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Virtudes e Valores

Menino de 13 anos cruza o Mar Mediterrâneo em bote para salvar irmão doente

Ahmed passou dez dias em alto-mar, sem a família, para pedir ajuda ao seu irmão de 7 anos, que sofre de uma doença no sangue.

Infelizmente, o resgate de refugiados em botes lotados que cruzam o Mediterrâneo já é uma cena bastante comum. Mesmo assim, um menino egípcio de 13 anos nessas condições foi notícia na Itália nesse mês: ele enfrentou a travessia sem a família para pedir ajuda ao seu irmão de 7 anos, que sofre de uma doença no sangue.

Segundo a agência de notícias Ansa, por volta do dia 13 de agosto, Ahmed foi resgatado em um bote vindo do Egito, próximo da costa italiana. Ao desembarcar na ilha de Lampedusa, a primeira coisa que o menino fez foi mostrar a funcionários da Organização Internacional para a Migração (OIM) um documento que estava dentro de uma sacola de plástico, a qual segurava apertada junto ao corpo.

O papel era um certificado de saúde de seu irmão, Farid, de sete anos, que prova que o pequeno tem um grave quadro de plaquetopenia, doença que faz o nível de plaquetas na corrente sanguínea ser perigosamente baixo. Ahmed contou aos voluntários que deixou o Egito para procurar ajuda para o seu irmão, que não conseguia tratamento no país.

Ele disse que, para fazer a travessia, usou todas as economias que a família tinha, obtidas com o cultivo de tâmaras. Para conseguir um lugar no bote, seu tio o ajudou negociando o terreno que lhe pertencia.

O adolescente começou a sua viagem escondido em um caminhão, deixando o seu vilarejo, Rashid Kafr El Sheikh, a cerca de 130 quilômetros do Cairo. Alguns dias depois, chegou a Alexandria, na costa, de onde começou uma viagem de dez dias em alto-mar.

A história de Ahmed foi divulgada pelo jornal italiano Corriere della Sera e comoveu muitas pessoas que, sem demora, ofereceram ajuda ao garoto e à sua família. A grande contribuição veio do Hospital de Careggi, em Florença, que se dispôs a pagar o tratamento de Farid em suas instalações.

Além disso, o garoto e toda a sua família poderão ficar em um apartamento da Fundação Tommasino Bacciotti, que angaria fundos e patrocina pesquisas sobre tumores cerebrais em crianças e adolescentes.

 

Com informações de AnsaCorriere della Sera

Colaborou: Felipe Koller

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