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Foto: divulgação
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Pais e filhos

O segredo de Buddy Valastro: por que o Cake Boss é tão grato ao seu pai

O comandante da Batalha dos Confeiteiros aprendeu a fazer as famosas sfogliatelle da padaria da família com o seu pai, mas não do jeito que você imagina.

Buddy Valastro, o comandante da Batalha dos Confeiteiros, tem muito a agradecer aos seus familiares. A sua confeitaria, a Carlo’s Bake Shop, em Hoboken, New Jersey, é um verdadeiro negócio de família. Ali, Valastro trabalha com suas quatro irmãs, dois cunhados e vários primos. Para ele, a esposa e os quatro filhos, é como sua segunda casa.

Mesmo os colaboradores que não são parentes são considerados como parte da família – são todos “mia famiglia”, como ele gosta de dizer. “Claro que às vezes nos irritamos uns com os outros (com qual família isso não acontece?), mas também nos divertimos muito”, diz o Cake Boss.

Mas há um marco na carreira do confeiteiro que ele nunca vai conseguir agradecer o suficiente: o dia em que seu pai apareceu em um sonho para lhe ensinar a fazer a iguaria mais difícil de sua padaria. Ele contou sobre esse fato marcante num artigo escrito por ele mesmo e publicado em vários sites norte-americanos.

O jovem Buddy e seu pai.
O jovem Buddy e seu pai.

Nos passos do pai

Valastro é a quarta geração de padeiros da família. Desde seu bisavô, seus antepassados trabalharam com a panificação e a confeitaria. O pai foi para os Estados Unidos e aos 25 anos comprou a confeitaria onde a família está até hoje. Ele tinha o mesmo nome do filho: Bartolo, apelidado de Buddy.

Aos seis anos, o caçula do casal viu o pai vestindo o uniforme branco e disparou: “Papai, quero ir trabalhar com você”. Naquele dia, o pai o levou junto à confeitaria, pela primeira vez. Valastro ficou impressionado. “Nas mãos dele, a massa ganhava vida. Era como mágica. Eu estava em êxtase”, conta no texto.

“Quanto mais velho eu ficava, mais eu acompanhava papai na padaria. Porém, não porque eu pensasse que me tornaria um confeiteiro também. Na verdade, eu achava que jamais assumiria isso”, diz Valastro. “Papai podia, com poucos traços, produzir as mais intricadas e belas decorações para um bolo de casamento. Eu? Eu não tinha nenhuma habilidade artística. Zero”.

“Graças a Deus que temos hoje sistemas de geração de imagens por computador na padaria. Se dependêssemos dos meus desenhos, estaríamos falidos há anos!”, conta ele.

Seu pai sequer queria que ele seguisse seus passos; preferia que ele fizesse uma faculdade. “Ainda assim, ele queria me ensinar a ser responsável. Então me pôs para trabalhar – mas não na cozinha, onde estava toda a ação, mas esfregando o chão e limpando o banheiro”, lembra o confeiteiro.

De vez em quando, seu pai permitia que ajudasse no preparo das iguarias. “Uma vez ele me deixou pôr as cerejas no topo de nossos populares biscoitos. ‘Por que você está fazendo isso com uma mão só?’, ele me perguntou. ‘Deus te deu duas mãos, use as duas ao mesmo tempo!’”. Cada tarefa era uma oportunidade de me ensinar algo sobre como fazer as coisas da melhor maneira.

Mesmo que não planejasse seguir os passos do pai, Valastro adorava ver o seu trabalho. “Pensava que era muito agradável realizar algo que faz tantas pessoas felizes”, diz ele. Com o tempo, o pai foi lhe ensinando a fazer algumas coisinhas. Mas como Valastro pegava as coisas muito rápido, com apenas 16 anos já podia decorar bolos de casamento.

“Seu filho é incrível! Ele é igualzinho a você!”, as pessoas passaram a dizer ao seu pai. Ele ficava orgulhoso, mas insistia: “Buddy vai fazer bem melhor do que eu: ele vai para a faculdade”.

Buddy quando criança e seus pais.
Buddy quando criança e seus pais.

O problema: as sfogliatelle

O jovem Valastro já conseguia fazer de tudo. Mas faltava algo: uma coisa impossível. “Não importa o quanto eu tentasse – e eu tentei, tentei, tentei – e não conseguia fazer as sfogliatelle – uma deliciosa e delicada massa folhada recheada com creme que eram a especialidade da confeitaria”, conta o Cake Boss.

As sfogliatelle do seu pai eram louvadas pelos clientes como as melhores já vistas, seja nos Estados Unidos, seja na Itália. “O tempo passava, e minhas sfogliatelle continuavam falhando. Mas eu mantinha as minhas esperanças. Com o papai me ensinando, eu conseguiria. Tínhamos muito tempo para isso”, diz Valastro.

Foi então que aconteceu o inesperado. O pai de Valastro foi diagnosticado com câncer no pulmão. “O que vamos fazer?”, sussurrava a mãe, preocupada com o futuro da família.

“Eu sabia a resposta”, diz Valastro, que tinha 17 anos na época. “Olhei nos olhos de papai e disse: ‘Vou trabalhar a tempo integral na padaria. Prometo que vou fazer você se orgulhar de mim, papai’”. O pai respondeu: “Buddy, eu quero que você se forme”. “Não, eu quero gerenciar a padaria. Nós a manteremos em funcionamento”, disse Valastro. Três semanas depois, o pai morreu, aos 54 anos.

Foram tempos difíceis, em que o confeiteiro não sabia como poderia prosseguir sem o pai, mas a família conseguiu dar conta do recado. Exceto por um detalhe: as sfogliatelle, que os clientes continuavam pedindo.

“Certa noite, três meses depois da morte de papai, eu não podia adiar mais. Fiz bastante massa, passei o rolo até que ficasse quase translúcida de tão fina, como é necessário para essa receita. Mas quando eu estendi a massa, ela rasgou”, conta o confeiteiro. “Meu tio balançou a cabeça e disse: ‘Você deveria conseguir fazer isso. Você é o filho do Buddy’”.

Um sonho incrível

“Naquela noite, implorei de Deus uma resposta”, lembra o Cake Boss. “Você quer mesmo que eu seja um padeiro? Ou estou só sendo tolo? Exausto, peguei no sono e sonhei que eu estava de novo no porão da padaria, porém acompanhado de meu pai!”

“Ele parecia vibrante e saudável. Forte. Abracei-o como se nunca mais quisesse soltar. Ele gentilmente tirou meus braços e fixou o olhar em mim. Um olhar sério. ‘Ouça’, disse ele, ‘Não estou aqui para brincar. Vim te mostrar mais uma vez como fazer sfogliatelle”.

“Fomos para a bancada. Trabalhamos lado a lado. Eu imitava cada movimento seu. Ele empurrou a massa, eu empurrei também. Ele a esticou, eu fiz o mesmo. De repente, ele tinha ido embora e havia dois de mim trabalhando a massa, lado a lado”, conta Valastro.

“Repentinamente, esses dois Buddys se tornaram um. As minhas mãos e as de meu pai se unificaram e uma perfeita massa de sfogliatelle estava na minha frente”, lembra o confeiteiro. “Consigo me lembrar direitinho de como acordei na manhã seguinte. Corri para a padaria e contei à mamãe sobre o sonho. ‘Oh, Buddy! Deve ter sido Deus quem lhe mandou esse sonho!’, ela disse, lacrimejando”.

“Aqueles 15 minutos de espera para a mistura da massa naquela manhã foram os mais longos da minha vida!”, lembra ele. “Fiz o trabalho. Sem rasgos, sem problemas. Tudo aconteceu exatamente como no sonho. As sfogliatelle saíram do forno iguaizinhas às de papai. Peguei uma e dei uma mordida – leve o suficiente para flutuar! Minha família explodiu em aplausos”.

“Daquele dia em diante, foi como se papai fosse um anjo junto de mim me guiando”, diz o Cake Boss. “Todo dia, quando passo pelas portas da padaria, eu me lembro dele, o verdadeiro Cake Boss. Gosto de pensar que ele está orgulhoso de mim e da minha família e orgulhoso de que, com trabalho duro e muita fé, cumpri minha promessa a ele”.

 

Colaborou: Felipe Koller

Com informações de Guide Posts

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