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Foto: Facebook/Templo de Salomão
Foto: Facebook/Templo de Salomão
Atualidades

Justiça ordena que Google Maps pare de associar termo “anticristo” a templo da Igreja Universal

Até poucos dias atrás, quem procurasse pelo termo era encaminhado para o Templo de Salomão, em São Paulo

A Justiça concedeu liminar à Igreja Universal do Reino de Deus determinando que o Google desvincule as expressões “anticristo” e “sinagoga de satanás” da localização do Templo de Salomão no Google Maps, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A decisão foi concedida pelo juiz da 12ª Vara Cível de São Paulo.

A ação foi motivada porque usuários do serviço, ao procurarem pela palavra “anticristo” estavam sendo redirecionados para o templo, localizado no Brás, na região central da capital paulista. O endereço fornecido pelo Google correspondia ao do local. Em julho, a associação do termo ao local provocou alvoroço nas redes sociais. Na ocasião, a Igreja Universal do Reino de Deus criticou a vinculação dos termos.

“Esse tipo de atentado não é novidade. Há farto noticiário na própria internet relatando casos semelhantes envolvendo governos, políticos, companhias, instituições diversas. A própria empresa Google já reconheceu o uso condenável que é dado às suas ferramentas, e deveria, com urgência, criar mecanismos que dificultassem sua deturpação”, relatava a nota.

O Google, por sua vez, disse que os mapas têm muitas fontes, incluindo usuários, e que quem encontrar erro ou imprecisão no serviço pode reportá-lo através da ferramenta “reportar um problema”.

Por meio de nota, a Igreja Universal informou que tentou solucionar o caso diretamente com a gigante de buscas e comemorou a decisão judicial. “A Igreja Universal esgotou todas as possibilidades de solução junto à empresa Google para que fosse interrompida essa abominável agressão à fé de milhões de pessoas que têm o Templo de Salomão como local sagrado. Felizmente, o Poder Judiciário pôs fim a um grave atentado à liberdade de crença assegurada a todos os brasileiros por nossa Constituição Federal”, afirma o texto, conforme publicado pelo jornal Extra.

A instituição ainda afirmou que não irá aceitar ataques de preconceito religioso. “A Igreja Universal não aceita e jamais aceitará calada ataques de preconceito religioso e a promoção do ódio gratuito contra nós. Continuaremos buscando na Justiça a devida reparação e a punição dos culpados”, informou.

O luxuoso Templo de Salomão foi inaugurado em julho de 2014 e foi construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, ao custo de 680 milhões de reais. O local foi uma inspiração do bispo Edir Macedo e comporta até 10 mil pessoas.

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