Sempre Família - Porque cuidar é fundamental

Conecte-se ao Sempre Família

Siga-nos:
PUBLICIDADE
Crédito: Bigstock.
Crédito: Bigstock.
Religião, Virtudes e Valores

Como ocorreu a divisão entre católicos e ortodoxos e por que eles se mantêm separados

O cristianismo foi dividido há quase mil anos e pela primeira vez desde então as duas ramificações mais numerosas voltam a se reaproximar

Nesta sexta-feira (12/02), o papa Francisco e o patriarca ortodoxo Kirill vão protagonizar o primeiro encontro já realizado na história entre o bispo de Roma e o bispo de Moscou, a mais numerosa das igrejas ortodoxas, com cerca de 150 milhões de fiéis. Trata-se de um encontro aguardado há quase mil anos, desde que o cristianismo se dividiu entre Igreja do Ocidente e do Oriente.

Entenda a seguir porque católicos e ortodoxos se separaram e porque essa distância foi mantida até hoje entre as duas grandes ramificações do cristianismo.

A história da divisão

Em 330 d.C., o imperador Constantino decidiu fazer de Constantinopla a “nova Roma” e torná-la a capital do Império. Em 381, o bispo da cidade alegou um primado de honra logo abaixo do de Roma. O imperador Teodósio foi o último a governar um império unificado, com sede em Constantinopla. Depois de sua morte, o Império Romano se dividiu em Império do Oriente e Império do Ocidente. Com isso aumentaram as pretensões do bispo de Constantinopla, que no Concílio de Calcedônia, em 451, obteve a confirmação de seu posto de honra e uma jurisdição efetiva em várias dioceses, decisão adotada depois da saída dos legados romanos do Concílio e nunca reconhecida pelo papa.

Em Constantinopla, se desenvolveu pouco a pouco a convicção de que o bispo deveria ter sobre o Patriarcado uma autoridade absoluta, ainda que se devesse reconhecer, em nível honorífico, inferior ao bispo de Roma, que teria então uma autoridade absoluta sobre os territórios do Ocidente. Outros fatores contribuíram para a separação, como a diferença da cultura latina e da greco-oriental, a ênfase teológica distinta e a política dos imperadores do Oriente, que não viam com bons olhos que a Igreja de seu Império dependesse de uma autoridade estrangeira – o papa – o que os levava a apoiar as pretensões dos patriarcas.

Estátua do Imperador Constantino, em York, Inglaterra.
Estátua do Imperador Constantino, em York, Inglaterra.

Depois de um breve cisma entre 863 e 867, findado pelo patriarca Fócio de Constantinopla, o cisma definitivo se deu em 1054, com o patriarca Miguel Cerulário, que não rompeu relações com Roma, porque elas de fato já não existiam, mas fez fracassarem todas as tentativas de retomada de relações e voltou a abrir a polêmica contra os ritos e os usos latinos iniciada por Fócio. As Igrejas do Oriente, seguindo Constantinopla, deixaram de reconhecer o primado de jurisdição do papa.

As diferenças

O que hoje nós chamamos de Igreja ortodoxa – palavra que significa “doutrina correta” – é uma comunhão de quatorze Igrejas autocéfalas, isto é, autônomas, que professam a mesma fé e, com algumas diferenças culturais, celebram os mesmos ritos. Elas reconhecem no Patriarcado Ecumênico de Constantinopla um primado de cunho apenas honorífico, não tendo o patriarca de Constantinopla jurisdição sobre os demais patriarcados.

Há poucas diferenças doutrinais entre os católicos e os ortodoxos. Uma das mais expressivas, que catalisou o debate teológico na época do cisma de 1054, diz respeito ao Espírito Santo. Enquanto os ortodoxos dizem que ele procede apenas de Deus Pai, os católicos acreditam que ele proceda do Pai e do Filho. Ultimamente, porém, isso tem sido visto mais como uma diferença de ênfase teológica do que como uma diferença propriamente de dogma.

Embora não estejam em plena comunhão, a Igreja católica reconhece a validade dos sacramentos celebrados e a presença da legítima sucessão apostólica nas Igrejas ortodoxas. Além da questão central do primado de jurisdição do papa, as grandes diferenças entre os dois grupos se referem sobretudo a questões de calendário, normas disciplinares, usos e costumes culturais.

Proselitismo

Um dos problemas existentes entre a Igreja Católica e o Patriarcado de Moscou é a acusação de proselitismo que a Igreja russa dirige aos católicos, que usariam de atividades caritativas, como creches, com o fim de difundir a fé católica entre os ortodoxos. No começo do século XXI, as relações entre os católicos e os ortodoxos russos se dificultou. Em 2002, João Paulo II transformou as administrações apostólicas do território russo em dioceses, suscitando protestos oficiais da Igreja russa, incluindo a expulsão de um bispo e quatro padres católicos do país.

Tadeusz Kondrusiewicz, que foi arcebispo católico de Moscou, afirmava que a acusação era infundada: “Não queremos invadir o território de ninguém, não queremos roubar fiéis de ninguém. Aliás, afirmamos com vigor o princípio de que todo homem tem direito a escolher a sua própria fé. Mas se o Patriarcado de Moscou pode ter paróquias na Itália e em outros países da Europa, nas quais prestam serviços sacerdotes que em muitos casos quase nem falam russo, por que a Igreja católica não teria o direito de existir e atuar na Rússia?”, disse ele à imprensa religiosa na época da polêmica.

Papa Francisco_gazetadopovo
Papa Francisco.

Contudo, o patriarca de então, Aleixo II, era muito explícito sobre essa questão: “Os documentos sobre o proselitismo católico, em seu núcleo fundamental, são o resultado de uma investigação escrupulosa e objetiva da situação real.” Na Rússia, os católicos são menos de 1% da população.

Outro fator de discordância é a situação da Igreja greco-católica ucraniana, de rito oriental e língua litúrgica ucraniana, que mantém a comunhão com Roma. É o chamado “uniatismo”: as Igrejas de rito oriental que aceitaram voltar à plena comunhão com o papa mantendo os próprios ritos, cultos e tradições e uma ampla autonomia eclesiástica. O uniatismo foi motivo de polêmica entre a ortodoxia e o catolicismo: para os ortodoxos, as Igrejas uniatas são um instrumento do proselitismo latino.

O caminho para a unidade

Até o século passado, não havia sido realizado nenhum encontro entre os líderes da Igreja católica e da ortodoxa. O primeiro encontro de um papa com um patriarca se deu em 1964, quando Paulo VI se reuniu em Jerusalém com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Atenágoras. Naquela ocasião, ambos se retrataram das excomunhões que as Igrejas trocaram em 1054.

O diálogo entre católicos e ortodoxos se estreitou cada vez mais desde então. João Paulo II falava da necessidade de alcançar uma “comunhão afetiva”, antes de se chegar a uma “comunhão efetiva”. Bento XVI, por sua vez, visitou o patriarca ecumênico Bartolomeu na Turquia, em 2006, que retribuiu a visita em 2008, na festa de São Pedro e São Paulo, quando o papa e o patriarca dividiram a homilia e rezaram o credo juntos em grego. No mesmo ano, Bartolomeu participou do Sínodo dos Bispos no Vaticano.

Quando Francisco foi eleito, em 2013, Bartolomeu compareceu à missa de inauguração do pontificado, o que nunca tinha acontecido desde o cisma. Em 2014, o papa e o patriarca repetiram o gesto de Paulo VI e Atenágoras em Jerusalém, celebrando os 60 anos do acontecimento. Logo depois, quando Francisco reuniu os presidentes de Israel e da Palestina para um momento de oração no Vaticano, Bartolomeu também marcou presença.

No ano passado, Francisco se mostrou disposto a alterar a data em que os católicos celebram a Páscoa para que a principal festa do cristianismo fosse celebrada simultaneamente por católicos e ortodoxos. Além disso, o ensinamento de Bartolomeu sobre o cuidado com o meio ambiente, tema que lhe é muito caro, mereceu toda uma seção da última encíclica de Francisco, Laudato Si’.

Um passo que ainda não havia sido dado era o encontro de um papa com o patriarca de Moscou. Era um evento aguardado há muito tempo, dada a importância da Igreja russa dentro da ortodoxia: é a maior e mais numerosa das Igrejas autocéfalas ortodoxas do mundo, com quase 150 milhões de fiéis. As tensões nas relações entre católicos e ortodoxos na Rússia impossibilitavam a realização de um encontro cordial. Pouco a pouco, as relações foram se estreitando, com o cada vez mais frequente encontro de delegações das duas Igrejas. O patriarca Kirill, como seu antecessor, também foi muito crítico em relação à Igreja católica, mas quando inaugurou o sínodo dos bispos da Igreja ortodoxa russa, em 2 de fevereiro de 2013, falou do “claro reconhecimento da necessidade de unir forças em defesa dos valores tradicionais cristãos e se contrapor a algumas ameaças da modernidade, como a secularização agressiva, que ameaça as bases morais da vida social e privada, a crise dos valores da família e a perseguição e discriminação dos cristãos no mundo”.

Patriarch Kirill
Patriarca ortodoxo russo Kirill.

O Sínodo Pan-Ortodoxo

Em março de 2014, os primazes ortodoxos realizaram uma Sinaxe, nome que dão às suas reuniões, em Istambul. Naquela ocasião, decidiram convocar um Sínodo Pan-Ortodoxo, o “Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa”, que será realizado entre 16 e 27 do próximo mês de junho, sob a presidência do patriarca ecumênico Bartolomeu, com participação de delegações de todas as Igrejas ortodoxas autocéfalas.

O Sínodo estava inicialmente previsto para ser realizado em Istambul, mas devido a tensões internacionais entre a Turquia e a Rússia, que colocariam em risco a presença no encontro dos representantes do Patriarcado de Moscou, a sede foi transferida. Na última Sinaxe, ocorrida no mês passado em Chambésy, na Suíça, os primazes escolheram como nova sede Creta, ilha sob a jurisdição do patriarcado de Constantinopla, por oferecer condições logísticas mais favoráveis e por já ter abrigado conferências teológicas.

Em Chambésy, foram aprovados os temas parte da agenda do Sínodo. Entre estes, além da “missão da Igreja ortodoxa no mundo contemporâneo”, está presente também a questão das relações da Igreja ortodoxa com as outras Igrejas cristãs. Também foi aprovada a participação de observadores não ortodoxos durante as sessões de abertura e de encerramento do Sínodo. Uma reunião ortodoxa dessa magnitude nunca havia acontecido desde o cisma de 1054.

Com informações de News.va, L’Osservatore Romano e Aleteia.

23 Comentários
  1. ”“Não queremos invadir o território de ninguém, não queremos roubar fiéis de ninguém. Aliás, afirmamos com vigor o princípio de que todo homem tem direito a escolher a sua própria fé. ” Pois deveria querer, um católico, ainda mais um bispo tem que querer converter os outros, ainda que seja um quase católico, como os ortodoxos.

  2. Eu não sei por que as pessoas julgam ser de marcas de igrejas se na verdade devemos ser CRISTÃOS, seguidores de JESUS CRISTO, os ensinamentos bíblicos estão sendo distorcidos por os ser humano vivem discutindo por igrejas, dizendo que uma é maldita pela outra… pois o fundamento maior é conhecer a palavra de DEUS, e seguir seus ensinamentos, ser humildes, perdoar, amar… temos que congregar sim, ouvir a palavra de DEUS com os irmãos, pois a verdadeira religião está dentro do coração de cada um e JESUS é o único alvo que intercede por nós à DEUS… pensem nisso irmãos.

    • O problema está na interpretação da Bíblia que deve ser feita por um consagrado. “Como posso entender se não há quem explique?!”. Eu acho que foi por isso que Jesus escolheu apóstolos e discípulos, os ensinou e os consagrou para levarem a Boa Nova a todos. Portanto, é notório que Jesus não autorizaria a distribuição de Bíblias a todos, para que qualquer um interpretassem-nas à sua maneira, pois ensinou que só há uma verdade e isso geraria muitas interpretações. Lutero pensou que isso pudesse ser feito e criou um reino dividido em mais ou menos 50.000 igrejas. Pior é que Jesus afirmou categoricamente que “todo reino dividido contra si mesmo não pode subsistir.”

      • “Jesus não autorizaria a distribuição de Biblias a todos” – É cada coisa que eu leio na internet…
        Jesus chamou discípulos para ensinar-lhes sobre seu sacrifício (que cumpriria todas as ordenanças sacrificiais do antigo testamento), e para prepara-los para pregar esta Boa Nova pelo mundo: O próprio Deus mandou seu filho por nós, podemos obter redenção. A Bíblia propriamente dita nem sequer existia na época de Jesus, apenas os livros separados do Antigo Testamento, e esses livros ficavam nas sinagogas para o estudo da população. Não se achavam em qualquer casa, pois era caro fabricar um rolo destes, mas o acesso era totalmente livre nas sinagogas. Jesus nunca criticou o acesso as escrituras. Isso me parece mais uma desculpa católica querendo dizer: “só quem pode interpretar as escrituras somos nós”.
        Um povo que não lê as escrituras é um povo que pode ser manipulado por “líderes” e que está sendo privado de conhecer a Deus e seu agir ao longo da história. Que o acesso as escrituras aumentem cada dia mais, e que todos possam ouvir as mensagens que a Bíblia nos comunica! Amém.

  3. Infelizmente essa questão não é tão simples assim.
    A Teologia da Libertação visa à destruição da igreja por dentro.
    A igreja católica para se fortalecer precisa manter intactos seus dogmas e princípios e não se juntar ao inimigo.
    Quem quiser saber mais a respeito sugiro o texto abaixo e os vídeos do Padre Paulo Ricardo sobre Teologia da Libertação e marxismo cultural.
    É preciso conhecer o inimigo para combatê-lo.
    http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15820-2015-05-11-05-32-01.html

    • Li a matéria que você postou, e acho que seria melhor se tivesse a sua opinião sobre o assunto. Tenho certeza que conhecendo vai ver que não tem nada a ver com o delírio da matéria. Teologia da Libertação é Cristianismo na mais pura essência da palavra, confira.

  4. Lembremos que para evitar esse excesso de divisões e disputas entre os cristãos, Cristo sabiamente deixou apenas uma pessoa em Seu lugar, que foi São Pedro e hoje é o Papa Francisco. Eis o segredo da unidade cristã que o ego humano não aceita, mesmo sendo ordem direta do próprio Cristo.

    • Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,
      Arraigados e sobreedificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.
      Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo
      Colossenses 2:6-8
      As Escrituras em nenhum lugar registram Pedro estando em Roma. As Escrituras nunca descrevem Pedro tendo autoridade sobre os outros apóstolos ou sendo o principal líder da igreja primitiva. Pedro não foi o primeiro papa. A origem da Igreja Católica não se baseia nos ensinamentos de Pedro ou de qualquer outro apóstolo.
      Pelos primeiros 280 anos da história cristã, o Cristianismo foi banido pelo Império Romano, e os cristãos foram terrivelmente perseguidos. Isto mudou depois da “conversão” do Imperador Romano Constantino. Constantino “legalizou” o Cristianismo pelo Edito de Milão, em 313 d.C. Mais tarde, em 325 d.C., Constantino conclamou o Concílio de Nicéia, em uma tentativa de unificar o Cristianismo. Constantino imaginou o Cristianismo como uma religião que poderia unir o Império Romano, que naquela altura começava a se fragmentar e a se dividir. Mesmo que isto aparente ser um desenvolvimento positivo para a igreja cristã, os resultados foram tudo, menos positivos. Logo Constantino se recusou a abraçar de forma completa a fé cristã, mas continuou com muitos de seus credos pagãos e práticas. Então, a igreja cristã que Constantino promoveu foi uma mistura de verdadeiro Cristianismo e paganismo romano.
      A Igreja Católica proclama a si própria como a Igreja pela qual Jesus Cristo morreu, a Igreja que foi estabelecida e construída pelos Apóstolos. É esta a verdadeira origem da Igreja Católica? Pelo contrário. Mesmo uma leitura superficial no Novo Testamento irá revelar que a Igreja Católica não tem sua origem nos ensinamentos de Jesus, ou de Seus apóstolos. No Novo Testamento, não há menção a respeito do papado, adoração a Maria (ou a imaculada concepção de Maria, a virgindade perpétua de Maria, a ascensão de Maria ou Maria como co-redentora e mediadora), petição por parte dos santos no Céu pelas orações, sucessão apostólica, as ordenanças da igreja funcionando como sacramentos, o batismo de bebês, a confissão de pecados a um sacerdote, o purgatório, as indulgências ou a autoridade igual da tradição da igreja e da Escritura.

  5. Temos que ver que todos os cismas se deu por questões nacionalistas, não somente ocorreu assim nas revoluções protestantes, quando reis ditadores como Henrique VIII da Inglaterra, Cristiano da Dinamarca, Gustavo da Suécia e outros principados dizimaram todos que não queriam idolatrá-los da mesma forma dos reis da Antiguidade eram cultuados pelos seus súditos, como também foi assim no cisma do leste, quando o imperador romano de Constantinopla fez o mesmo que os protestantes cinco séculos depois. A igreja russa é a mais nacionalizada e estatizada de todas, por isso a dificuldade extrema deles cederem sequer um centímetro. Da mesma forma existem novos protestantes e “ortodoxos” pelo mundo, basta ver que na China, novamente o Estado se colocou no lugar de Deus não aceitando ter relações com o vigário de Cristo, e por incrível que pareça, até o “companheiro” Lula quando era presidente, ousou tentar estatizar a igreja no Brasil também. Todos esses cismas são buscas incessantes pelo poder secular.

  6. Com toda autonomia e situação confortável junto ao governo Putin, não creio que o Patriarca Kirill deseje submeter-se a primazia do Bispo de Roma. Toda cisão leva a um certo grau de “ódio” a Igreja de Romana e no fundo todos os cismáticos desejam a primazia para si. Todavia, tendo em vista as boas relações atuais com os luteranos, reascende a esperança pela reunificação (ao menos) afetiva.

    • Essa suposta contradição entre Católico (Universal) se autodenominar “Romano” eh perfeitamente compreendida , quando voltamos na história e observamos que este termo (ROMANO) ter surgido logo após a Reforma protestante. Para reafirmar que a verdade existe em plena comunhão com o Bispo de Roma, portanto a Igreja Católica ( UNIVERSAL) ressaltou o caráter Romano, pois ali, Pedro foi Bispo, e desde a Igreja primitiva, o Bispo de Roma teve a primazia.

  7. Chamar esses camaradas cismáticos de ortodoxos é fazer publicidade e propaganda gratuita pra eles. São cismáticos e ponto. Sofrem do mesmo complexo de Édipo dos protestantes, pois mataram o próprio pai, o Papa, para, desgarrados e na rua da amargura, pedirem arrego e fortalecerem os poderes deste mundo de trevas como acontece na Rússia em que a tal igrejinha cismática eslavófila vive de conchavos com o Kremlin, com o herdeiro da KGB: Vladimir Putin.

  8. enquanto a igreja catoliza continua se menosprezando perante as outras igreja querendo fazer com que o ecumenismo exista ela sempre fico a pensar por que não fala logo que todos aqueles que não forem Cristão Católicos Apostólico Romanos irão permanecer no pecado e com isso serão levados ao inferno.

    • Porque você esquece que existe a Igreja militante e a Igreja Triunfante, ambas são a Igreja Católica. Uma é composta por nós que militamos, e a triunfante é composta pela milícia celeste, por Deus pai, Deus filho, Deus espírito santo, Nossa Senhora e os santos. Dizemos que fora da Igreja Católica não há salvação e não que quem esta fora não pode ser integrado a ela quando morre por ter sido alguém que busca a verdade ou tem boa vontade.

Leia também