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Religião

Padre Fábio de Melo pede “menos Deus” e causa revolta no Twitter

Depois das reações, o sacerdote tentou se explicar dizendo que a expressão estava “contextualizada”

Um tuíte do padre Fábio de Melo causou polêmica ontem. “Menos Deus e mais responsabilidades humanas. Este é o eixo de coerência para a maturidade da fé”, escreveu o sacerdote de manhã. O post recebeu quase 5 mil curtidas e foi retuitado 3 mil vezes.

Antes disso, tinha começado o assunto em dois outros tuítes, dizendo: “O perigo de em tudo ver a ação divina é perder a clareza dos desejos desordenados que nutrimos, atribuindo a Deus o resultado dos excessos. Uma linguagem predominantemente religiosa pode servir de esconderijo para os que não pretendem esclarecer suas reais intenções”.

Ainda antes, perto da meia-noite e meia, o padre havia tuitado: “No Oriente Médio, há excesso de Deus, por exemplo. O que falta é humanismo, solidariedade, respeito e amor às questões humanas”. O tuíte, porém, parece ter sido apagado.

Reações

O tuíte gerou reações de aprovação e de desaprovação. Muitos seguidores questionaram a ambiguidade do discurso do padre cantor. Mesmo concordando com a sua intenção, muitas pessoas consideraram a expressão inapropriada.

A usuária @allanacsd, por exemplo, tuitou: “Daria pra falar perfeitamente, não culpe Deus por suas falhas, não fique esperando somente por Deus. Agora falar menos Deus?”

Boa parte das pessoas que comentaram o tuíte destacaram a ligação entre a fé verdadeira e a responsabilidade humana. Dentro dessa linha de argumentação, o usuário @adreanu questionou: “Por que não ‘mais Deus e mais responsabilidades humanas’ se Deus ensina a ser responsável?”

Na tarde do mesmo dia, o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, conhecido nas redes sociais, postou no seu perfil no Facebook: “Mais Deus, sempre! Menos desequilíbrio!” O post teve mais de 2 mil curtidas.

Explicações

Pouco mais de duas horas depois do tuíte, quando sua afirmação já tinha gerado bastante repercussão, padre Fábio passou a se explicar melhor: “Menos Deus e mais responsabilidades humanas é igual a: não fuja do que lhe diz respeito, não jogue sobre Deus a mudança que só você pode fazer”.

“A expressão ‘menos Deus’ está contextualizada. Ela se refere ao escudo que Dele fazemos para justificar nossas negligências humanas”, justificou-se o padre, que pouco depois ironizou: “Precisamos demorar mais na interpretação de um texto. Ajuda a passar no Enem, por exemplo”.

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50 Comentários
  1. BÍBLIA: O LIVRO DO QUAL NADA SE SABE
    Título provocatório? Nem pensar.
    O seguinte artigo é parte duma conferência de Mauro Biglino que, como sabemos, é um académico especializado na tradução do antigo hebraico. Sabemos também como o termo Elohim (que na Bíblia é utilizado para indicar “Deus”) seja na verdade um pronome substantivo singular ou plural, dependendo o sentido do verbo e/ou do adjectivo que seguem.

    Mas vamos além disso.
    É possível escrever um livro de receitas para fazer o pão, livro no qual não existem os termos “Farinha”, “Água” e “Amassar”? Complicado, não é? A resposta é “Não”, não podemos escrever um livro de receitas de pão sem utilizar aqueles termos. Mas isso é exactamente o que acontece no Antigo Testamento (de seguida: A.T.).

    O idioma no qual foi escrito o A.T. não tem o termo “Deus”. Não tem o termo “Eternidade”. Não tem o verbo “Criar”. Este é o dado do qual partimos. E visto que não é possível escrever um livro nestas condições, a lógica consequência é que a Bíblia não fala de Deus. Pronto, seria possível acabar aqui porque no antigo hebraico não existem os termos Deus, Eternidade ou Criação: portanto é impossível que a Bíblia fale de Deus.

    Mas vamos fazer um esforço: se os termos citados não existem, como é que a Bíblia sempre foi considerada qual livro sagrado, inspirado directamente por Deus? A resposta é: fantasia teológica. Com a Bíblia podemos só “fazer de conta que…”.

    “Deus”
    Na Bíblia original o termo “Deus” não existe. Não é uma afirmação feita por um possuído, é a afirmação da exegese hebraica (exegese, em âmbito filológico, é uma explicação ou interpretação crítica de um texto, particularmente de um texto religioso): no antigo hebraico não existe um único termo que signifique ou exprima o conceito de “Deus”. Se num idioma não existe o termo “Deus” é porque não existe o conceito de Deus: cada palavra é a elaboração dum conceito pré-existente. Nada de palavra “Deus”? = Nada de conceito de Deus. E vice-versa. Muito simples. Esta não é uma questão de interpretação, este é um facto, perguntem a qualquer linguista.

    “Eternidade”
    Peguem num qualquer dicionário de hebraico e aramaico bíblicos, como por exemplo aquele da Sociedade Bíblica Britânica (página 304) e procurem o termo olam, que na Bíblia é sempre traduzido como “Eternidade”: no referido dicionário, a primeira coisa escrita é “Não traduzir como eternidade”. Olam é um tempo “muito comprido” mas não eterno. Por qual razão a Bíblia traduz sempre olam com “eternidade”?

    “Criação”
    É possível encontrar em rede estudos conceituados no qual é afirmado que na Bíblia não existe nenhum Deus criador. A razão? Bara, termo do antigo hebraico que a Bíblia traduz como “criação”, indica mais simplesmente “intervir numa situação já existente para modifica-la”. Procurem o rabino Edward Greenstein, Professor Bíblico na Universidade de Tel Aviv, na Universidade Bar-Ilan e na Jewish Publications Society de New York (onde são admitidos só rabinos, sendo a instituição o topo mundial das publicações de estudos teológicos hebraicos): Greenstein escreve que “a história do primeiro capítulo da Génesis é na realidade uma sucessão de divisões”. A Génesis não fala de “criação” mas de “divisões” operadas pelos tais Elohim com o fim de tornar uma situação preexistente algo mais idóneo do ponto de vista das suas necessidades. Nenhum filólogo traduz bara com “criar”: essa é uma tradução sucessiva, introduzida por necessidades teológicas.

    Resumindo: na Bíblia não há o conceito de Deus, falta o conceito de Eternidade e nunca se fala duma Criação. O A.T. não fala da origem do Universo, não fala dum Deus criador, nem fala dum Deus.
    Este é um facto.
    Quem escreveu a Bíblia?

    O Profeta Isaías
    A Bíblia é um livro (melhor: um conjunto de livros) do qual sabemos praticamente nada. Os autores?

    Foram dezenas de indivíduos dos quais, outra vez, nada sabemos. Alguém, numa determinada altura, decidiu reunir uma série de escritos e tradições orais para criar o cânone bíblico, o conjunto de 46 livros considerados pela Igreja Católica como verdadeiros.

    Os Protestantes têm 39 livros “verdadeiros”. Os hebraicos têm também 39 livros. Os cristãos coptas têm 39 livros (que são os mesmos dos hebraicos) mais outros que não são considerados “verdadeiros” nem pelos hebraicos nem pelos outros cristãos. Os Samaritanos têm 6 livros “verdadeiros”, os outros são considerados como falsos.

    Na prática, os livros “verdadeiros” dependem do lugar onde nascemos.

    Mas voltemos aos autores. Os primeiros 5 livros que formam o Pentateuco, tradicionalmente atribuídos à Moisés, foram escritos depois do exílio babilonês, portanto no V século a.C.. Isso significa, no mínimo, 7 séculos depois de Moisés. 700 anos. Imaginem escrever hoje um livro acerca de vida e obras dum indivíduo que viveu na altura em que a América nem tinha sido descoberta pelos Europeus.

    E mais: no tempo de Moisés o idioma hebraico não existia. A primeira prova da língua hebraica antiga é do X século a.C. e é composta por um alfabeto proto-hebraico encontrado no sitio de Tel Satia. Ou seja: pelo menos 300 anos depois de Moisés.
    Mesmo assim, vamos tentar perceber algo acerca dos autores da Bíblia.
    Pegamos no Livro de Isaías, o maior dos Profetas do A.T..

    O livro de Isaias é composto por 66 capítulos dos quais os primeiros 39 são atribuídos a Isaías “porque não temos razões sérias para nega-lo” (ver estudos do Prof. Penna, consultor do Pontifício Conselho Bíblico do Vaticano). Ou seja: não sabemos se foram verdadeiramente escritos por Isaías, simplesmente não temos motivos suficientes para provar o contrário. O que é diferente. Mas estes são os primeiros 39 capítulos: e os outros?

    Os capítulos desde o 40 até o 55 foram escritos por um indivíduo chamado Deutero-Isaías. Deutero em grego significa “segundo”, portanto o Segundo Isaías. Pormenor: o Segundo Isaías escreveu 200 anos após o primeiro. Os capítulos desde o 56 até o 66 foram escritos pelo Terceiro Isaías, que viveu algumas décadas após do Deutero-Isaías. Portanto, na melhor das hipóteses, o Livro de Isaías foi escrito num período de 250 anos.

    Três pessoas escreveram o Livro de Isaías? Não. Os estudos do citado Prof. Penna, que reconhecem os primeiros 39 capítulos como de autoria do primeiro Isaías, admitem todavia que os entre o 10 e o 23 não foram escritos por ele.

    É como se eu hoje decidisse acabar um livro iniciado em 1765, afirmando ser obra dum tal Max 1º mais a participação de outro ou outros autores desconhecidos; continuado em 1965 por um alegado Max 2º; acabado hoje, em 2015, por mim, que declaro a obra “autêntica” e “inspirada por Deus” (mas não posso utilizar o termo “Deus” porque não tenho este conceito). Alguém poderia duvidar das minhas afirmações.
    Mesmo assim, vamos tentar perceber algo acerca dos autores da Bíblia.
    Pegamos no Livro de Isaías, o maior dos Profetas do A.T..

    O livro de Isaias é composto por 66 capítulos dos quais os primeiros 39 são atribuídos a Isaías “porque não temos razões sérias para nega-lo” (ver estudos do Prof. Penna, consultor do Pontifício Conselho Bíblico do Vaticano). Ou seja: não sabemos se foram verdadeiramente escritos por Isaías, simplesmente não temos motivos suficientes para provar o contrário. O que é diferente. Mas estes são os primeiros 39 capítulos: e os outros?

    Os capítulos desde o 40 até o 55 foram escritos por um indivíduo chamado Deutero-Isaías. Deutero em grego significa “segundo”, portanto o Segundo Isaías. Pormenor: o Segundo Isaías escreveu 200 anos após o primeiro. Os capítulos desde o 56 até o 66 foram escritos pelo Terceiro Isaías, que viveu algumas décadas após do Deutero-Isaías. Portanto, na melhor das hipóteses, o Livro de Isaías foi escrito num período de 250 anos.

    Três pessoas escreveram o Livro de Isaías? Não. Os estudos do citado Prof. Penna, que reconhecem os primeiros 39 capítulos como de autoria do primeiro Isaías, admitem todavia que os entre o 10 e o 23 não foram escritos por ele.

    É com se eu hoje decidisse acabar um livro iniciado em 1765, afirmando ser obra dum tal Max 1º mais a participação de outro ou outros autores desconhecidos; continuado em 1965 por um alegado Max 2º; acabado hoje, em 2015, por mim, que declaro a obra “autêntica” e “inspirada por Deus” (mas não posso utilizar o termo “Deus” porque não tenho este conceito). Alguém poderia duvidar das minhas afirmações?
    Qual Bíblia?

    A Torah

    Acabou? Nem por isso.

    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/paginas-de-internet-espiritas/biblia-o-livro-do-qual-nada-se-sabe/#ixzz3umCOTq7q

  2. DA RELIGIÃO À LOUCURA…

    Nos bancos da catequese aprendia-se que a religião não se discute. Este princípio cohabitava com outro igualmente estranho, a saber, a nossa religião é a única verdadeira.
    Em termos práticos, isto significava: Deus não se põe em causa; o binómio fé e não fé eram impensáveis; dúvida e descrença eram sinónimas; proibição da leitura da Bíblia por ser miisteriosa e os seus textos não estarem ao alcance de todos; os ateus são gente do diabo; a Ciência era vista com desconfiança, donde aderir às suas inovações era tido como prática desviante da fé. Tudo era pesado numa balança tendenciosa de moral versus imoral, de tal forma que a religião pensava pelos fiéis, criava normas comportamentais verdadeiramente impraticáveis, excluindo os seus interessses pessoais. O bom crente era aquele que abdicava de si, que pensava exclusivamente no outro, ou quase, sem objectivos particulares.
    Longe da felicidade, a religião era o inferno deste mundo, o pecado que mortificava o desejo de progresso, de prazer, de liberdade, que rebaixava a vida enquanto valor supremo, sacrificando-a em nome de uma panóplia de príncipios criadores de tipos psicóticos perigosos, neuroses que se sedimentaram progressivamente no inconsciente colectivo, facto que, mediante os últimos acontecimentos, prolongou-se até aos nossos dias.
    Assim, verificamos, sem a necessidade de grandes reflexões, que religião e loucura têm sido sinónimas, para os racionalistas, santidade para os seus mais altos dignatários. Iludindo os povos de que em nome de Deus tudo é permitido, na defesa ideológica do grupo religioso, porque transmissor de toda a verdade, inventaram a impunidade num mundo qualquer a que cinicamente chamam reino de deus , onde crêem que vão receber a gratificação pelos seus bons serviços: a desvaloração da vida humana.
    Contra a alucinação (falar em nome de outro, de um grupo, de Deus, imposição das suas próprias convicções e princípios particulares como máximas universais, em casos mais graves, cósmicas), a Razão impõe-se denunciando a estupidificação das mentes; a Tecnologia o conforto, facilitando tarefas. Os povos, inevitavelmente, foram aderindo, rendendo-se às facilidades, ao alívio da força muscular; a Medicina evoluíu, as condições de sobrevivência melhoraram com as vacinas, os antibióticos, a melhoria das condições de higiene impõs-se, veemente. Por outras palavras, o Bem cresceu pela mão da Razão, pelo livre pensamento, coisa que a Religião nunca soube fazer. A Educação, ao alcance de todos, tornou-se objecto de consumo como outra coisa qualquer.
    Hoje, caminha-se para uma autonomia do Estado, face ao religioso, porque a História também amadurece, os cidadãos politizam-se, a laicização torna-se, consequentemmente, uma necesssidade imperiosa, democratizadora do religioso. A Moral, lentamente, regressou às suas origens. É anterior à Religião.
    Contudo, se a Religião teimar em permanecer na intolerância, se continuar a confundir-se com a Fé, prevalecerá não como caminho para Deus, mas uma grotesca, disforme e instável presença no mundo, isto é, está a mais. Infantilizando a fé e remetendo-a para segundo plano, a Religião tem abafado a individualidade do crente na infamante tentativa de o moldar a uma autoridade fictícia, criadora de teologias da dominação, raíz de sofrimentos, de discriminação de toda a ordem, criadora de morais desfasadas, descontextualizadas, imprudentes e mesquinhas. Ou muda e adapta-se às novas vivências, ao emergente progresso do Espírito, grito incessante da procura da Luz, abandonando a omnipotência de um saber que não possui, ou tornar-se-à estéril, pueril, desnecessária porque contrária ao grande objectivo dos homens e das mulheres, a Felicidade, bem como no encontro de ambos rumo a vivências maiores. O mundo é masculino e feminino que, pela sabedoria de um Criador supremo, se atraiem mutuamente.
    A Fé tem poderes e forças que a Religião jamais terá; a Fé transporta montanhas, perdoa, é inerente a todo o ser humano; a Religião é para alguns, aqueles que se lhe subjugam, fracos, acríticos; a Fé é libertadora, remete para a Divindade, a Religião desconhece os caminhos da individualidade.
    Os povos crescem em valores, enfatizam-nos na complexidade histórica das épocas charneira para as suas mudanças; com tudo o que os caracteriza, fez deles lições. Por todo o lado, impõem-se os símbolos, as lutas que os envolveram. Podemos dizer que o mundo é mesmo assim? O tic-tac do relógio existêncial, que nos faz lembrar que o passado vai-se enterrando, dá novos tempos ao tempo. A Religião tem que enterrar as velharias. Já não há herdeiros e tradições porque a Democracia impõe-se como modernidade na partilha de valores em que a cidadania é o mais importante. Religião nâo pode significar colisão.
    A Religião discute-se, quando desvalora a Vida, quando pretende sobrepor-se aos Direitos Humanos, desvalorando-os; quando combate a Liberdade em todos os seus aspectos; quando prega o impraticável; quando os seus representantes não dão exemplo aos fiéis. A Fé é uma graça suprema, é uma força que emana da alma e faz ter coragem para enfrentar o dia que nasce, mas ela é, principal e inevitavelmente, um sopro de Amor para com todo o ser-vivo.
    Um valor supremo, porém, nos era transmitido na catequese: se Deus nos deu a vida, só Ele no-la pode tirar, porque a Vida é o Divino dentro de nós. As religiões não podem manipular a fé, rumando contra a vida. Somos todos irmãos e é como irmãos que temos que aprender a viver, num mundo que chega e sobra para todos. Quando a Religião perceber isto, confundir-se-à com a Fé, e nessa altura será outra coisa, não importa o quê porque será, com toda certeza, uma coisa muito boa.
    A grande questão, a saber, o que é a salvação, vamos salvar-nos do quê, de que devemos fugir para entrar no Reino de Deus, o que é assim tão temeroso e forte que nos pode barrar a sua entrada, não é aflorado.
    Todas são correntes pedagógicas, o que é de revelar, mas ensinaram mediante uma adesão cega aos seus princípios subjugadores. É louvável ensinar a ler e a escrever, se com isso se ensinar a pensar; ensinar Ciências Naturais é extraordinário, desde que seja feita a destrinça entre a Criação segundo o Génesis e a Criação segundo a Ciência; a Arca de Noé e a Evolução das Espécies; a natural extinção de espécies e o surgimento de outras; o tempo de existência da Terra, etc.; ensinar a diferença entre a explicação científica e a proclamação bíblica.
    O sabe tudo religioso não pode ser um substituto do pouco saber da Ciência, que rejeita o não provado, nem o colocar de alguma questão fora do ram-ram estupificador dos bonzinhos, dos pobrezinhos e dos aleijadinhos ser uma tentação do demónio, o a riqueza fonte de vícios, o conforto luxo pecador.
    Tudo isto perdurou, numa sociedade que cresce tecnologicamente a um ritmo avassalador, com a Ciência a impor a força da Razão, num ambiente de liberdade sexual, onde o prazer é partilhado e não mais a subjugação de um sexo perante o outro, numa luta sem tréguas, ainda, pela laicização do Estado, o grande cavalo de batalha das democracias ocidentais.
    Se o religioso não arrepiar caminho, não abandonar a arrogância, não se empenhar na modernidade, se rejeitar que vivemos num mundo de diferentes, pluralista, multicor, iremos todos desaparecer absorvidos pela opressão, pelo terror e pelo impulso dos instintos; mas antes, porém, seremos levados, inevitavelmente, à loucura, na luta instintiva pela sobrevivência em vez de na procura da santidade na prática virtuosa do Bem. Somos todos hindus, muçulmanos, judeus e cristãos. Ora nascemos num lado, ora no outro do planeta, porque a Fé é transversal a todos. Se a Religião não começar a ensinar a amar, e rapidamente, estaremos perdidos. Que Deus tenha piedade de nós.

    Margarida Azevedo

    Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/da-religiao-a-loucura/#ixzz4OlOxEb4x

  3. Perfeito!!!
    Tenho algumas reservas quanto àqueles e àquelas que tudo no mundo querem entregar para Deus resolver e, assim, nada fazer para diferenciar esta realidade de anti vida na qual os “senhores do mundo” enterram os sonhos, o maio ambiente, os animais, o trabalho, os direitos etc. .
    Deus nos colocou aqui na Terra para fazermos, nós, o melhor por ela e pela Sua criação.
    Então, nada de eximirmo-nos da tarefa que nos cabe.

  4. O texto é de claro entendimento no que se refere å sua subjetividade.Mas foi uma expressão infeliz.E mais infeeliz ainda foi o sarcasmo, melhor, ironia com as pessoas de pouco estudo. Já diz São Paulo: Tudo me é permitido mas nem tudo me covém.
    Quanto å crítica da teologia da libertação( em minúsculo mesmo) correta e bem co textualizada o rapaz que a fez. Já disse Nossa Senhora:’hão de aparecer umas modas que não irão agradar em nada Nosso Senhor.’ Acho que elas já chegaram sob várias nuances.

  5. É compreensivel, mas diante de uma pessoa täo popular, use termos populares e menos intelectuais. Entendi o que ele quis dizer que as pessoas falam muito Deus e näo fazem nada para ajudar seu próximo, falta caridade em demasia e falam-se em Deus em excesso. Só lembrar da frase de Madre Teresa de Calcuta
    “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam… Näo entendo porque complica, só pode facilitar, Deus é pura simplicidade e humildade.

  6. Não tem nada de analfabetismo funcional nas interpretações díspares do que ele “quis” dizer, mas não disse. Ele foi infeliz, não mudaria nada perder mais tempo para analisar esse comentário dúbio.
    Seria tão mais simples e preciso escrever “parem de jogar a culpa em Deus pelas consequências das suas próprias escolhas.” No Oriente não tem nada de Deus demais, o que tem é uma religião que segue os ensinamentos do profeta deles, Maomé e a Lei da Sharia, que não tem nada a ver com os ensinamentos cristãos. Deus é um só, mas infelizmente nem todos acreditam em Cristo para segui-Lo.

  7. o que ele quis expressar tem muito sentido. Existe uma enorme dificuldade de as pessoas (e isso é um câncer no Brasil) aceitarem que elas tem algo a fazer sim e parar com essa anestesia generalizada onde faz-se tudo por impulso, por instinto, por preguiça e depois diz-se que o resultado de todo desmanzelo foi vontade de Deus. Falta o ser humano fazer a sua parte, pois tem livre arbítrio e deve lutar contra o mal e a favor do bem, e deve buscar esse discernimento com base na vida do nosso Senhor Jesus Cristo, pois ele trouxe um exemplo claro de vida e não um tanto faz, façam o que quiserem…

  8. O problema é que as pessoas nao raciocinam sobre o que realmente está sendo dito. Leem ao pé da letra e saem fazendo comentários absurdos sobre o que não entendem. O Pe Fábio está certíssimo. Tantas pessoas por aí justificando seus atos/negligencias em nome de Deus

  9. Sempre fui fã deste Padre inteligente e um exemplo para todos. Agora com estes conselhos aumentou muito mais minha admiração; concordo em gênero, grau e número o que ele falou; “Devemos assumir mais responsabilidades e exigir menos de Deus ou não esperar que tudo Deus resolverá”. Parabéns Padre eu sempre digo que Deus já fez tudo e continua fazendo ou seja: nascer as plantas, os animais, emfim toda espécie de vida na terra, manda o sol, a lua, a chuva etc.

  10. Ele estava certo, pois a liberdade de ação foi-nos dada, e como parte da dualidade dele podemos escolher o que fazemos e depois arcar com as consequências dos atos e interações. Como tudo volta à fonte, e a ela pertence, é lá que os acertos se processam. Aqui podemos pedir assistência e agir, conforme nossas possibilidades físicas e como a vida é cíclica, podemos inclusive voltar se a fase do jogo for “perdida” – reset…mas em outras condições, daí nascermos em condições tão contraditórias e estranhas, diferenciadas e com cargas tão direrentes. Não vejo nenhuma outra explicação para diferenças tão grandes em condições físicas, econômicas e sociais.
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  11. O Padre apenas colocou de forma errada deu comentário, ele quis dizer que paremod de responsabilizar Deus pelos nossos erros e se nao conseguimos aquilo qur quetemos colocamos na vida culpa os Deus…. Esquecemos que temos livre arbitrio e que a responsabilidade de nossas vidas a nos pertence e devemos ter conciencia dos nossos atos.

  12. Como é difícil morar em um país com analfabetismo funcional e que não sabe interpretar, a contextualização da frase deste sábio e excelente padre:
    “Menos Deus e mais humanismo, solidariedade, respeito e amor às questões humanas”.
    Além da não condição de compreender e interpretar o que a brilhante frase expressa, há também, os fanáticos e lunáticos religiosos, que vive falando de Deus, mas não fazem aquilo que ele espera de seus filhos.

  13. Realmente existe um excesso de Deus no discurso do brasileiro hoje em dia. Tudo é Deus. Se algo deu certo, glorificam Deus. Se deu errado, foi provação divina. O fundamentalismo (sobretudo evangélico) está levando as pessoas a perderam o contato com a realidade. Há o que se recusam a fazer parte do “mundano”. Ou seja, o mundo é demais para eles. São os ungidos que se acham salvos. Por trás desse discurso se esconde um autoritarismo sem precedentes. E autoritarismo leva à falta de espaço para questionamentos. Reforça o status quo e aumenta o poderio de lideranças religiosas que se aproveitam da boa fé do povo.

  14. Sempre alerto os meus amigos sobre o perigo de se fazer qualquer leitura dissociada de seu contexto. Os textos das sagradas escrituras talvez sejam os exemplos mais didáticos para exemplificar isto. Há passagens bíblicas, que, se lidas sem se levar em consideração contexto histórico, filosófico, social, político, entres outros, podem gerar interpretações totamente equivocadas e até contrárias à vontade de Deus. Como exercício, leiam os textos a seguir abandonando qualquer tipo de contexto aos quais pertençam: Mateus 21:19, Êxodo 21:7, I Coríntios 11:14, I Samuel 15:3. O povo leu o que o padre escreveu ao “pé da letra”. Esqueceram o contexto e tiraram uma conclusão totalmente maluca!

  15. É isso aí Padre Bonito de Melo….concordo plenamente contigo. Nesse país temos um sério problema de interpretação de texto, como também em produção exagerada de ” mimimisss “. E o Deus que está dentro de nós, terá o tamanho, a intensidade que nós quisermos….independente da opinião de outro.
    Pois o que ele quiz dizer, traduzindo é que muita gente confunde fé com acomodação e não faz a sua parte. Atribuído o resultado da sua acomodação, preguiça aos ” desígnios de Deus “.

  16. As pessoas enterpretam errado mas um lugar onde as pessoa falam tanto deus é ficam matando uns aos outros com bombas fome te k te mais sabedoria pra falar tanto de deus pra deus está em tudo de bom padre Fábio eu aprendo a conviver com suas palavras o senhor tem o dom de tocar na alma das pessoas k deus te abençoe

  17. Não vi problema algum nas postagens. Pessoas imediatistas é que gostam de fazer muito barulho por nada. A frase está coberta de sentido e expressa uma verdade de nossos dias: um exagero em devoções e pouca tomada de consciência do que a religião realmente representa, da responsabilidade que ela nos convida a viver. Uma religião “água com açúcar” nos atrai mais, mas não reflete uma verdadeira experiência com Deus. Culpamos a Deus, o Demônio, mas nós não temos nada a ver com nossas vidas… assim é muito fácil. Concordo com tudo que escreveu o padre. Uma pena essas leituras superficiais. “Deus não mora na superficialidade”.

  18. O problema é que a Filosofia/Sociologia está adentrando de uma forma fulminante em nossos Seminários, em que o “eu”, sou suficiente para corrigir os próprios problemas da sociedade; onde, de fato, é em Deus que temos que nos refugiar, seguir os seus Mandamentos, onde as homilias não são uma reflexão da Sagrada Escritura, mas uma análise da relação Política/Administrativa do Estado em relação as pessoas. Aqueles que duvidam, estudem um pouco mais sobre Teologia da Libertação, e a sua condenação pelo Papa João Paulo II. Prefiro continuar sendo leigo em Filosofia, mas me deixar guiar pelo Espírito Santo.

    • Conheço bem a T.L e sei que não é essa caricatura que fizeram dela. E o que tem a ver a T.L com isso? Seu comentário não faz o menor sentido. Aprenda uma coisa: pra defender a sua ideia você necessita de argumentos favoráveis às suas ideias e não argumentos que ofendam quem pensa diferente de você.

      • Não pretendo ofender a ninguém, se você é adepto da Teologia da Libertação, o problema é seu.. E se você “Conhece”, deve saber que ela foi condenada pelo Papa João Paulo II, e que a Teologia da Libertação tende a tirar Deus de nossas vidas.

  19. esse padre sempre quer aparecer mais que Deus, deveria ser o contrário, ele diminuir para que Deus virasse o centro de nossas vidas, mas não ele como mau padre, mas como bom herege, prefere afastar Deus do centro da vida das pessoas e ficar ele como falso ídolo e centro das mídias sociais! menos padre celso de melo, “a quer dizer” fábio de melo e mais Deus! Será que ele consegue entender o deboche? E a ironia? Sei lá! O cara não consegue nem entender o “O pequeno príncipe”, segundo vídeo que ele mesmo postou na rede! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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