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Pandemia

Férias para quê? Recesso, para muitos, aprofunda sensação da quarentena

Em outros tempos, descanso para mente seria algo interessante e até necessário; hoje, reflexão sobre o momento precisa ser cuidadosa para não colocar pais e crianças em desalento

  • Por Esther Cristina Pereira
  • 08/07/2020 16:37
Férias para quê? Recesso, para muitos, aprofunda sensação da quarentena
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O descanso tão almejado, para o corpo e para a mente, para muitos perdeu o sentido na quarentena. Qual o significado das férias para pais e filhos, em um momento que o mundo parece girar mais devagar? À medida que adentramos a segunda metade do ano, a sensação permanece: ocupar a cabeça nos tira desse vazio momentâneo que a pandemia nos causa.

A situação é parecida nos feriados prolongados. No fim de 2019, muitos brasileiros comemoravam o fato do ano seguinte ser repleto de datas para “emendar”, como dizemos popularmente. Infelizmente, a sensação da folga é outra: em muitos desperta ansiedade, e em poucos há aquele resto de concentração para buscar um curso, lazer ou até mesmo desbaratinar por completo da rotina.

Há uma sensação de ambiguidade quando refletimos sobre o tempo ocioso. Ele é, obviamente, necessário; mas, na atual conjuntura, ocupar a cabeça nos desvia a atenção da expectativa que todo o mundo se cerca: quando tudo voltará ao normal? É uma resposta que ninguém sabe, mas os mais otimistas cravam que, no mínimo, em Setembro.

Até lá temos chão, leitores. Precisamos nos regozijar, como sempre, no calor da família e no que conquistamos até aqui. Os valores básicos e primordiais saltaram ainda mais aos olhos nesse momento. Um abraço ganhou a conotação da saudade para muita gente; ver os parentes, algo tão comum, parece um luxo a qual nem todos temos acesso.

Alguns professores, às vezes solitários, sequer têm companhia em casa, seja por viver em outra cidade ou por simplesmente serem solteiros e terem uma vida para criar pela frente. Eles têm como maior companhia as crianças e jovens, que se tornam um alicerce fundamental na razão e intelecto deles. São o estímulo para prosseguir, a força motriz do amanhã e, portanto, um dever a qual nos colocamos de prontidão mesmo em meio a pandemia.

Não é nada fácil, após mais de 100 dias, continuar motivando os pequenos a terem paciência. A nossa, às vezes, se esgota dia sim ou não. Que saibamos utilizar esse momento de recesso como uma reflexão positiva, do que abrimos mão em 2020 e do que ainda é essencial e precisamos, após tudo isso passar, valorizar ainda mais.

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