade de imóveis disponíveis para sua família”.