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Jônatas Dias Lima

Blog da Vida

Opinião e notícia sobre as causas pró-vida e pró-família

Votação por cidades mostra que bispos de esquerda fracassaram ao tentar influenciar fiéis

Bolsonaro venceu com folga em dioceses governadas por bispos próximos do PT ou que se engajaram na campanha de Haddad

Reprodução/YouTube
Reprodução/YouTube

No meio católico, é fato conhecido que a influência da maioria dos bispos no comportamento de seus fiéis é mínima, especialmente quando comparada àquela exercida por líderes religiosos que sabem fazer bom uso da mídia e da internet. O resultado dessas eleições, contudo, escancara esse fenômeno com evidências mensuráveis.

Ao longo da campanha, bispos reconhecidamente de esquerda, próximos do MST, do PT, simpáticos às pautas socialistas e hostis ao foco em temas como a luta contra o aborto e valorização da família tradicional, fizeram tudo o que podiam para evitar que suas dioceses contribuíssem com a eleição do conservador Jair Bolsonaro. Eles emitiram cartas, deram entrevistas, enviesaram homilias e declararam apoio (implícito ou explicito) ao candidato de Lula. A apuração, no entanto, revela que fracassaram miseravelmente.

Em cada uma das dioceses abaixo, o povo deu ao agora presidente uma votação superior à obtida por ele em nível nacional. Em alguns casos, muito superior.

 

Prelazia de São Félix do Araguaia (MT)

Dom Adriano Ciocca

É a diocese de um ícone da teologia da libertação, o bispo emérito dom Pedro Casaldáliga. Também foi a última diocese por onde passou dom Leonardo Steiner, o secretário-geral da CNBB que se encontrou com Haddad, mas não com Bolsonaro. O atual bispo, dom Adriano Ciocca, segue a linha de seus antecessores. Todo o simbolismo da diocese não foi suficiente para evitar a larga vantagem do capitão nas urnas.

Bolsonaro – 61,54%

Haddad – 38,46%

 

 

Arquidiocese de Londrina (PR)

Dom Geremias Steinmetz

Ele ganhou fama nacional depois das denúncias publicadas nos vídeos do jornalista Bernardo Küster, sobre o 14º Intereclesial das CEBs, no início do ano. Quem não se lembra do áudio no qual ele diz “deixa latir” em resposta aos que o criticavam?

Dom Geremias deve estar decepcionado ao ver que chamar a nata da teologia da libertação para sua diocese não evitou – e pode até ter ajudado – a homérica surra eleitoral que o PT levou na cidade.

Bolsonaro – 80,42%

Haddad – 19,58%

 

 

Diocese de Lages (SC)

Dom Guilherme Antônio Werlang

Bispo muito ligado ao MST. Para esse deve-se considerar o atenuante de que chegou ao estado no começo do ano. Deve estar assustado com o conservadorismo catarinense que elegeu um militar para a presidência e outro para o governo do estado.

Bolsonaro – 73,83%

Haddad – 26,17%

 

 

 

Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ)

Dom Francisco Biasin

Na semana do 2º turno, publicou uma carta na qual critica a “onda de rancor e ódio”, demonstra preocupação pelos “homoafetivos” entre outras minorias que seriam “tragicamente atingidas”. O drama fundamentado em mentiras não comoveu.

 

Volta Redonda

Bolsonaro – 64,13%

Haddad – 35,87%

 

Barra do Piraí

Bolsonaro – 64,26%

Haddad – 35,74%

 

 

Diocese de Campos dos Goytacazes (RJ)

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz                     –

Gravou vídeo alertando sobre os “perigos do fascismo e do totalitarismo”. Não o levaram a sério.

Bolsonaro – 64,87%

Haddad – 35,13%

 

 

Diocese de Jales (SP)

Dom Reginaldo Andrietta

Sem citar o nome de Bolsonaro, o bispo publicou um texto no qual chamou o presidente eleito de “candidato à presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres”. Nas urnas, o povo presenteou o capitão com 77%.

Bolsonaro – 77,48%

Haddad – 22,52%

 

 

Diocese de Roraima

Dom Mário Antônio da Silva

O bispo da diocese que faz fronteira com a Venezuela também apelou para uma carta na qual diz, sem citar o nome de Bolsonaro, que quem apoia alguém como ele com o voto “ofende a Deus e ao irmão”. Não funcionou. O povo decidiu seguir o bom senso que a realidade suscita em qualquer um que vê de perto a desgraça provocada pelo socialismo no país vizinho.

Bolsonaro – 71,55%

Haddad – 28,45%

 

 

Diocese de Vacaria (RS)

Dom Silvio Guterres Dutra

O bispo de Vacaria ganha o prêmio de pior insulto ao próprio povo que devia pastorear. Com uma carta intitulada “As eleições 2018 e o fanatismo religioso”, ele chamou de fanático quem prioriza a luta pela vida desde a concepção e quem combate o comunismo. Pelo jeito, só conseguiu motivar uma vingança dos fiéis nas urnas

Bolsonaro – 75,37%

Haddad – 24,63%

 

 

Diocese de Lorena (SP)

Dom João Inácio Müller

Gravou entrevista em vídeo na qual diz que quem vota em alguém como Bolsonaro – sem citar seu nome, claro – está excomungado. A declaração deve ter provocado reações variadas, mas não medo, dado o volume de votos do conservador na cidade: 79,14%

Bolsonaro – 79,14%

Haddad – 20,86%

 

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