Aquele que tem mais esperança ao longo da vida tem melhor saúde física, melhor suporte social e uma vida mais longa| Foto: Lina Trochez/Unsplash
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A esperança pode diminuir quando percebemos ameaças ao nosso modo de vida e, atualmente, muitas existem por aí. À medida que envelhecemos, podemos lutar contra uma perda trágica ou uma doença crônica. Agora, muitos têm sofrido com as incertezas trazidas pela pandemia e a onda de mudanças que pegou a muitos desprevenidos nos últimos meses.

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Quando não há esperança – quando as pessoas não conseguem imaginar o fim desejado para suas lutas – elas perdem a motivação para perseverar. Como professor emérito da Virginia Commonwealth University, estudei psicologia positiva, perdão, bem-estar e a ciência da esperança por mais de 40 anos.

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O que é a esperança?

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Em primeiro lugar, a esperança não é o otimismo de Pollyana –  a suposição de que um resultado positivo é inevitável. Em vez disso, a esperança é uma motivação para perseverar em direção a uma meta ou estado final, mesmo que sejamos céticos quanto à probabilidade de um resultado positivo. Os psicólogos nos dizem que a esperança envolve atividade, uma atitude positiva e uma crença de que temos um caminho para o resultado desejado. A esperança é a força de vontade para mudar e a força do caminho para realizar essa mudança.

Com adolescentes e adultos jovens ou de meia-idade, a esperança é um pouco mais fácil. Mas para adultos mais velhos, é um pouco mais difícil. Envelhecer muitas vezes significa enfrentar obstáculos que parecem inflexíveis – como problemas recorrentes de saúde, financeiros ou familiares que parecem não desaparecer. A esperança para os adultos mais velhos tem que ser perseverante e madura.

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Benefícios

Agora, a boa notícia: neste estudo, do Human Flourishing Program, de Harvard, os pesquisadores examinaram o impacto da esperança em cerca de 13 mil pessoas com uma idade média de 66 anos. Eles descobriram que aqueles com mais esperança ao longo da vida tinham melhor saúde física, melhor suporte social e uma vida mais longa. A esperança também levou a menos problemas crônicos de saúde, menos depressão, menos ansiedade e menor risco de câncer.

Portanto, se manter a esperança a longo prazo é tão bom para nós, como podemos aumentá-la? Ou construir essa esperança? Aqui estão minhas quatro sugestões:

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  1. Envolva-se com uma comunidade espiritual: isso funcionou por milênios. Em meio a uma comunidade de pessoas com crenças semelhantes, o indivíduo encontra força, paz e experimenta a elevação do espírito humano, apenas por saber que há alguém muito maior do que ele.
  2. Habitue-se aos discursos motivacionais: assista palestras, leia livros e artigos ou ouça um podcast. Isso aumenta a esperança, motivando- o.
  3. Perdoe: participe de um grupo de ajuda, de um espaço para conversa e terapia. Perdoar gera esperança e também reduz a depressão, a ansiedade e aumenta (talvez isso seja óbvio) sua capacidade de continuar perdoando. 
  4. Escolha um “herói da esperança”: encontre alguém que o inspire por sua vida e palavras. Alguém que mesmo em meio a lutas foi perseverante até o fim.

Por mais que tentemos, não podemos eliminar ameaças à esperança. Coisas ruins acontecem. Mas existem os pontos finais da esperança persistente: nos tornamos mais saudáveis ​​e nossos relacionamentos são mais felizes. Podemos obter um alto nível de esperança estimulando nossa força de vontade, reforçando nossa perseverança ao estar com aqueles que creem em alguém superior, encontrando caminhos para nossos objetivos e sonhos e procurando heróis de esperança. E talvez, um dia, nós também possamos ser um grande herói, um exemplo para alguém.

*Everett Worthington é professor emérito de Psicologia da Virginia Commonwealth University

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©2020 The Conversation. Publicado com permissão. Original em inglês.